Quarta-feira, Maio 31, 2006
Inaugura-se amanhã, 1 de Junho, no Auditório Municipal Carlos Paredes em Vila Nova de Paiva (Viseu) uma exposição de caricaturas de Ricardo Galvão (A Bola) sob o tema "Do Euro ao Mundial", onde se retratam os dois últimos anos do nosso país, futebolisticamente falando.
Ricardo Galvão confirmou ao Buraco da Fechadura que estará presente na inauguração.
A hora do acontecimento não chegou ao nosso conhecimento, mas estas coisas costumam ser por volta das cinco.
O Ministro da Caricatura fotografado durante o despacho
Juan Fernando López-Aguilar, que em boa verdade é o ministro da Justiça de Espanha, é um caricaturista de fino traço como já aqui divulgámos repetidamente. Mas agora, e por cortesia de J.L.Cabañas, Buraco da Fechadura mostra o ministro despachando uma caricatura perante o olhar atento de Carlos Killiam (em grande plano), do próprio Cabañas (de óculos) e de mais dois profissionais do risco que não consigo identificar. (Com Cabañas e Killiam, tive o prazer de me encontrar em Cuenca em Novembro).O episódio aconteceu durante um recente almoço no Congresso dos Deputados (Madrid), para o qual o ministro convidou um grupo de desenhadores.
Zé Oliveira
Terça-feira, Maio 30, 2006


Ferreira dos Santos enviou para o Buraco da Fechadura, vai para uma semana, o cartoon de cima. Ficou guardado aqui na na gaveta, mas até parece que o grande humorista de El País veio cá a casa espreitar os arquivos dos pendentes! Ontem, aquele diário madrileno publicava este cartoon de El Roto!
Qualquer cartoonista que tenha uns anitos de actividade já passou por esta experiência de ter a consciência de que não plagiou e, ao mesmo tempo, ter a certeza de que não foi plagiado, não obstante a semelhança das soluções que por vezes acontecem.
Significa que, trabalhando ambos com síntese, e estando ambos atentos ao mesmo fenómeno, o sumo das suas ideias pode facilmente coincidir.
Ferreira dos Santos está de parabéns quando as suas ideias se irmanam com um humorista do talento de El Roto.
Quem são eles

El Roto, aliás Andrés Rábago García de seu verdadeiro nome, nasceu em Madrid em 1947.
Durante o regime de Franco, desenvolveu a sua actividade criativo sob o pseudónimo de Ops nas revistas Hermano Lobo e Triunfo.
Com o heterónimo Ops ou com a assinatura que hoje usa, já colaborou com Ajoblanco, Cuadernos para el Diálogo, El Independiente, El Jueves, El Periódico de Catalunya, Hermano Lobo, Triunfo, Informaciónes, La Codorniz e, presentemente, El País.
Apesar deste curriculum, El Roto não aprecia que lhe chamem humorista. Prefere dizer que pratica a sátira, onde o humor pode ter cabimento, como acontece com muitas outras coisas.
Tem livros editados, guiões criados, trabalhos de cenografia, enquanto mantém a sua colaboração diária em El País, em regra reflectindo criticamente sobre a realidade social, cujos cartoons frequentemente reunem a ternura com uma desapiedada visão da vida e das suas contradições.
Em Novembro de 2005, foi galardoado em Alcalá de Henares com o Prémio Quevedos, uma espécie de "nobel" para caricaturistas. É dessa altura, a foto anexa, da autoria de Zé Oliveira.
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FSantos, aliás António Ferreira dos Santos, nasceu em Cucujães (Oliveira de Azeméis) em 1948. Licenciado em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, publicou os seus primeiros cartoons em A Voz Portucalense quando tinha 20 anos, após o que se seguiu uma vasta lista de jornais: O Regional de S. João da Madeira, A Razão, o Público, Diário de Notícias, Jornal de Notícias, Jornal das Beiras, O Jogo, Fiel Inimigo, Trevim, O Comércio A Peneira (Galiza).
O Instituto Nacional do Ambiente publicou dois conjuntos de gravuras de sua autoria: Mupivisões e Urbanovisões. São dois trabalhos interessantes onde a sua formação académica consolidada na prática profissional se conciliam excelentemente com a sua condição de humorista gráfico.
Publicou há anos o livro Dedo na F'rida e está a preparar outro, tendo também feito sucesso os seus postais ilustrados Os Mijões.
Já foi galardoado com vários prémios: em 1989 no Salão Nacional de Caricatura, em 1996 com o Prémio Nacional BD de Imprensa, em 1998 em Tenerife (Espanha).
Tem um vasto conjunto de participações em Salões: Irão, Croácia, Rússia, Eslováquia, Espanha, França, Itália, Reino Unido, Turquia, Japão, etc.
Ultimamente, é o mais regular colaborasdor do Buraco da Fechadura.
Domingo, Maio 28, 2006
Os Corvos de Zé Oliveira no Região de Leiria
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Entrevistada pelo telejornal, uma popular da aldeia leiriense do Coimbrão disse, sem papas na língua, que o úmico registo que ela fazia das suas galinhas... era pelo tacho adentro!
É este o país que temos, um país em que os cidadãos, desconfiados das novidades regulamentares, se furtam à simples declaração de um galinácio, não vá o diabo tecer um imposto por cada bico! Porque o povo bem se dá conta que não fica barato alimentar as reformas fortunescas e acumuladas de certos administradores que, não obstante, renascidos das cinzas da velhice, vão auferir outras fortunas mensais como ministros e coisas "piores".
Quinta-feira, Maio 25, 2006
O jovem Bruno Taveira não poupa nas canetas .Aliás, esse é o segredo de qualquer desenhador: desenhar insistentemente.
Na mensagem que acompanhava este cartoon, o Bruno contava que a ideia para esta sátira gráfica lhe surgiu quando via o telejornal. Pois é assim mesmo que os profissionais fazem! Não se cansam (às vezes cansam-se, mas fazem de conta que não) não se cansam de ver telejornais, jornais, revistas, (...as reportagens, as notícias, as crónicas, o correio dos leitores, os anúncios...), de ouvir conversas no café, no metro, no emprego.* Porque o cartoon é a voz do povo. Deve ser uma síntese do pulsar da sociedade. E só se consegue fazer isso eficazmente, dedicando a máxima atenção (nunca é demasiada) a tudo o que nos rodeia.
Estás no caminho certo, Bruno!
Não te esqueças de dedicar mais atenção aos balões. Nunca devem ser colocados ao acaso. Não podem atrapalhar o restante desenho. E devem ter uma caligrafia esmerada. Já uma vez aqui disse: deves desenhar cada letra como se ela fosse um objecto. Não é aconselhável usares a mesma caligrafia com que, aí em casa, escreves um bilhete a dizer "Hoje chego mais tarde". Quando vais desenhar um A, deves abstrair-te de que vais escrever a letra A. Vais desenhá-la, não vais escrevê-la! Tens de partir para o acto de a desenhar, com o sentido de que vais desenhar "um objecto" que tem três traços. E desenhas cada traço por sua vez. Nãio instintivamente, mas cerebralmente.
Experimenta e conta como resultou!
Zé Oliveira
Na Costa Rica
25 anos de Pluma Sonriente

La Pluma Sonriente, uma associação dos autores de Banda Desenhada e Cartoon da Costa Rica, fundada pelo seu presidente Oscar Sierra Quintero (Oki), está a festejar os seus 25 anos de existência.
Por coincidência curiosa, em Portugal também agora se comemoram os 25 anos da existência da Humorgrafe (Osvaldo Macedo de Sousa). E é dessa coincidência que decorre o facto de ser a Humorgrafe a coordenar a participação de uma representação portuguesa na exposição internacional que La Pluma organiza na Costa Rica.
Ermengol, colaborador de Buraco da Fechadura, é o convidado especial, com a sua exposição Ermengolarium, cujos originais o coordenador de Buraco da Fechadura já teve o grato prazer de apreciar.
Ermengol, embora argentino, reside em Lleida (Lérida), Catalunha.
Oki, cartoonista e investigador (e associativista) na Costa Rica, nasceu na Colômbia.
Estes cruzamentos de fronteiras dão aos cartoonistas um enriquecimento vivencial que transparece no desempenho do seu trabalho.
Aliás Turcios, o autor da ilustração do cartaz e convite da exposição (ver ampliação abaixo) reside em Alcalá de Henares (Madrid) mas nasceu na Colômbia, onde residiu até há meia dúzia de anos.
Todos eles têm uma ligação a Portugal: Oki e Ermengol já participaram nas Festas da Caricatura da Lousã (em que estava envolvido o coordenador do Buraco da Fechadura) e Turcios (bem como sua mulher, Nani) já foram galardoados no Festival de Banda Desenhada da Amadora com o Prémio Amadora Cartoon (que também já bafejou o coordenador do Buraco).


Menção Honrosa: Gogue (cartoonista do Faro de Vigo)


Prémio Nacional Humor de Imprensa: Luís Veloso (cartoonista de O Interior)
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Prémio Nacional Cartoon de Imprensa: Nuno Saraiva (cartoonista de Inimigo Público)
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Prémio Nacional de Caricatura: António Santos (caricaturista de Repórter de Amarante)
Acabam de saír a público os resultados do XX Salão Nacional Humor de Imprensa que (pela última vez?) se realiza em Oeiras.
Buraco da Fechadura regista a interessante curiosidade de, em cinco prémios, dois galardoarem humoristas da imprensa regional. Facto tanto mais assinalável quanto a tendência é deixar (em definitivo e completamente), e por inteiro, o interior aos lobos, às carraças e aos ratos do mato, mediante o único projecto que o Governo (?) de Portugal obstinadamente concretiza do princípio ao fim: encerramento de hospitais, maternidades e escolas.
Parabéns aos contemplados.
Esta informação é cortesia de http://humorgrafe.blogspot.com (visita obrigatória)
A prova de que a gente até nem envelhece tanto como isso é que... este cartoon do Ferreira dos Santos tem data de 2004 mas parece que foi desenhado ontem!Quarta-feira, Maio 24, 2006
Artur Correia e

Já está nas livrarias o segundo volume dos Super-Heróis da História de Portugal, com desenhos de Artur Correia (Lisboa, 20/4/1932) e guião de António Gomes de Almeida (Lisboa, 8/4/1933).
Edição da Bertrand, a obra foi apresentada (por José
Miguel Lameiras) no final da tarde do passado dia 4, no C.C. Picoas Plaza.
No dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, os autores farão a
apresentação do album no auditório da Feira do Livro de Lisboa.
A caricatura de Gomes de Almeida (de barba) é um excerto de um desenho de Onofre Varela.
A de Artur Correia é auto-caricatura.
Os detalhes biográficos foram extraídos de História da Caricatura em Portugal, de Osvaldo Macedo de Sousa, e de AGÁ de Humor do mesmo autor.


A violência entre homem e mulher ("la violencia de género", como dizem os espanhóis) será o tema da XIII MOSTRA INTERNACIONAL DE HUMOR GRÁFICO de Alcalá de Henares (Madrid).
As obras a apresentar devem ser originais, realizadas em qualquer técnica e
suporte, e têm de ser enviadas até 3 de julho.
Podem participar profissionais do Humor e da Caricatura de todo o mundo, que publiquem ou tenham publicado em meios de difusão nacion al ou internacional
As obras podem ter a forma de tira, cartoon ou caricatura e, neste último caso, as caricaturas devem representar pessoas que se hajam destacado ou representem um marco na promoção da igualdade entre mulheres e homens.
O formato máximo será de 297 x 420 mm (A3).
Enviar até 3 de Julho de 2006 para:
XIII Muestra Internacional de Humor Gráfico
Fundación General de la Universidad de Alcalá.
C/ Imagen 1-3.
28801 Alcalá de Henares. Madrid.
O Regulamento pode ser consultado em inglês, francês, português, russo, árabe, chinês e espanhol, na página web: www.humor.fgua.es/XIIImuestra, onde se encontra a ficha que deve, obrigatoriamente, acompanhar a obra.
A ilustração da mostra (que encabeça este artigo) é da autoria de Ermengol, colaborador de Buraco da Fechadura
Segunda-feira, Maio 22, 2006
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BURACO DA FECHADURA ACOLHE E INCENTIVA COLABORAÇÃO NO DOMÍNIO DO CARTOON/CARICATURA.
COLABORA E PASSA PALAVRA A QUEM DESEJE COLABORAR!
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Bandeira do Iraque
A solução dos EEUU para libertar o território
Se quer saber como, clique na linha seguinte
http://www.barabanow.com/iraqfree.html
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Afinal, o talento do ministro da Justiça de Espanha para a Caricatura é característica de família.
Um curto comentário anónimo no nosso artigo do dia 19 dava-nos a pista, averiguámos e... tivemos a surpresa de confirmar que se trata de um caricaturista que não se acanha de abordar matérias do foro ministerial de seu irmão, criticando o presidente do Supremo Tribunal por não comparecer ao interrogatório do Grupo Socialista no Congresso dos Deputados.
Neste cartoon, publicado a 8 de Março e reproduzido acima, aparece o ex fiscal chefe da Audiência Nacional, com Eduardo Fungairiño.
Sorrocloco (autocaricatura ao lado) é o pseudónimo de Carlos López Aguilar, que publica em Los Genoveses e Canarias Ahora.
Para ver desenvolvimento deste artigo e outros trabalhos seus, clicar neste endereço: http://www.libertaddigital.com e, chegando ao sítio, procurar na coluna da direita as palavras "las viñetas del hermano del ministro véalas aqui". Os desenhos aparecem, depois, à esquerda em cima. É ir seleccionando e vendo.
Sexta-feira, Maio 19, 2006

Olá, Rui Santos!
Lembras-te de eu te ter falado no cuidado a ter com a criação dos balões quando se desenha um cartoon? Repara: Para fazer os Corvos que saíram hoje no Região de Leiria, dediquei mais espaço aos balões do que às personagens.
A primeira coisa que desenhei foi o texto e os balões envolventes. E só depois, em conformidade com o espaço que sobrava, é que criei as personagens. Aconselho-te a dedicares uma atenção especial à elaboração dos textos. Eles també são parte integrante do desenho, não só do ponto de vista literário, mas também do ponto de vista plástico.
Continua a desenhar, Rui!
Zé Oliveira

Já imaginou o Ministro da Caricatura em despacho com o secretário de Estado do Cartoon? Com o secretário de Estado da Anedota? Com o director Geral da Piada Brejeira? Ainda não. Juan Fernando López-Aguilar é apenas, por enquanto, Ministro da Justiça de Espanha. E caricaturista!
A ilustração acima, uma autocaricatura do ministro, é reproduzida do El País de 7 de Maio de 2006, cujo exemplar nos chegou às mãos por amabilidade de Onofre Varela.
Mais sobre o "ministro da Caricatura", no arquivo deste blog, em 5/11/05, em artigo com o título "Os Caricaturistas já começaram a assaltar o Poder"
Guerra e Paz...Não é hábito injectar no Buraco da Fechadura matéria que circule anonimamente na net. Mas hoje calhou...
É certo que este cartoon ao lado está assinado, mas eu desafio os leitores a identificarem o autor pela assinatura...
O original vinha em francês e foi traduzido (e adaptado) por Buraco da Fechadura, respeitando escrupulosamente a caligrafia original.
Alienações!...
Como dizia o Lailson, quando me mandou este endereço: "Demora um pouquinho a carregar, mas vale a pena". Não se esqueça de ligar o som. E então sim, clique na linha seguinte:
http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/corrente_page.htm
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Quinta-feira, Maio 18, 2006
...Mundial de Caretas!!!
Com jogadores com a estatura e a pujança física de Ricardo Galvão, já ganhámos o Mundial de Caretas!!!Por excesso de precaução (só por isso!) o Carlos Laranjeira joga à baliza. Podia ser eu, mas é o Carlos; para que não haja baliza que sobre. O Pedro Ribeiro Ferreira (Per) encarrega-se do trinco, para que não haja mé nem maomé.
...e pronto, agora é só a gente ir comprar (pelo menos numa Bertrand perto de si há-de haver... Se não houver... mande vir!!!)
Para que conste:
O Ronaldinho Gaúcho que aparece acima, é a participação de Ricardo Galvão na obra em apreço.
Caretas do Mundial... 1!
Chega aqui ao Buraco uma mensagem via sms que, em linguagem naturalmente telegráfica, informa "Lancamento de CARETAS DO MUNDIAL, 3 (o texto continua no ecran seguinte, depois de premida a seta de continuação) feira, 16, na Bertrand do Vasco da Gama, etc."
Como o coordenador do Buraco da Fechadura, além de distraído, é um zero em conhecimentos futebolísticos, associou (deturpando o que lera no sms) associou o Caretas do Mundial... 3 com o Euro de Caretas, dos mesmos autores, por alturas do Euro'2004. O livro não era o nº 3, era sim apresentado numa terça.
Ricardo Galvão, um dos autores, esclarece: "Quanto aoconteúdo o livro não é o terceiro volume das Caretas do Mundial. O que houve foi apenas o "Euro de Caretas" por altura do Euro'2004. Em termos de Mundial este é o primeiro."
Esclarecido.
Buraco está a desenvolver esforços (esforços do Ricardo!) no sentido de poder mostrar algo do Euro de Caretas.
Quarta-feira, Maio 17, 2006
no Região de Leiria

Confesso-me um pouco cansado deste tema, mas... que outra maneira teria eu de tentar ajudar a debelar tão vergonhaosa situação?
Zé
Terça-feira, Maio 16, 2006

Análise políticade FSantos
Nunca conheci o Ferreira dos Santos numa fase tão produtiva como a que atravessa presentemente.
Há poucos meses, chegou a "anunciar" a edição de um livro (seria o seu segundo) mas infelizmente já declarou ao Buraco da Fechadura que desistira da intenção...
Rui Santos continua a aplicar-se

É claro que tens de gastar muitas canetas até poderes oferecer a tua colaboração à redacção de um jornal, mas, Rui, o segredo da evolução nestas coisas está na insistência. Não existe outra maneira se não desenhar, desenhar, desenhar. E, nos intervalos... desenhar. E, naturalmente, ver detalhadamente cartoons de desenhadores experientes, dos mais variados estilos.Deves tomar consciência disto: Quando vires um desenho muito simples cuja simplicidade te impressione, é quase certo que o autor demorou mais tempo a simplificar do que imaginas. Simplicidade de traço não é displicência nem preguiça. Muitas vezes é transpiração!
Estes teus desenhos foram elaborados com um marcador pouco negro (ou terá sido problema de digitalização?). Tive de corrigir essa deficiência para que o traço aqui apareça contrastado. Mas, nos jornais, (em princípio os cartoons são material para imprensa) nos jornais nem sempre estão com tempo ou disposição para corrigir esses detalhes. Deves desenhar sempre com canetas de traço firme. E vai experimentando várias espessuras de caneta.
Continuas com necessidade de trabalhar mais eficazmente o lettering. E olha que muitas vezes começa-se por desenhar primeiro os balões e só depois as personagens. Ainda hoje procedi assim num cartoon que será publicado na próxima sexta-feira. Os balões tinham muito texto, de modo que acomodei as pesonagens ao espaço disponível. Lá para sábado ou domingo poderás vê-lo aqui no Buraco.
Tens de habituar-te a tratar os textos com a mesma preocupação que dedicas às figuras. Não podes caligrafar um balão como quem está a escrever uma carta à namorada.
Continua!
Zé Oliveira
"Caretas do Mundial - 3"
Foi apresenado hoje a partir do meio-dia na livraria Bertrand do Vasco da Gama shopping (Lisboa) o terceiro volume das Caretas do Mundial, de que são autores os jovens caricaturistas Ricardo Galvão, Carlos Laranjeira e Per (Pedro Ribeiro Ferreira).
Buraco da Fechadura deseja que o êxito de vendas se repita pela terceira vez.
ERRATA MAIS ACIMA
X CONGRESSO ANUAL DA
SOCIEDADE INTERNACIONAL
PARA O ESTUDO
DO HUMOR LUSO-HISPANO
Auspiciado pelo Tecnológico de Monterrey
4 a 6 de outubro de 2006
Monterrey, México
CONVOCATORIA
Data límite de recebimento de propostas: 15 de julho de 2006
A Sociedade Internacional para o Estudo do Humor Luso-Hispano anuncia o recebimento de ponências para seu décimo congresso anual. A convocatória está aberta a propostas ou foros sobre qualquer aspeto do humor na literatura e a cultura dos países de língua espanhola ou portuguesa, e sobre qualquer período ou género. As ponências podem ser sobre literatura, análise do discurso, semiótica, cine, arte, música, cultura popular, ética, humor gráfico e jornalístico, assim como teoria do humor e sobre história cultural. Se sugerem ponências com um mínimo de jergão e que sejam acessíveis aos não especialistas. As ponências podem se ler em espanhol, português ou inglês. O tempo de leitura se limitará a vinte minutos. Se publicará posteriormente um volume de ponências selecionadas.
Para participar no congresso é requisito ser membro de THE INTERNATIONAL SOCIETY FOR LUSO-HISPANIC HUMOR STUDIES. Para a membresía ($20.00 USD) e informação adicional, favor de contactar o Dr. Paul Seaver, Presidente da Sociedade; E-mail: pseaver@axs2000.net (416 Matlack St., West Chester, PA, 19380, USA).
INFORMAÇÃO GERAL SOBRE O CONGRESSO
LUGAR: Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey, Monterrey, México. Sobre opções de hospedagem, transporte e atracções da localidade, informaar-se-á posteriormente.
INSCRIÇÕES: A quota de inscrição para professores é de $80.00 USD, e para estudantes, de $40.00 USD. A partir do dia 1 de Agosto será de $100.00 USD e $50.00 USD, respectivamente. Para depósitos fora de México: Wells Fargo Bank, Cliente: ITESM, Conta 7890-068454, Domicílio do banco: 1100 Matamoros, Laredo, Tx. #ABA: 121-000-248, Swift: WFBIUS6S. Para depósitos no México: Banco BBVA Bancomer, Cliente ITESM, Conta 0444106954, Referência: nome do congresso.
RESUMO: A extensão é de 400 palavras (1 página) e em formato WORD em qualquer dos três idiomas da Sociedade. Favor de incluir os seguintes dados: nome, filiação, correio electrónico, número de fax e endereço. As propostas se receberão até ao dia 15 de julho. Se responderá com a maior rapidez possível. Favor enviar para:
Dr. Eduardo E. Parrilla Sotomayor
Ave. Eugenio Garza Sada # 2501
64849 Monterrey, N.L. México
E-mail: eparrill@itesm.mx
humor.mty@itesm.mx
Fax: 81-83-58-20-00, ext. 4603
Segunda-feira, Maio 15, 2006
Explicação para o cabeçalho TBO
José Maria Varona "Ché" enviou para Buraco da Fechadura este amável esclarecimento:
Amigo Zé
TBO significa TE VEO (diríamos em português: "vejo-te". Aparentemente no cabeçalho da revista deveria ter aparecido TVO, mas acontece que em Espanha (não em outros países de língua espanhola) à letra V chama-se UVE e nesse caso TVO soaria como TEUVEO, diferente daquilo que queria o editor da revista que pretendía que o leitor dissesse algo parecido com TE VEO ("vejo-te"), e o mais parecido era TBO. Esta forma de titular determinadas publicações infantis também a utilizaram outras editoras. À minha memória chegam os cabeçalhos de KKO (CACAO), DDT (DEDETE), KDT (CADETE), TMO (TE MEO) etc. (Em Espanha K = CA).
Afinal a palabra TEBEO impôs-se e foi reconhecida pela Academia Española de la Lengua para designar um caderno de aventuras (de ROBERTO ALCAZAR Y PEDRIN, de EL GUERRERO DEL ANTIFAZ, de EL CAPITÁN TRUENO, de EL CACHORRO, de FLASH GORDON etc. (Agora, muitos chamam a isso CÓMIC), mas também eram TEBEOS (com muitas historietas diferentes, umas de humor e outras sérias) las revistas JAIMITO, PUMBY, PULGARCITO, TBO (naturalmente) que fizeram furor entre os miúdos (também as liam os maiores) de Espanha. Assunto esclarecido? De qualquer modo, T envía un abraço teu amigoJ. M. Varona
"Ché" (Algo asssim como dizer "Zé" em português).
Os inventos da TBO
No artigo sobre TBO, um anónimo colocou um comentário que faz referência aos "inventos del profesor Franz de Copenhague".
Para conhecer mais sobre os "inventos" da TBO, clicar na linha seguinte:
http://www.museodelnino.es/expo_tmp/expo_tmp03/inventos_tbo/ivtos_tbo.htm
Domingo, Maio 14, 2006
Na sexta-feira dia 12, aparecem comentários a propósito de um artigo que Ché escreveu a propósito de Eduardo Vañó Ibarra.
O tema é a designação que, em língua espanhola, de dá à Banda Desenhada: Teveo? Tebeo? Um brincalhão anónimo até aventa a hipótese Te ve-o (vejo-te). Mas a verdade é que não me admirava nada que uma certa razão estivesse do lado do brincalhão... Porque a minha ignorância é tanta, que só sei que o vocábulo Tebeo nasceu (fonicamente) do título TBO que encabeçou uma revista que esteve nas bancas espanholas desde 17 de Março de 1917 por diversos períodos. O exemplar acima, da minha biblioteca, é de 1958.
Tebeo versus Historieta
Passo a transcrever do livro "Dibujando Historietas" (Ivan Tubau - Ediciones ceac - Barcelona):
«En España, la denominación tebeo - que proviene del título de una de las primeras publicaciones infantiles de historietas (TBO) - ha sido admitida por la Real Academia de la lengua. Pero también es corriente en el país - como en la América Latina - la designación historieta. Sobre todo entre dibujantes. En realidad, historieta es más completo que tebeo, puesto que tebeo es un cuaderno de historietas, pero no una tira suelta publicada en un periodico o revista».
Não traduzi, porque a "discussão" travou-se entre falantes de castelhano; além disso, é perfeitamente perceptível para portugueses.
Mais sobre este tema:
Ao entrarem na Wikipedia, o título diz que não há informação com o título Tbo. Mas não desanimem. Um pouco mais abaixo diz "Buscar Tbo en otros artículos". Cliquem aí.
http://es.wikipedia.org/wiki/tbo
Bas leituras. Zé Oliveira
Abraços a todos
Zé Oliveira
Sexta-feira, Maio 12, 2006

Vilhena na TSF
José Vilhena, o decano dos caricaturistas portugueses com os seus 77 anos de idade, deu recentemente uma entrevista ao excelente programa dos fins de tarde da TSF "Pessoal e... Transmissível".Para ouvir, basta clicar na linha de texto castanho por baixo da autocaricatura do mestre.
http://wpc2548.amenworld.com/podcast/pet_20060510.mp3

Pronto, Rui Santos, os cartoons que se desejam (segundo o meu ponto de vista) são deste género!
...para um Taveira, a pergunta tem sentido! "Qual é a chave deste buraco?" (Para apanhares o sentido da jocosidade destas minhas palavras, Bruno, se calhar tens de pedir explicações aos teus amigos mais velhos...)
Para quem não sabe: "O Dedo na F'rida é um livro de cartoons que o Ferreira dos Santos publicou há uns anitos. Estes desenhos que hoje mostramos foram desenhados hoje mesmo, mas o espírito do Ferreira dos Santos continua a ser o mesmo: pôr o dedo na F'rida.
Se alguém duvidasse de que foi Portugal quem colonizou o Brasil, teria aqui a prova irrefutável, pelapena de Lailson!
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Este trabalho, de que é autor o nosso amigo e companheiro de risco Ché (José Maria Varona), à semelhança de outros que Buraco da Fechadura tem publicado, parece-nos interessante para todos os leitores que desejem conhecer um pouco melhor a vida de um autor de Banda Desenhada (nem sempre fácil, mesmo para quem tem muito talento). Mas há um público que fruirá estas entrevistas com muito mais proveito: os jovens candidatos a desenhadores ou recentemente iniciados. E Buraco da Fechadura começa a identificar alguns exemplos desses.
Através destas entrevistas, verificarão que só com muito trabalho se conseguem resultados excepcionais.
(Para ampliar as imagens, faça clik sobre elas)
Eduardo Vañó Ibarra,
o último de um clã de ouro
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Entrevista por José Maria Varona (Ché)
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Eduardo Vañó Ibarra é filho de Eduardo Vañó Pastor (foto à esquerda) o criador de Roberto Alcázar y Pedrín e irmão do desenhador Vicente Vañó Ibarra (recentemente falecido), que nasceu em Valência a 30 de Março de 1944.Eduardo inicia-se no ofício pela mão de seu pai, com quem começa a colaborar (por volta de 1958), quando ainda criança, na realização da série de Roberto e em dois dos últimos números de Milton El Corsario que seu pai produzia em simultâneo com Roberto e que também publicava na Editorial Valenciana.
Passado algum tempo e para atenuar a sobrecarga de trabalho a que os desenhadores, em geral, eram submetidos pelas editoras, Eduardo forma equipa com seu pai e seu irmão Vicente nascido em 1947 e juntos acabam por produzir os cadernos de Roberto Alcázar: Eduardo filho era o encarregado de realizar a lápis o conteúdo dos quadradinhos (das vinhetas, como dizem os espanhóis), Eduardo pai aplicava-se nas personagens principais e Vicente terminava o trabalho passando a tinta o conjunto. Em períodos de falta de saúde e, não obstante, para manter o ritmo de saída de 4 revistas por mês, a Editorial Valenciana encarregou, em cerca de 40 ocasiões (enquanto durou a série) Alberto Marcet da realização de episódios das aventuras de Roberto Alcázar y Pedrín.
Igualmente, Eduardo Vañó filho desenhou coisas por sua conta para a Editorial Valenciana, mas centrando-se na cor. Num determinado período, elaborou um considerável número de capas da revista SOS. (Várias ilustram esta entrevista)Há um momento em 1976 em que a série de Roberto Alcazar y Pedrín deixa de publicar-se, o que obriga os irmãos Vañó a fazer pela vida em outros sítios, ainda mais, quando tempos depois a Editorial Valenciana encerra definitivamente.
Estabelecem contacto com a Editorial Universo de Itália para quem acabam por desenhar nas revistas Monello, Albo, Intrépido e Bliz, sendo esta a sua melhor época devido ao grau de liberdade que a citada Editorial dava a seus desenhadores, o que sem dúvida foi um estímulo (somado ao facto de que recebem bastante mais), para que os Vañó elaborem trabalhos de grande qualidade artística.
Continuaram com a Agencia Norma, a qual expandiu as suas obras por diferentes países europeus. Em Espanha acabaremos por conhecer parte deste labor, através da série Buscando la Muerte que publicou no Dossier Negro.
Também trabalharam para o Reino Unido através de Bardon Art.
Passado algum tempo, Eduardo por motivos de saúde (entre outros) teve de ir deixando a sua actividade artística, que na actualidade ficou reduzida a algo de desenho e pintura que realiza apenas para consumo interno.
Depois da morte de seu irmão Vicente (é de Vicente o desenho ao lado), tive a oportunidade e o gosto de fazer-lhe esta entrevista, convicto de que darei a conhecer facetas deste grande artista e de seu irmão que merecem ser conhecidas.- Amigo Eduardo, permite-me que antes de mais te pregunte como entrou a família Vañó na Editorial Valenciana.
- Ao fundar-se a Editorial en 1941 por Juan Bautista Puerto Belda (que era cunhado de meu pai, por estar casado com sua irmã), meu pai foi um dos primeiros a incorporar-se na sua equipa para desenhar os cadernos de la série de Roberto Alcázar desde o seu primeiro número, que teve o título Los Piratas del Aire; claramente um verdadeiro êxito desde o início.
- Naceste em 1944. Como decorreram os teus primeros anos de vida, principalmente no que se refere ao desenho?
- Como todos os garotos, fiz os meus estudos da primária e logo segui o bacharelato. O pai não era apenas desenhador, também era profesor de desenho, por isso, primero só a mim e depois também a meu irmão, ensinava-nos a matéria. Além disso e durante uns tempos, asistí a aulas de Belas Artes, embora não tenha durado muito, pois não desenhava se não gessos, não avançava suficientemente na profissão, por isso comecei a dedicar atenção aos grandes mestres do momento: Jesús Blasco, los Freixas, Harold Foster, Alex Raymond e muitos outros; posso dizer que esses foram os meus verdadeiros mestres. Apesar de tudo, considero-me um autodidata.
- Começaste a trabalhar com teu pai com muito pouca idade. Como foi isso?
- Considero-me um privilegiado porque, repito, meu pai (foto à esquerda) era desenhador e um dos mais conhecidos da época. E isso fez com que me afeiçoasse cada vez mais ao desenho em cujo domíniofui avançando, até que chegou o momento em que meu pai considerou que eu estava em condições de o ajudar. Foi assim que enveredei aos 14 anos por um ofício que não abandonei nunca. Ele estava submerso por muito trabalho que tinha de realizar cada semana; além disso, tinha problemas de visão devido a calamidades passadas na época da guerra civil que haviam atingido o seu nervo óptico, pelo que a minha ajuda, passado o tempo, foi uma bênção para ele, incrementada mais tarde pela incorporação de meu irmão Vicente na equipa.- Em que consistia o vosso trabalho?
- Meu pai tinha o compromisso de realizar um caderno de Roberto Alcázar y Pedrín em cada semana. Eu desenhava os quadradinhos (as vinhetas) a lápis, (lembro-me de que nas cabeças punha apenas uns risquitos no sítio dos olhos, nariz e boca), meu pai passava a tinta as personagens principais, em particular
as cabeças que ele dominava como ninguém e por último, Vicente (foto à esquerda; falecido a 15-03-06, notícia no Buraco de 30-03-06) terminava a tinta o trabalho; inclusivamente acrescentando detalhes por sua conta que não apareciam nas vinhetas iniciais.- Até quando foi assim?
- Até ao final da série, para sorte de todos e para alívio de meu pai cujos problemas de visão aumentavam dia a dia. Esta colaboração estendeu-se inclusivamente a um par de cadernos da série Milton El Corsario que ele desenhava em simultâneo com Roberto. Na verdade, Milton foi um ensaio que meu pai arquitectou para eu e meu irmão nos lançássemos no desenho de historieta; Mas os nossos verdadeiros resultados foram em Roberto Alcázar y Pedrín.
- Fala-me do teu trabalho para a revista SOS.
- Eu era un entusiasta da cor, coisa que a Editorial Valenciana acabou por descobrir, acabando por encarregar-me de uma quantidade muito importante de capas revista SOS que a dita Editorial também editava. Desempenhei esta actividade durante dois anos quando muito. Pintava as capas sobre cartão, a óleo.

- Afinal, que aconteceu a Roberto Alcázar?
- Com o passar dos anos entraram em circulação outros meios para entretenimento dos miúdos, entre eles a televisão. As bandas desenhadas - aquelas nossas bandas desenhadas - começaram a vender-se cada vez menos e Roberto y su Pedrín não seriam excepção. Em 1976 a série deixou de publicar-se. O último número que saíu foi o 1219. Algum tempo depois e devido a um acumular de problemas, a Editorial Valenciana teve de fechar.
- E...?
- Nada; a partir de certo momento os irmãos Vañó tivemos de fazer pela vida como qualquer filho de vizinho. Durante uns tiempos meu irmão e eu fizemos lápis para Segrelles e para Vicente Ramos, o de "Chispa". Depois, e para sorte nossa, estabelecemos contacto com a Editorial Universo de Italia e começámos a trabalhar para eles. As onzas coisas aparecian nas revistas Monello, Albo, Intrépido e Bliz.
- Quem vos conhece bem, diz que aquele foi o vosso melhor período. A que se deve isso?
- A política que seguia a Editorial Universo com os desenhadores era muito positiva, davam-te um guião e toda a liberdade para que o realizasses a teu gosto, algo que sem dúvida estimulava a nossa imaginação e te levava a superar-te dia a dia.
Tudo ficava longe do que se fizera até àquele momento; nada de vinhetas todas iguais com o mesmo ângulo, tal como havias feito para a Editorial Valenciana. Para os italianos podías fazer quadradinhos (vinhetas) sem linhas, de diferente tamanho e em diferente posição (mais picadas, mais estreitas, mais largas...) incluir orlas; tudo a teu gosto, a teu capricho, algo que se saía do normal. Naquelas condições a nossa fantasia desbordava-se até ao extremo, de tal modo que meu irmão e eu disfrutávamos fazendo aquilo. Seguindo o costume, eu realizava o trabalho a lápis e Vicente passava-o a tinta da china, acrescentando detalhes que contribuíam para que o desenho redundasse num conjunto muito completo e belo. Vicente era muito detalhista,
manejava a canetilha como ninguém, os seus trabalhos, (outro exemplo ao lado) mercê dos detalhes, pareciam gravuras (salvando as distâncias, alguns lembravam o estilo de Gustavo Doré); por isso ele dizia sempre que gostava de ter sido gravador. Reconheço que nesse período o nosso desenho ganhou muito em qualidade.- Além de la Valenciana, desenharam para alguma outra editorial espanhola?
- Não, desenhámos para a Agencia Norma que ainda não tinha a sua sede em Barcelona e orientou a nossa actividade quase exclusivamente para outros países europeus: Alemanha, França, Bélgica entre outros. Actuavam como nossos representantes; apresentavam os nossos desenhos a determinadas editoriais que contratavam os nossos serviços através deles. Pagavam-nos o estipulado e a Norma ficava com a sua parte.
Digo quase em exclusivo, porque em Espanha puderam ver-se as aventuras da série Buscando la Muerte graças a uma publicação chamada Dossier Negro, odonde, além de nós, aparecia outro tipo de aventuras. Através de Norma, meu irmão e eu fizemos coisas muito cuidadas. Esta agência exigia-nos um desenho de grande. Além de o trabalho mandado para o estrangeiro ser pago muito melhor do que em Espanha, permitia-te recreares-te no teu próprio trabalho; cobravas mais mas também o fazias muito melhor.
Os nossos desenhos chegaram ao mercado do Reino Unido através da Bardon Art.
- En que consistia a série Buscando la Muerte?
- Buscando ou Deseando la Muerte, se atendermos à versão original inglesa. Esta série relatava as aventuras de um piloto que tinha a cara desfigurada (devido a um incêndio), que ele cubria com uma máscara. Naquelas condições não lhe importava morrer, daí que estivesse arriscando a vida continuamente; vivia todo o tipo de aventuras inverosímeis, arriscadas e perigosas ao extremo. A série durou uns 18 meses.
- Voltando atrás, à época da Editorial Valenciana, como era a vossa relação com os companheiros?
- Boa em certo ponto, já que tínhamos pouco tempo para nos encontrarmos e convive; ainda assim lembro-me daquele grupo de profissionais, todos jovens, contando piadas e rindo-se. À minha memoria vêm aqueles sábados em que íamos às instalações da Editorial, situadas na Rua Calixto III, para entregar os nossos trabalhos e receber os cachets. Instalados no vestíbulo recordo Karpa, Nin, Serafín, Palop, Rojas, Cerdán, Marcet, Lanzón, Sanchis, Grema, Castillo, Edgar e muitos outros. A nós, como éramos muito jovens e da família (a Editorial pertencia a nossos tios), o bom do Fernando Martínez, o encarregado, convidava-nos a entrar quase de imediato. Já lá dentro, recebia-nos Soriano Izquierdo - alma máter de tudo aquilo - que nos dava conselhos sobre o nosso trabalho. De seguida cumprimentávamos os tios.
- Sendo como era teu pai da familia, não sentiu alguma vez a tentação de tomar parte do negócio?
- Que eu saiba, não. A relação de meu pai com a Editorial era como a de qualquer desenhador: Encarregavam-no de trabalhos, pagavam-lhos e aí terminava tudo.- Como vivesteis a crise e encerramento definitivo da Editorial Valenciana?
- Como te disse já, chegou um momento em que as vendas da série de Roberto Alcázar y Pedrín, foram baixando até ao ponto de deixar de ser rentávele para a empresa. Chegou um dia em que o meu primo, filho de Puerto, nos comunicou que a citada séria ia deixar de publicar-se e assim foi. Meu pai deixou de desenhar e eu e meu irmão proseguimos como já contei.
- Sabe-se que la Valenciana teve problemas com os seus colaboradores por causa dos originaies e direitos de autor. Até que ponto os Vañó se envolveram nisso?
- Nós, como profissionais comprometidos com a Editorial, não ignorávamos que esta tinha problemas e graves, mas devido à nossa especial ligação familiar não quisemos participar em nenhum tipo de "movimento". Devido a àquela situação as coisas pioraram, e nós, tal como os demais, deixámos de aparecer porque ficámos sem trabalho; a pouco e pouco, encerraram definitivamente. Que eu saiba, ninguém ou talvez muito poucos, conseguiram recuperar os seus originais.
- Passado o tiempo, que aconteceu com o vosso trabalho para o exterior, através da Norma e outros?
- A nossa relação com todos eles foi frutífera e prolongada no tempo, mas também chegou o momento em que os videos-juegos a televisão se converteram em forte concorrência com a banda desenhada cómica (aquela que fomentava a imaginação dos garotos), que começou a vender-se cada vez menos. Esta nova situação, asociada aos meus problemas de saúde que foram agravando-se, acabaram por deixar-nos, tanto a mim como a meu irmão, fora de circulação. Por minha parte, continuo fazemdo uma coisa ou outra, de vez em quando, mas só a nível particular e dentro das possibilidades que a saúde me permite.
Dito isto, dou por terminada a entrevista e despeço-me do bom do Eduardo a quem desejo todo o melhor.
Terça-feira, Maio 09, 2006
Gabriel López Hernández envia desde o México para Buraco da Fechadura este "Orgulho Pisoteado" que, traduzido para português, se entende por "Orgulho espezinhado".
"Magola", a personagem de Nani Mosquera (casada com Túrcios, um casal colombiano que reside em Alcalá de Henares) inicia este mês de Maio a sua publicação no diário Publimetro de México, pertenecente ao consórcio Metro International, cuja séde está en Londres, um dos grandes grupos editoriais do mundo e líder no seu género: possui 64 edições gratuitas em 19 países (incluindo Portugal) em três continentes. Os seus periódicos chegam a uma audiência diária de 18.5 milhões de leitores, o terceiro lugar mundial de leitura depois dos japoneses Yomiuri Shimbun (28 milhões) e Asahi Shimbun (22 milhões).
A tira cómica Magola já se publica desde há ano e meio na edição espanhola, o Metro Spain.
Esta nova fase da carreira de Magola foi concretizada através do primeiro "sindicato" (agência) latino de desenhadores: http://www.cartonclub.com.mx/
Trata-se da primera tira cómica latina que se publica com periodicidade diária sem ser através dos "sindicatos" dos Estados Unidos.
A tira cómica Magola já se havia publicado em diversos períodos nos diários colombianos mais importants, Tiempo e Espectador, após o que saltou para as páginas da revista espanhola Interviú (onde permanece).
Para conhecer mais, acerca de Magola e da sua criadora, a Nani:
http://www.nanicartoons.com/
www.geocities.com/nanicartoons
http://www.cartonclub.com.mx
Há mais sobre Nani, pesquisando no Arquivo de Buraco da Fechadura (Janela em cima, à esquerda, a seguir ao simbolo e palavra Blogger.
Já passou uma diminuição de saúde aqui pelas minhas bandas, mas o consequente acumular de tarefas ainda não está debelado. Por isso, ainda não obtive tempo para traduzir e editar uma valiosa colaboração enviada de Valência por Ché (José Maria Varona).
Não tardará muitos dias.
Desculpa, Ché. Cunprimentos para ti e para todos.
Zé Oliveira
Lembram-se do Rui Santos, de Freamunde, que está a iniciar a sua carreira de humorista?Continua, Rui! Mas evita a repetição de um estereotipo! É interessante que tenhas criado uma personagem* para protagonizar os teus cartoons, mas não caias na tentação de a retratares sempre na mesma pose! Tens de lhe dar vida e expressão, representando-a a partir de diversos ângulos e atitudes.
É complicado? Com treino, chegas lá. Mas podes usar uns truques. Por exemplo moldando o teu "herói" em plasticina, pasta de papel, argila (depois cozida) ou outro material. Podes criar-lhe braços e pernas com arame das instalações elécticas, para permitir movimentos, e vesti-lo com tecido (se não tiveres jeito para costureiro, pede à tua namorada). Depois, é "só" desenhá-lo à vista em várias posições e de diversos ângulos. Ou até, para maior rapidez, fotografá-lo e usares as fotografias como documentação para os teus desenhos.
Fico à espera de mais!
Zé Oliveira
*"Personagem" é um substantivo do género feminino. Exemplo: O presidente da República é uma personagem da vida política. Mesmo se for um homem. Infelizmente trata-se de um erro muito comum.
com Chavez no Buraco
.

Dario Banegas regressou ao Buraco! Ficamos muito mais felizes e mais contentes (e mais conscientes) quando apareces por cá!
Abraços! (No plural, porque são extensivos a tua mulher e teus filhotes).
Zé Oliveira
O Carlos Amor entrou na onda porcícola que tem caracterizado os últimos tempos da minha produção satírica e enfiou no Buraco estes... presuntos implicados!Só te digo, Carlos, que estás numa fase de grande vigor de traço! E com uma irreverência invejável! (Tu estás jornalísticamente inactivo, porque os editores portugueses sofrem todos de neurastenia aguda - e gostam!)
Manda mais! Manda mais!
Zé Oliveira
Sábado, Maio 06, 2006

"Os Corvos"
do Região de Leiria, "cheiram mal" outra vez.
Peço desculpa pela insistência no tema.
Zé Oliveira

Lailson
acerta três
no Buraco
... ...no dia em que Portugal ficou um pouco mais brasileiro, lá para as bandas de Vila de Rei

Sexta-feira, Maio 05, 2006

Este é o segundo cartoon que Bruno Taveira introduz no Buraco da Fechadura (quiçá os primeiros cartoons que desenhou!...).
Como já aqui foi revelado, o Bruno ér natural de Vila Real e estuda em Mirandela.
O cartoon abaixo, acaba de nos chegar de Rui Santos, de Freamunde. Faz marte de um grupo de três que nos mandou, mas os outros dois ficam para mostrar daqui um dia ou dois.
A Joana Campante, uma excelente caricaturista que nasceu "acidentalmente" em Lisboa em 1968 e veio de seguida para Leiria onde fez os estudos da Primária e da Secundária (e até um curso de canteira no Mosteiro da Batalha!) tendo-se licenciado posteriormente em Lisboa onde agora é professora, dizia-me um dia: "A minha geração praticamente não forneceu cartoonistas! Só forneceu caricaturistas!". Apontou-me as raríssimas excepções e desafiou-me a apontar-lhe mais. Mas, realmente, não havia. E, de aí para cá, embora o panorama tenha melhorado algo com as gerações seguintes, não trouxe muita gente nova para a actividade.

Eis por que deveremos (parece-me...) rejubilar de cada vez que aparece mais um cultor do Humor Gráfico. E, de uma assentada, o Buraco da Fechadura revela dois.
Mas, acreditando que estes dois jovens tenham capacidade de encaixe para "apanharem na cabeça", (coisa que hoje em dia muitos não têm...) vamos tecer aqui algumas considerações que espero interpretem como construtivas!
À atenção do Bruno Taveira
Bruno, há um pormenor que desejo realçar: foi ontem que uma das televisões mostrou, no seu telejornal, uma reportagem que demonstrava quanto era escasso (quanto era ilegal, até) o tempo que os semáforos dedicam aos peões em certas passadeiras de Lisboa. E... foi ontem mesmo que aqui entrou pelo Buraco este teu cartoon! (Não o publiquei ontem mesmo, por limitações de saúde).
Esta rapidez de ataque ao problema, é de verdadeiro cartoonista! Isto foi o que mais me agradou.
Porém, como já me deste provas de que és um indivíduo inteligente, arrisco a fazer algumas considerações que te possibilitem melhorar o teu já demonstrado talento para esta arte. Vejamos: Tiveste a feliz ideia de "subverter" a realidade, imaginando uma dura prova em que participam dois atletas que se aprestam a partir para o "contra-relógio". Mas - tenho de te dizer - os cidadãos não estão na pose de quem aguarda pelo "disparo da pistola"! Falta-lhes atitude. Sabes? Frequentemente, um cartoonista dedica mais tempo a pesquisar acerca de um ou mais elementos que o seu cartoon vai conter, do que propriamente à sua elaboração final. Se pretendes desenhar, por exemplo, dois "executivos" prontos para atravessar uma passadeira em corrida de maratona, necessitas de saber como é que se desenha um "executivo" e... como é que se desenha um atleta em posição de arranque. Onde podes obter essa informação? Visitando uma pista de atletismo durante o treino e fazendo os teus esboços (ou as tuas fotos), consultando revistas ou jornais de desporto, pesquisando na internet, etc etc. E procedendo de igual modo em relação a executivos (procurando-os noutras "pistas de competição", embora um ou outro, como o Sócrates, "acumulem").
E toma em atenção as regras básicas do desenho, como é o caso da perspectiva. O desenho de caricatura não é o desenho da balda. Longe disso!
E não te esqueças de que os balões são para serem lidos. E, nesta tarefa, alguém te merece mais respeito do que o leitor? Claro que não. Portanto, desde que não haja uma justificação clara (que até pode ser apenas de ordem estética) não deves escrever o lettring inclinado. Deves escrever horizontalmente. Cada letra deve ser desenhada com o mesmo empenhamento com que desenhas um objecto, não deves escrever com a caligrafia que usas para preencher o totobola. E deves ter em atenção o tamanho de publicação que imaginas que o desenho vai ter, de modo que o leitor não tenha de ir para o oftalmologista de cada vez que contemple um cartoon dos teus.
À atenção do Rui Santos
Muito do que disse ao Bruno, serve perfeitamente para o Rui Santos, de Freamunde.
Não te lamentes por teres falta de ferramentas para desenhar no computador. Porque me parece que não é bom caminho iniciar a aprendizagem do desenho noutro sítio que não seja uma folha de papel! Ninguém aprende a conduzir automóveis sem primeiro ter aprendido a "conduzir" sapatos (ou ténis, se preferires). E afinal, tu até desenhas sobre papel. O lamento da tua mensagem referia-se certamente ao facto de teres de meter as legendas em Word. Mas deixa que te diga que o Martin Favelis (um argentino que vive em Granada, Sul de Espanha) tornou-se famoso pelo seu excelente humor com animais que ele desenha apenas com o rato e... no word! Faz uma pesquiza através do Google (ou mesmo no Buraco da Fechadura, pelo menos na fase do Buraco no Sapo).
Se me permites, não te aconselho o caminho do "desenho fácil", estilo dois rostos e dois balões. Quem já tem um longo percurso na matéria, pode dar-se a "esses luxos" de síntese, porque já possui um back ground que lhe evita repetir-se. E, se vires um cartoonista a repetir o mesmo desenho em dois quadros seguidos, não lhe sigas os passos. É um caminho muito pessoal para um ou outro e, além disso, é uma solução do presente/passado, não do presente/futuro.
Um balão com lettring desenhado é sempre uma mais-valia para o cartoon. Um acrescento mecânico do lettring é sempre uma menos-valia. Por minha parte, só uso quando estou muito apertado com falta de tempo.
Inventa soluções para cartoons. Nunca uses ideias alheias. Mesmo que sejam anónimas. Se´procurares, talvez encontres por aí um ou outro cartoonista que por vezes plagia ideias alheias. Mas olha que pode até nem ser plágio, pode ser simples coincidência.
Para terminar: A força do cartoon é a sua grande comunicabilidade. O público "aggarra" muito bem os cartoons. Então, não devemos gastar energias a fazer humor do género "Cristo era carpinteiro porque pregava muito". Sem questionar a originalidade do humor, tenho de arranjar coragem para te dizer que essa não é uma piada de cartoon, é uma anedota de café. São coisas muito diferentes. Podes pegar no Cristo e fazer um cartoon (há 500 anos não poderias...), não é isso que está em causa, mas se o fizeres, que seja por uma causa.
Um cartoon é uma manifestação de opinião. Que até nem tem de ter necessariamente humor...
Mandem mais desenhos!
Zé Oliveira
Quarta-feira, Maio 03, 2006
Terça-feira, Maio 02, 2006
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Carlos Sêco, hoje professor na Lousã, é um jovem que nasceu em França em 1969, filho de emigrantes.Colaborador do lousanense jornal Trevim e criador de Gazeta Júnior e Gatafunho, publicações de índole escolar, Carlos Sêco publicou recentemente um livro de cartoons que noticiámos aqui no Buraco. Para consultar mais informação, basta colocar o nome de Carlos Sêco na janela de pesquisa aqui do Buraco (em cima, à esquerda, na janela ao lado da sigla "Blogger", clicando a seguir sobre "search this blog".
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Por muito que repita a abordagem do tema das criminosas descargas das suiniculturas sobre a Ribeira dos Milagres e outros cursos de água, a verdade é que as descargas serão sempre muito mais do que as abordagens...Nesta montagem, é usada a imagem da capa do nº 1 de A Paródia (17/01/1900) desenhada por Raphael Bordallo Pinheiro.
A recomendação costumeira: Para ampliar esta ou outras imagens, basta clicar sobre ela.
Segunda-feira, Maio 01, 2006

Hoje, 1º de Maio
Dia do Trabalhador
...dia do desempregado são todos os outros!...
Este cartoon foi desenhado pelo Ferreira dos Santos em 1994, mas mantém-se actualíssimo. Porque, afinal... nem as moscas mudam!!!

Humorgrafe na Blogosfera
A Humorgrafe (o mesmo é dizer: Osvaldo de Sousa) já tem blog. Portanto, está mais facilitada a recolha de informação acerca dos acontecimentos de tema "Caricatura".
Para visitar: http://humorgrafe.blogspot.com
Este é um logotipo que criei para a Humorgrafe/2005, ano do centenário da morte de Raphael Bordallo Pinheiro e dos 130 anos de Zé Povinho. A imagem é deficiente, porque não possuo o ficheiro original e recorri a uma reprodução de documento impresso
Zé Oliveira
Bruno Taveira é um jovem de Vila Real que estuda presentemente em Macedo de Cavaleiros e espreita habitualmente pelo Buraco da Fechadura.Depois de alguns mails trocados, tivemos a surpresa de receber um que trazia anexo! Este que aqui pode apreciar-se acima.
Ao Bruno, ainda falta apurar a técnica do Humor. Mas a verdade é que temos hoje por aí muito reputados cartoonistas que começaram com a fasquia bem mais baixa!
"Peço Desculpa"
O Bruno pede desculpa por este cartoon aos adeptos do clube do Dragão. Mas, Bruno, não faz sentido pedir desculpa aos visados num cartoon! Nem é hábito recomendável. Imagina que passávamos todos a pedir desculpa, por exemplo ao Sócrates, de cada vez que ridicularizamos a sua arrogância. E se ele não aceitasse o pedido de desculpa?...
A cor do desenho foi acrescida por Buraco da Fechadura


















