... um jornal da caricatura, do cartoon, do humor em geral (mas do gráfico em particular). Todo o conteúdo publicado é recebido directamente dos autores (ou, excepcionalmente, é inserido num contexto justificativo).

Sexta-feira, Março 31, 2006


O último Cândido de Mena, publicado postumamente ontem no ABC




Morreu Mena.

Texto e caricatura: José Orcajo*


Cândido ficou órfão e não será capaz de suportar a sua solidão. Faleceu o seu pai artístico José Luis Martín Mena, o grande Mena, o máximo expoente do cartoon sem palavras em Espanha desde que começara a praticá-lo nos inícios dos anos 50 no mítico semanário de humor La Codorniz.

Quiçá fora este humor desenhado que não necessita textos, assim como a intemporalidade dos seus temas, o que fez com que o humor de Mena se estendesse primeiro por todos os jornais e revistas de Espanha: Informaciones, Arriba, El Alcázar, Pueblo, Ya, Pepote, Humorismo Mundial, Can Can, Gaceta Ilustrada, La Actualidad Española, Blanco y Negro, ¡Hola!, Semana... e depois por meio mundo, transformando-se no humorista gráfico mais universal que temos tido; Jours de France, Esquire, París Match, The New York Times, Penthouse... contaram nas suas páginas com cartoons de Mena.

Os seus últimos trabalhos em revistas humorísticas foram para La Golondriz e para Virus Mutante, mas, sobretudo, aplicou-se em El Cochinillo Feroz, a publicação satírica que uns quantos loucos editamos em Segóvia e para a qual criou expressamente a série 'Gastronomia a Mena' que escreveu e desenhou até ao último momento da sua morte. À sua conta, ficam-nos os livros 'Enchufados y Oprimidos', 'El Matrimonio' e 'Moderna Cartilla de Urbanidad'**, e prémios como el 'Mingote', el 'Paleta Agromán' ou el 'Nacional de Periodismo'. E teve a ideia de instalar um museu dedicado a Dulcineia, na manchega localidade de El Toboso, que devido a isso o nomeou seu cidadão adoptivo.

Mena era ambidextro e, como os génios, não tinha idade; á a sua obra aquilo que os converte em intemporais, e nesta obra, pontifica, acima de tudo o que já foi referido, 'Cândido', o famoso personagem que desenhou diariamente no ABC desde os anos setenta. Três décadas largas contando suas aventuras. Três cabelos, três quadradinhos, tres mil e pico gags surpreendentes.

Depois da sua primeira passagem pela sala de operações no verão passado, Mena contou-me que, prevendo que o seu internamento se prolongasse para além do previsto, havia desenhado suficientes tiras com o cartoon de Cândido. "Não as suficientes", disse-me na segunda vez que saiu do hospital, "pois, embora me encontre bem, custa-me fazer o trabalho dia a dia". Mas 'Cândido' continuava fresco, genial como na sua primeira aparição. Mal sabiam Mena e Cândido que haveria uma terceira e definitiva recaída. ¡Hasta siempre, José Luís!, Adiós, Cândido.

*(Este texto, que José Orcajo amavelmente cedeu a Buraco da Fechadura, foi pulicado onte no diário ABC. Para a edição do próximo domingo de El Norte de Castilha, José Orcajo escreverá outra evocação de Mena) .
**Verifica-se que, ao contrário do que Buraco da Fechadura afirmou noutro artigo, MENA não nos deixa apenas um livro.


Máximo também dedicou o seu cartoon habitual no El País a Mena, desenhando Cândido, a personagem mais conhecida do humorista agora desaparecido. (Cortezia do envio para Buraco da Fechadura: J.L.Cabañas)


O cartoon de hoje no Região de Leiria

...hoje, entrei pelo cartoon dentro para descansar um pouco entre Carlos Quixote Martins e Sancho Povinho Pança.
Estou no meio da minha gente: tenho o Povinho à minha direita e o utópico combatente de moinhos de vento à esquerda. (Não me sentei à esquerda dele, porque, como reparam, não havia banco...)

Os leirienses entendem-me. Para os outros, esclareço que a frase chave deste socialista que venceu as eleições da concelhia do PS é que "ganhou contra o aparelho". Para surpresa de muitos.

A foto de base, que foi disparada pelo caricaturista Onofre Varela (ex JN) em Alcalá de Henares defronte da Casa-Museu Miguel Cervantes, mostra-nos D. Quixote e Sancho Pança sentados num dos muitos bancos que existem na rua central da zona histórica da cidade-berço de Cervantes e também cidade-berço do Encontro Ibero-americano de Caricaturistas.

Não estrague os olhos, amplie a imagem clicando sobre ela!


Iniciativa de Mena:
Museu de Dulcineia
Volta e meia somos injustos até connosco próprios.
Quando o José Luis Cabañas me enviou, carinhosamente, esta fotografia de Mena junto do Museu que criou em Toboso, localidade manchega celebrizada por ser a aldeia do platónico amor de Quixote, guardei a imagem com a intenção de a publicar numa altura de vagar, que é coisa cada vez mais rara aqui por este sítio.
Passou o tempo e, impiedoso, como sempre, levou-nos o Mena antes de que eu aqui tivesse dado notícia do seu 'Museu de Humor Gráfico de Dulcineia'.
Desculpa, Mena.
Aceita um sorriso em tua memória!
Zé Oliveira







Mena, até já!...
Em Espanha, onde há muitos caricaturistas e muito solidários, é usual dedicarem os seus cartoons uns aos outros em alturas especiais. Uma distinção por um prémio... ou a tristeza de um falecimento. Aqui vão três exemplos:
Martín Morales desenhou no ABC, no dia 30, o próprio Mena a saír do último quadradinho de um cartoon em quatro vinhetas; e dedicou-lhe uma rosa.
No mesmo diário, Mingote, o decano dos cartoonistas espanhóis com os seus 87 anos, tinha desenhado na véspera um dos bonecos de Mena prostrado de joelhos a chorar a partida do seu criador.
E Forges, do El País, fez questão de registar o luto com um lápis que chora.


Quinta-feira, Março 30, 2006




.In Memoriam:
Mundo ainda mais triste.
Mena parou de desenhar



José Luis Martín Mena, Conhecido em todo o mundo como Mena, especialista no humor do ridículo e do absurdo, faleceu no 27 de Março corrente, com 71 anos. Desenhador humorístico desde meados do século passado, caracterizava-se pela limpeza de traço.
Na Europa: Embora natural de Madrid (1935), os seus cartoons e as suas tiras sem palavras cedo passaram fronteiras. Recordo-me perfeitamente dos seus desenhos no 'Paris Match', (que ombreavam com os do francês Bosc, sua referência) mas também publicou no 'Jours de France', em 'The New York Times'.Mena foi um dos convidados por Álvaro de Laiglesia, em 1953, para desenhar em 'La Codorniz' numa fase em que essa revista adquiria grande notoriedade crítica e assinalável estética gráfica.
Em Espanha, publicou em revistas como 'Pepote', 'Semana' e nos diários'Madrid', 'Ya', ABC. Também publicou em 'Esquire', 'Alcázar', 'Informaciónes', 'Arriba', 'Pueblo', 'Actualidade española', 'Tele-Radio', 'El Jueves', erc.Apesar de tão produtivo, deixou-nos apenas um livro: 'Enchufados y oprimidos' (Planeta, 1973).Amigo de tertúlias, teve no seu funeral alguns dos Amigos de la Boina para despedirlo.Apaixonado por D. Quixote, criou na quixotina localidade de Toboso um museu de humor gráfico dedicado ao cavaleiro da triste figura, para o qual estava frequentemenet a pedir desenhos aos colegas.
Prémios: Obteve muitos prémios nacionais e internacionais, entre os quais: PaletaAgromán (1962), que distinguiu o melhor humor espanhol de várias décadas; o Prémio Mingote (1975); o Prémio Cruzada de Protección acular; Prémio Olimpíada del Humor; Prémio Contra la violencia en el Deporte; Premio Nacional de Periodismo Vinos de La Mancha; Trofeos 2003 de la Asociación Nacional de Informadores Gráficos de Prensa e televisión.
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Mena caricaturado por Serafin (também já desaparecido) no retrato colectivo "Los Humoristas" (La Golondriz nº 36)
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A foto (camisa branca) é um extracto de uma fotografia de grupo, publicada pelo Buraco da Fechadura em Janeiro, por cortesia de Cabañas e Orcajo ..
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O D. Quixote assinado por Mena foi a sua participação na exposição de Cuenca "El Humor Universal en El Quijote", na qual também me couba a honra participar.
Zé Oliveira

In Memoriam:
Vicente Vañó Ibarra
Cortesia de José Maria Varona (Ché) para Buraco da Fechadura




Através de um amigo e colega de ofício, recebi a triste notícia do falecimento, em 15 de Março corrente, de Vicente Vañó Ibarra, filho de Eduardo Vañó Pastor, criador de Roberto Alcazar e Pedrín, que foi a série mais extensa da Banda Desenhada espanhola e uma das de maior êxito (publicaram-se 1219 revistas entre 1941 e 1976).

Vicente naceu en Valência em Agosto de 1947 e iniciou-se muito novo na arte do desenho, pela mão de seu pai, com quem colaborou, juntamente com seu irmão Eduardo, na criação dos últimos episódios de Milton el Corsario. Também criou obra própria para a Editorial Valenciana, que se publicava em Jaimito (las aventuras de Juan Mestizo) e posteriormente na revista SOS.

Mais tarde quando, por razões de idade, Eduardo Vañó seu pai, deixou de desenhar Roberto Alcazar, Vicente (ajudado por seu irmão, mais especializado na cor) encarregou-se da continuação das façanhas desta personagem que ganhou mais prestígio graças à qualidade do seu desenho.

Por alturas de 1965, Vicente Vañó estendeu a sua actividade ao Reino Unido pela mão da agência Bardon Art. Mais tarde, em finais dos anos 70 e princípios de 80, desenhou para a Editorial Universo de Italia para para quem criou trabalhos que se publicaram nas revistas Monello, Albo, Intrépido e Bliz, podendo-se afirmar sem dúvidas que esta foi a sua melhor época, na qual, segundo contam os seus colegas, progrediu muito, chegando a realizar desenhos de grande qualidade.

Por último, trabalhou para Norma, que distribuiu as suas criações por vários países europeus. Alguns desses trabalhos foram publicados em Espanha; o mais conhecido foi Buscando la Muerte, que pode ser lido na revista Dossier Negro.

Com o tempo, Vicente acabou por abandonar a Banda Desenhada, supostamente para seu alívio, pois defendia que entre si próprio e o desenho existia uma relação de amor-ódio; amor porque, apesar de tudo, amava o seu trabalho, ódio pelas condições de dureza, não isenta de stress, em que geralmente se obrigava a trabalhar os desenhadores, os quais tinham de ver-se obrigados a uma grande produção para sobreviver. Nessas condições a profissão podia tornar-se maldita e havia momentos em que a atitude de separação dela (ainda que contra vontade, porque de algo havia que viver) representava uma libertação.

Mesmo assim, Vicente Vañó era um homem jovem e em aparentemente boa forma física. Nada fazia supor, portanto, que haveria de morrer tão cedo, mas a partir de certo momento passou a sentir-se mal, foi ao médico e diagnosticaram-lhe uma grave enfermidade em avançado estado, que depressa acabou com a sua vida.
No passado dia 16 de Março , um grupo de familiares, amigos e colegas pudemos dar-lhe o último adiós.

Descansa em paz!

J. M. Varona “Ché”

Quarta-feira, Março 29, 2006

A caricatura da semana,
no Região de Leiria

...andam a tramar alguns dos nossos mais esforçados agricultores!...
Para ler os balões sem estragar os olhos, faça clic sobre a imagem.

Sábado, Março 25, 2006

FSantos está a preparar um livro O Ferreira dos Santos (ou o António, como ele gosta que o tratem) está a preparar um livro. (Já timha dado para perceber, não é?).
Numa antevisão do festivo momento do parto bibliográfico, aí está uma lúcida autocrítica. (Ficou lúcido de repente?!... deve ter batido com a cabeça na parede...)
z.o.

De Banegas (Honduras)

Olá, Banegas.
Vais fazer falta hoje e amanhã em Ourense (Galiza)!
Z.O.

Sexta-feira, Março 24, 2006

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Amanhã e Domingo
Buraco da Fechadura

em Ourense (Galiza)
Inaugura amanhã (sábado) a bienal de Caricatura de Ourense, numa organização da Casa da Xuventude, sob a batuta de Benito Losada.
Buraco da Fechadura vai dar lá uma espreitadela para contar como foi.

Infelizmente, a edição de há dois anos foi cancelada em cima da hora, porque poucas horas antes de nos pormos à viagem ocorreram os trágicos atentados dos comboios de Madrid. E a organização decidiu que o momento era mais para luto do que para caricaturas.

Em Alicante, exposição da FECO
JUAN CARBÓ E XAQUÍN MARÍN

NOVOS NOTÁRIOS DE HUMOR



Como em anos anteriores, na passada quinta-feira, 23 de Março, inaugurou oficialmente a VI Mostra de Humor Social, desta vez sob o tema Directos Humanos.
A exposição, instalada na Sala Aifós da Universidad de Alicante, continha obras de 41 artistas espanhóis, todos membros da Asociación Internacional de Humoristas Gráficos FECO.

Do programa, constou a entrega dos prémios Notários de Humor que desta vez distinguiram os humoristas Juan Carbó e Xaquín Marín, o primeiro muito vinculado com as Editoras Valenciana y Bruguera para as quais desenhou centenas de historietas, capas e cartoons; e o segundo muito conhecido especialmente pelos seus trabalhos para as revistas La Codorniz, La Golondriz y otras; presentemente, Marín exerce o cargo de director do Museo del Humor de Fene (La Coruña). E desenha um cartoon diário para La Voz de Galícia.

O premio consistiu na entrega de uma figura (el Nasostis) disenhada pelo cartoonista Ortifus e realizada por Santaeulalia, mestre fallero. No acto da entrega, estiveram presentes Jesús Pradells Nadal, Vice-reitor de Extensão Universitária, Carles Cortés Director do Secretariado de Cultura, Josefina Bueno Directora do Secretariado de Extensão Universitária e Enrique Pérez Penedo Director do Gabinete de Imagem e Comunicação Gráfica e alma mater da organização da Mostra; todos trabalham na Universidade de Alicante.

Também esteve presente uma bem guarnecida representação de humoristas gráficos que haviam participado com suas obras na “Muestra”.

J. M. Varona “Ché”

Quinta-feira, Março 23, 2006

Festival de cartoons na Grécia
O Município de Levadia, na Grécia, leva a efeito o 11º Festival de Cartoon numa organização em que também participa a Associação Amigos do Cartoon.

Os interessados em participar, devem enviar até três cartoons, tamanho A4.

O tema é livre.

Data limite: 20 de Abril.

Enviar para:

For the 11th Cartoon Festival
Giannis Geroulias Sofocleous 8
LEVADIA 32 100 GREECE

Tel/Fax 00 30 22610-21272
giannisgeroulias@tellas.gr


De Banegas (Honduras)

O Ferreira dos Santos andou a comemorar! O António Ferreira dos Santos andou por aí a comemorar o Dia Mundial da Água. E comemorou, poupando-a!
(Mas, ó António, poupavas mais água, se desenhasses no computador! A tinta da china tem 99% de água!)

Quarta-feira, Março 22, 2006

Na Suécia
Caricaturas demitem ministra
A ministra do Exterior da Suécia, Laila Freivalds, deixou o cargo ontem, terça-feira, depois de uma polêmica sobre o fechamento de um website que publicou caricaturas do profeta Maomé, deixando em situação constrangedora o primeiro-ministro Goran Persson a seis meses das eleições. A notícia é avançada pela Reuters.

Buraco da Fechadura, tal e qual Lembram-se qual é o endereço que permite entrar aqui no Buraco da Fechadura? Exactamente, depois do http:// é preciso colocar a ChaveDoBuraco. Com esses ingredientes, o António Ferreira dos Santos criou este saborosíssimo cartoon.
Obrigado, António!

Deus te oiça, António! O António Ferreira dos Santos está cheio de fé no que se refere a trabalho para os caricaturistas.

Terça-feira, Março 21, 2006

Banegas :

O jogo das diferenças
Entre estes dois desenhos com a assinatura do António Ferreira dos Santos existe uma diferença: Um assinala a chegada da Primavera mais eficazmente do que o outro. Descubra qual e, num comentário, explique porquê


O segundo desenho foi intervencionado pelo departamento gráfico de Buraco da Fechadura, sem autorização do autor.

Domingo, Março 19, 2006

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Uma rara coincidência

Eu resido em Leiria e fui procurado por uma pessoa de Tomar que conhecia o meu trabalho e decidira encomendar-me uma caricatura de um casal de noivos seus amigos, para lhes oferecer como prenda de casamanto.

Como eu não conhecia os noivos (e continuo a não conhecer), trouxeram-me fotografias. E a caricatura saíu conforme aqui vos mostro.
Como a minha filha (que reside nas proximidades de Tomar) nos vinha visitar com o marido a a minha netita Inês, de três anos, aproveitei-os como portadores da caricatura para Tomar. E a minha filha, ao ver a caricatura, exclamou: "Foram esses que atropelaram, há dias, o cão da Inês!"

Que não devem ter sido, disse eu, porque seria demasiada coincidência. Realmente, uma das prendas que a minha neta recebeu quando completou três anos, foi um pastor alemão bebé, que entretanto fora atropelado com alguma gravidade. "Mas uma caricatura não é uma fotografia", dizia eu, de modo que "deves estar enganada". Mas não estava. Mostrei-lhe as fotos que iria devolver com a caricatura e, sim senhor, eram eles. Além disso, o noivo desempenha funções numa corporação se segurança e a minha filha sabia disso; é por isso que ele carrega com a noiva algemada...

Vejam lá, que coincidência!

Zé Oliveira


Tomy reaparece no Buraco
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Corrigenda
Nani só tem um filho

Aí mais abaixo, Buraco da Fechadura divulga o novo site de Nani, a autora de Magola que veio da Colômbia para a Europa e reside com o seu marido Turcios em Alcalá de Henares. E o Buraco divulgou erradamente que Nani e Turcios têm dois filhos. Mas não é verdade, foi exagero de caricaturista. Eles possuem apenas um filho. Porque a Magola não entra nas contas.

Buraco da Fechadura pede desculpa pelo lapso e renova a sugestão de que visitem www.nanicartoons.com

A foto de Nani é exclusivo de Buraco da Fechadura, disparada por Zé Oliveira. A montagem com Magola também é de nossa responsabilidade.


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Finalmente!
Um excelente desenho
de Ferreira dos Santos.
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O António Ferreira dos Santos leu aqui no Buraco a nota acerca do lançamento do livro do Carlos Sêco, onde se escrevia que Sêco desenha em "linha clara" como Hergé, e vai daí teve a melhor ideia da sua vida: desenhar um cartoon em linha branca. E desafia-nos a acusá-lo de plágio. E acusaríamos de boa vontade, mas a linha branca não dá para ler...
Mas, óh António, não era agora, que o teu desenho não se vê, que tu ias perder a oportunidade de fazer um grandess´ssimo plágio!
Elementar...

Sexta-feira, Março 17, 2006

O Cartoon de hoje, no Região de Leiria
Os Corvos, habitual caricatura da região leiriense com a assinatura de Zé Oliveira, g(l)osaram hoje com uma frase de Henrique Neto transcrita de uma edição recente do Correio da Manhã.
Como sabemos, Henrique Neto é um empresário de raro sucesso que já foi deputado pelo Partido Socialista mas não poupa críticas ao governo de Sócrates.

Quinta-feira, Março 16, 2006

Sábado, novo livro de cartoons
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Carlos Sêco, cartoonista do semanário Trevim, da Lousã, apresenta no próximo sábado o seu primeiro livro de cartoons.
O lançamento decorre no auditório do Museu Dr. Louzã Henriques (junto à estação de Caminho de Ferro) a partir das 16 horas.
Em declarações ao Trevim, Carlos Sêco, que é professor do ensino básico e coordenador da rede de bibliotecas escolares, diz: "Creio que tinha chegado a altura de mostrar o meu trabalho por gostar minimamente dele". Trata-se de uma recolha de "charges" publicadas no semanário lousanense, desenhadas em linha clara segundo a escola de Hergé, conforme adianta o Trevim, que regista o facto de Carlos Sêco ser "admirador da obra de R. G, autor do Tim-Tim".
(Esta de chamar R.G ao autor do Tintim, foi uma piada da jornalista ÉMIJOTABÊ).

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Zé Oliveira e Dario Banegas dão a cara

Dario Banegas (de óculos) chegou às Honduras, regressado de Alcalá de Henares (Madrid) e teve a amabilidade de me enviar esta foto em que aparece ele e eu no já distante mês de Novembro de 1997.
Já era altura de os "voyeurs" do Buraco da Fechadura conhecerem o rosto do talentoso Banegas, assíduo colaborador do Buraco!
O desenho que aparece entre ambos é de Banegas.

Denúncia de Banegas

Banegas é natural das Honduras, onde reside. América Central, portanto mais próximo do monstro que cospe crime pelo mundo inteiro.

F'Santos deu à luz mais este: Pois é, António: por este andar (que por acaso é a cave cá de casa) por este andar o Sócrates ainda acaba por extinguir o ministério da Saúde, depois o da Cultura, de imediato o da Justiça, a seguir o da Agricultura... epor aí adiante. Depois vem o cavaco e, numa "estratégia de cooperação", extingue o próprio Gabinete do Primeiro Ministro e monta em Belém uma coisa a que vai chamar Governo de Salvação Nacional.
Lá para daqui a ano e meio, digam que eu era bruxo!!!
Zé Oliveira
Esta linha e as seguintes são um texto subliminar que Zé Oliveira aqui inseriu a ver se o Google as detecta. Estou em crer que sim, mas confirmemos

Isto não é um plágio O Ferreira dos Santos garante que não plagiou uma ideia do Carlos Rico que Buraco da Fechadura publica mais abaixo. Óh António, não é plágio? Muito bem. Mas olha que cópia também não me parece que seja...
É claro que coincidências destas, ocorrem uma vez por outra. O BPI decidiu ameaçar o BCP com uma OPA exactamente na altura em que o BCP ameaça o BPI com uma OPA!...

LUCA: um lápis de dois bicos
É já a segunda vez que esta assinatura por aqui aparece: Luca. Pelo traço, dá para perceber que o desenho é do Carlos Rico. Quanto à autoria do guião... Buraco da Fechadura guarda-o a sete chaves. E se vierem cá os senhores da nova Pide, daqui não levam nada; porque Buraco da Fechadura não tem a identificação dele no computador nem noutro qualquer suporte. A gente aprendeu com o triste episódio do "24 Horas"!...
Não dê cabo dos olhos!!! Faça clique duplo sobre o desenho!

As Galinhas Loucas de GON


GONçalo Pedro parece estar convicto de que a loucura das vacas tenha contagiado as galinhas. E por que não? Não andam elas a contagiar os humanos com o agá coiso?...

Vamos criar a FECO-Portugal?


ORLANDO Noronha acaba de manifestar-se aderente do projecto FECO - Portugal. É o décimo elemento, o que significa que já somos suficientes. Ele é advogado, por isso está em excelentes condições para desempenhar algumas diligências de forma.








Vamos criar a FECO-Portugal?

GONçalo Pedro comunicou recentemente que adere ao projecto FECO - Portugal. É o nono caricaturista a disponibilizar-se.

Quarta-feira, Março 15, 2006

Um magalinha não é uma galinha

Há uns pares de anos, o povo chamava "um magala" a um militar.
Nessa altura, as opções sexualmente alternativas eram coisa que ninguém se atrevia a declarar. Portanto, ninguém se atrevia a dizer "boa tarde, vinha cá declarar um magalinha". Mas os tempos evoluiram, na mesma medida em que evoluiu a velocidade com que se propagam os frutos bons e os frutos maus do nosso tempo.
Agora, é absurdo imaginar que alguém sinta necessidade de declarar um magalinha.
...outro tanto não direi de... uma galinha.

(Isto foi só conversa da treta para ilustrar o desenho do António [Ferreira dos Santos, acrescente-se])

Novo site de Nani

Nani (Adriana Mosquera) reside em Alcalá de Henares com seus dois filhos e marido, o caricaturista Turcius. Vieram da sua terra, Colômbia, apostados em conquistar um lugar ao sol aqui na Europa.
A Nani é autora de Magola, uma personagem que ela um dia nos confessou ser uma espécie de Mafalda já crescida, mulher e mãe-de-família. Essa que aí estã, na ilustração.
É "obrigatório" visitar Magola ( e outras coisas de Nani) em www.nanicartoons.com

Terça-feira, Março 14, 2006


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Comentários a não perder

No artigo ilustrado (mais abaixo) onde damos conta da eleição da primeira mulher-presidente do Chile, há comentários que merecem ser lidos. Basta clicar sobre a palavra "comments" que aparece sob o artigo.

...por onde andas, Tomy? A organização da "redacção" do Buraco da Fechadura não é exemplar. E só isso explica que ápenas agora se edite esta capa que o Tomy desenhou para o seu jornal de Cuba, por alturas da entrada deste ano de 2006, numa alusão valorizativa às energias alternativas.

...por onde andas, Tomy? Fazem-nos falta as tuas notícias! (Eu ia dizer "os teus desenhos", mas seria deselegante...)

Zé Oliveira

A caricatura de Zé Oliveira no último Região de Leiria

Às vezes esqueço-me de colocar aqui o meu cartoonn. (Em casa de ferreiro...) E mesmo este já entra tarde. Mas à escassez de tempo que tenho enfrentado, há que acrescentar algumas dificuldades de acesso ao servidor durante os últimos dias.

Volta e meia, lembro os leitores de que os Corvos do meu cartoon leiriense são parte integrante das armas da cidade, são a subversão de um elemento "oficial", colocado na função de contra-poder. O desenho de hoje é uma dessas recordatórias.

Quanto ao conteúdo... ele retrata como são dispendidos os nossos dinheiros públicos! Impunemente!
Z.O.

A oração matinal de António


O FSantos (António para os amigos e senhor arquitecto para os vizinhos) subiu às nuvens do Porto e desenhou este cartoon divinal...
...para a gente ver com os dois olhos bem abertos.

Segunda-feira, Março 13, 2006

Buraco mais Rico e... Portugal maior (!)


Não é a promeira vez que uso o trocadilho do Buraco mais Rico. Dá jeito para introduzir o Carlos Rico! (Trata-se, como sabem, da última contratação do Buraco da Fechadura. Um alentejano degenerado, porque não dorme a sesta; pela simples razão de que trabalha que se farta, até durante a hora do passar pelas brasas!)

Portugal maior? Prometido por um português que não sabe quantos cantos têm os Lusíadas?!...
zo

Milosevic acaba de passar à história

Milosevic acaba de passar à história e Banegas desenhou a crónica do momento.

Domingo, Março 12, 2006

...nunca nos calarão o lápis!!!

O António Ferreira dos Santos colabora no Buraco da Fechadura de hoje com este desesperante grito mudo!
Pois é, António, podem calar-nos a boca, podem "sanear-nos" dos jornais, mas não bnos calarão o lápis!
Então não é verdade que a Caricatura, em Portugal, nasceu numa velha parede de Lisboa?!

Zé Oliveira




Primeira Presidente do Chile
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Michelle Bachelet, a 1ª mulher presidente do Chile, teve a coragem de afrontar a direita candidatando-se pelo centro-esquerda e de acusar direita de dar dinheiro aos eleitores para que votem no homem de negócios Sebastian Piñera, seu adversário na segunda volta, que decorreu a 15 de Janeiro."É uma velha prática da direita, a que já assistimos na primeira volta", declarou Bachelet, médica pediatra e ex-ministra do Governo cessante do socialista Ricardo Lagos. "Ouvi nos últimos dias que certos partidos tinham tentado convencer os militantes propondo-lhes, em alguns casos, pagar-lhes as dívidas. Alguns utilizam esse género de argumento; nós, não", acrescentou.

Aqui por Portugal, lemos estas notas e recordamo-nos do grotesco episódio do autarca que ganha eleições oferecendo varinhas mágicas, gesto que, infelizmente, tem feito escola. Embora o que esteja mais na ordem do dia seja oferecer... empregos no aparelho de Estado como retribuição de apoios partidários.

O retrato é de Banegas, a quem Buraco da Fechadura agradece mais uma vez.


Sexta-feira, Março 10, 2006

...estava a ver que não conseguia editar este excelente cartoon que o Banegas nos enviou!

Quinta-feira, Março 09, 2006

...estou desesperado!...

Estou desesperado!
Acabei de receber mais um magnífico cartoon do Banegas do diário La Prensa de Honduras (América Central), mas o servidor não está a permitir-me editar imagens!

Desculpa, Daio Banegas, Desculpem leitoeres!
Mas voltem, porque estou a falar de um (mais um!) imperdível cartoon brilhante de um jovem idem!
Z.O.

Terça-feira, Março 07, 2006

O cartoonista segundo
Ferreira dos Santos Este desenho podia intitular-se "Auto-retrato do António, num perigoso momento da sua labuta intelectual"; porque a vida de um cartoonista... é um risco!!!

Mais um inédito de Carlos AmorAmor continua (felizmente!!!) a exibir o seu talento. Entenda-se: Carlos Amor prossegue a sua criatividade ao serviço do humor de intervenção, depois de um longo período de inactividade nestas lides do desenho satírico.

Um abraço para ti, Carlos! Obrigado por mais este oportuno desenho!
Z.O.

O Cartoonista,

segundo Paulo Fernandes Este cartoon que nos enviou o seu autor Paulo Fernandes (que não desenha a traço e sim mediante acumulação de pontos - lembram-se?) é datado de 1997. No entanto, mantém-se muito oportuno!

Marquês de Serafín!!!!
Nos Comentários de um dos artigos abaixo, em que se falava de La Golondriz, de La Codorniz e de La Kodorniz, um leitor fazia uma referência às Marquesas de Serafín.
Um dia destes mostraremos aqui algumas dessas gostosas personagens. Por hoje, recordamos saudosamente Serafín (Serafín Rojo Caamaño).
Nascido em Madrid (1925 ou 1926*), colaborou com muitas publicações e faleceu a 4 de Junho de 2003.
Este é um pormenor da capa de La Golondriz nº 36

Na caricatura colectiva, acima, de sua autoria (pormenor da capa da Golondriz nº 36 - 1993) Serafín aparece na pele de deus Baco.

Desse conjunto, além de Serafín já desapareceram Chumy Chumez (8/5/1927 - 10/4/2003) , Miguel Gila (12/3/1919 - 13/7/2001) e Manuel Summers Rivero (1935 - 12/6/93)**

*Também encontrámos 1924

**Summers foi acrescentado em tempo, mercê de alerta para a falta, recebido em comentário de leitor anónimo.


Domingo, Março 05, 2006

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Natal, Hoje?! Dia 5 de Março?!...

Na página 53 da edição de hoje do Jornal de Notícias, acontece uma situação que, infelizmente, nada tem de novo: todas as quatro rubricas de Cartoon e Banda Desenhada são estrangeiras. E pelo menos duas delas foram desenhadas há várias dezenas de anos.

Mas o que, há primeira vista, chama mais a atenção, é o facto de o tema dos dois cartoons de linha cómica (que são de autores diferentes) ser... o Natal!

Valha-nos o menino Jesus Cristo! Não brinquem c'oa gente! Até o Carnaval já lá vai, quanto mais o Natal!

Os leitores do JN não são assim tão atrasados como porventura os editores do JN possam imaginar!

...É no que dá importar estas coisas a metro! Positivamente "nas tintas" para com os autores portugueses!

Z.O.


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A ponte entre la Codorniz e... La Kodorniz



Um leitor recordou, em comentário ao artigo abaixo, La Golondriz.
Poderemos dizer que La Golondriz foi uma ponte entre La Codorniz e... La Kodorniz.
O exemplar reproduzido acima, tem capa ilustrada com um cartoon de Almarza, justamente um Primeiro Prémio na XV Olimpíada Internacional de Humor (Valência).

Tenho o prazer de possuir a minha caricatura assinada por Almarza, há pouco mais de quatro mezes, em Alcalá de Henares (Madrid). Um dia destes, mostro-a.

Zé Oliveira

Sábado, Março 04, 2006

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La Kodorniz na net
É "obrigatório" visitar La Kodorniz (sem gripe!!! garanto!!!) em http://www.lakodorniz.com. O cartoon acima, surripiado de La Kodorniz, é de Lambert, a quem mando daqui um abraço e um recado: "Ainda receberás as fotos das nossas maluqueiras por Alcalá by nignt! Não percas a esperança!!!"


O blog do Mano Bandeira




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Mão amiga meteu pelo Buraco da Fechadura este endereço:

http://bandeiraaovento.blogspot.com. Já fomos espreitar e confirmámos que o "produto" excedeu as nossas expectativas. O leitor provavelmente conhecerá os desenhos do José Bandeira no Diário de Notícias, sempre desconstrutivos no sentido mais construtivo que possa imaginar-se, mas na Bandeira ao Vento há mais do que isso.
E por aqui me fico. Mas antes de me ficar, quero que fiquem (ficadamente ficados!) com o perfil do artista: José Marques Mano Guimarães Bandeira nasceu em Lisboa em 1962. Iniciou a actividade de cartoonista no Diário de Notícias em 1984, derivou para as páginas de outros jornais e regressou ao DN em 1992.
Tem vários prémios conquistados, obra publicada em livro e grande número de capas de livros desenhadas no seu estilo inconfundível. Tudo verdade, porque Osvaldo de Sousa não mente.



Sexta-feira, Março 03, 2006

Os Corvos, cartoon do
Região de Leiria de hoje

Desta vez, o opção para a caricatura semanal de Zé Oliveira foi de âmbito nacional.


Vamos criar a FECO - PORTUGAL?

Paulo Fernandes escreveu afirmando que podemos "pôr mais um na lista. Estamos a precisar de iniciativas destas. O cartoonista/caricaturista é uma profissão de risco. Vamos avançar com a FECO". O nome não lhe soa bem, mas sempre é menos provocador do que andar de opel ascona!...
É sigla de FEderation of Cartoonists Organisations.

XX SALÃO NACIONAL
HUMOR DE IMPRENSA
OEIRAS - 2006

NORMAS DE PARTICIPAÇÃO

1. - Aberto à participação de todos os artistas que publicaram trabalhos durante o ano de 2005, na imprensa portuguesa (nacional ou regional) em caricatura, cartoon, desenho de humor, ilustração, tira cómica, prancha bd...

2. - Cada artista pode enviar até 7 trabalhos (no casode publicar num único periódico, ou 4 por cada periódico onde colabora, até ao número máximo de 12 trabalhos), devendo estes vir identificados no versocom nome, morada e jornal onde foram publicados. Os trabalhos criados de forma informática devem vir com impressão assinada à mão, acompanhadas com CD ou disquette para manter a qualidade de reprodução nocatálogo.

3. - Os trabalhos serão apreciados por um júriconstituído por: um representante do Presidente daCâmara Municipal de Oeiras; um representante do Sectorde Acção Cultural da Câmara; um representante doGabinete de Relações Públicas da Câmara; umrepresentante da Fund. Marquês de Pombal; o artista galardoado com o Grande Prémio no ano anterior e pelo Dr. Osvaldo Macedo de Sousa - Director Artístico doSalão

4. - Serão outorgados os seguintes Prémios:

* GRANDE PRÉMIO DO XX S.N.H.I. - OEIRAS 06 (no valorde 3750 €)
*PRÉMIO NACIONAL CARICATURA DE IMPRENSA 06 (no valorde 1750 €)
*PRÉMIO NACIONAL CARTOON DE IMPRENSA 06 (no valor de 1750 €)
*PRÉMIO NACIONAL HUMOR DE IMPRENSA 06 (no valor de 1750 €)
*PRÉMIO NACIONNAL ILUSTRAÇÃO DE IMPRENSA 06 (no valorde 1750 €)

5. - O galardoado com o Grande Prémio, compromete-separa no ano seguinte realizar o cartaz/capa eparticipar no Júri do Salão.

6. - Os trabalhos premiados ficam automaticamenteadquiridos pela Humorgrafe. Todos os outros serão enviados após a exposição.

8. - Os direitos de reprodução são propriedade daorganização logo que seja para promoção deste Salão, ediscutidos pontualmente com os autores, no caso deoutras utilizações.

9. - Os trabalhos devem ser enviados até 17 de Abril de2006 para: XX Salão Nacional Humor de Imprensa -Sector de Acção Cultural Fundição de Oeiras, Rua daFundição de Oeiras, 2780-057 Oeiras.

10. - O XX Salão Nacional Humor de Imprensa inaugura a 3 de Junho no Palácio Ribamar (Algés), contudo, porrazões de espaço, apesar de todas aparecerem nocatálogo, nem todas as obras serão expostas.

25 anos de Humor na Costa Rica!

La Pluma Sonriente, associação de Humoristas e banda-desenhistas da Costa Rica, comemora um quarto de século!

Esta Associação, criada e dirigida por Oscar Sierra Quintero (OKI), tem desenvolvido um trabalho único na investigação e divulgação do Humor costarricense.

Abraçamos daqui Oki e restantes amigos de La Pluma Sonriente!
Muito brevemente divulgaremos o programa das comemorações.

Quinta-feira, Março 02, 2006

X SALÃO
LUSO-GALAICO
DE CARICATURA
VILA REAL /2006

1 Aberto à participação de todos os artistas gráficos com humor, residentes em Portugal e na Galiza.

2. O tema lançado a desafio aos humoristas, este ano, é "TRANSPORTES PÚBLICOS" (já que este ano Vila real comemora o Centenário da chegada dos Caminhos de Ferro, pensamos fazer uma introspecção sobre como é andar de transportes públicos, qual o seu futuro…).

3. Cada artista pode enviar até 4 trabalhos, em preto e branco formato não superior a A3 (de preferência A4), aberto a todas as técnicas e estilos, (os trabalhos feitos a computador, para além do seu envio em suporte informático - CD ou disquete a 300 dpis Jpeg – devem ter também um prints em A4, assinados à mão e numerados 1/1) como caricatura, cartoon, desenho de humor, tira, prancha de bd (história num prancha única)... devendo estes vir identificados no verso com nome e morada, e-mail, telefone e nº contribuinte.

4. Os trabalhos serão julgados por um júri constituído por: um representante da Câmara Municipal de Vila Real; do Governo Civil de Vila Real, da Delegação Norte da Secretaria de Estado da Cultura, António Manuel Pires Cabral e Elísio Amaral Neves Assessores do Pelouro da Cultura, o Presidente da Humorgrafe e um artista plástico convidado, sendo outorgados os seguintes Prémios:
* 1º Prémio do X Salão Vila Real / 2006 (no valor de € 2.000)
* 2º Prémio do X Salão Vila Real / 2006 (no valor de € 1.500)
* 3º Prémio do X Salão

O comentário gráfico de Banegas, das Honduras

Nunca é demais dizer obrigado a quem tão regularmente colabora com Buraco da Fechadura. Obrigado, Amigo!
A tradução é da responsabilidade de Buraco da Fechadura. E a inserção de cor, também.

Vamos criar a FECO - PORTUGAL?

Do Presidente da FECO - ESPANHA, Harca (Juli Sanchis Aguado), recebemos a seguinte mensagem:

"Muy interesante la propuesta de creación de FECO PORTUGAL. Id pensando en un logo propio. Un abrazo.
Juli"



Vamos criar a FECO -PORTUGAL?

Alberto Ferreira fez esta declaração:
"Apoio incondicionalmente a acção iniciada".



Vamos criar a FECO - PORTUGAL?

Paulo Santos já comunicou ao Varela o seu interesse em participar na fundação da FECO - Portugal




Vamos criar a FECO - PORTUGAL?

Onofre Varela já está com o processo de criação da FECO - Portugal desde a pré-história da ideia de que, aliás, é pai (ou mãe...)




Vamos criar a FECO - PORTUGAL?

Ferreira dos Santos comunicou há momentos que adere à criação da FECO - Portugal.



Vamos criar a FECO - PORTUGAL?

Luís Afonso acaba de se disponibilizar para integrar a constituição da FECO - Portugal, apesar do seu pouco tempo disponível e de residir "pouco à mão", conforme assinala. Mas uma FECO dispersa pelo país torna-se mais eficaz!

O Repouso do Cartoonista

Óh António! Entáo agora, que estávamos a contar contigo para novas batalhas de lápis em ris-te, riste das batalhas e vais p'ó repouso?! (Espero qu'este desenhio seja uma metáfora de caricaturista e que o António continue aí p'ás curvas! Qu'a'gente ainda tem muitas curvas p'a dar!)



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ODiário das Caricatutras
Um silêncio obsequioso

Janer Cristaldo, escritor e jornalista brasileiro, escreveu em "Mídia sem Máscara" (http://www.midiasemascara.org)

«Já citei algumas vezes Ayaan Hirsi Ali, deputada do Parlamento holandês, de origem somáli, roteirista do filme Submissão, em função do qual o cineasta Theo Van Gogh foi assassinado por um muçulmano em novembro de 2004. Ao lado de Oriana Fallaci, é um dos raros intelectuais europeus com coragem de enfrentar a agressão muçulmana ao velho continente. Ela vive sob proteção policial. Convidada a Berlim dia 9 de fevereiro passado, Ayaan Hirsi Ali pronunciou um discurso sobre a affaire das caricaturas de Maomé, contra o islamismo e pela defesa da liberdade. Como a imprensa brasileira observou um silêncio obsequioso em torno ao pronunciamento da deputada holandesa, segue a tradução do mesmo».

O direito de ofender

Estou aqui para defender o direito de ofender. Tenho a convicção que esta empresa vulnerável que se chama democracia não pode existir sem livre expressão, em particular nas mídias. Os jornalistas não devem renunciar à obrigação de falar livremente, da qual são privados os homens de outros continentes.
Minha opinião é que o Jyllands Posten teve razão ao publicar as caricaturas de Maomé e que outros jornais na Europa fizeram bem em republicá-las.

Autocensura
Permita-me retomar o histórico desta affaire. O autor de um livro infantil sobre o profeta Maomé não conseguia encontrar ilustrador. Ele declarou que os desenhistas se censuravam por medo de sofrer violências da parte dos muçulmanos, para os quais é proibido a qualquer um, onde quer que seja, representar o Profeta. O Jyllands Posten decidiu investigar a esse respeito, estimando - a justo título - que uma tal autocensura era portadora de graves consequências para a democracia. Era seu dever de jornalistas solicitar e publicar os desenhos do profeta Maomé.

Vergonha dos jornalistas e TV's
Vergonha aos jornalistas e às cadeias de televisão que não tiveram a coragem de mostrar a seu público o que estava em causa na affaire das caricaturas! Estes intelectuais que vivem graças à liberdade de expressão, mas aceitam a censura, escondem sua mediocridade de espírito sob termos grandiloqüentes como responsabilidade ou sensibilidade.

Vergonha aos políticos
Vergonha a estes homens políticos que declararam que ter publicado e republicado aqueles desenhos era "inútil",era um "mal",era "uma falta de respeito" ou "sensibilidade"! Minha opinião é que o primeiro-ministro da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen, agiu bem quando se recusou a encontrar os representantes de regimes tirânicos que exigiam dele que limitasse os poderes da imprensa. Hoje, nos deveríamos apoiá-lo moral e materialmente. Eu gostaria que meu primeiro-ministro tivesse tanto peito quanto Rasmussen.

Vergonha às Empresas
Vergonha a estas empresas européias do Oriente Médio que puseram cartazes dizendo Nós não somos dinamarqueses, Aqui não vendemos produtos dinamarqueses! É covardia. Os chocolates Nestlé não terão o mesmo gosto depois disso, vocês não acham? Os Estados membros da União Européia deveriam indenizar as sociedades dinamarquesas pelas perdas sofridas pelo boicote.
A liberdade se paga caro. Pode-se muito bem despender alguns milhões de euros para defendê-la. Se nossos governos não vêm em ajuda a nossos amigos escandinavos, eu espero então que os cidadãos organizem coletas de doações em favor das empresas dinamarquesas.

Fomos submergidos
Nós fomos submergidos em uma onda de opiniões nos explicando que as caricaturas eram ruins e de mau gosto. Disso resulta que estes desenhos não tinham trazido senão violência e discórdia. Muitos se perguntaram qual vantagem havia em publicá-los.
Bem, sua publicação permitiu confirmar que existe um sentimento de medo entre os escritores, cineastas, desenhistas e jornalistas que quisessem descrever, analisar ou criticar os aspectos intolerantes do Islã na Europa.

Campanha pela censura
Esta publicação também revelou a presença de uma importante minoria na Europa que não compreende ou não está disposta a aceitar as regras da democracia liberal. Estas pessoas - cuja maior parte são cidadãos europeus - fizeram campanha em favor da censura, dos boicotes, da violência e de novas leis proibindo a "islamofobia".

Governos maléficos
Estes desenhos mostraram com evidência que há países que não hesitam em violar a imunidade diplomática por razões de oportunismo político. Vimos governos maléficos como o da Arábia Saudita organizar movimentos populares de boicote ao leite e iogurte dinamarqueses, enquanto esmagariam sem piedade todo movimento popular que reclamasse o direito de voto.
Estou aqui hoje para reclamar o direito de ofender nos limites da lei. Vocês talvez se perguntem: por que em Berlim? E por que eu?
Berlim é um lugar importante na história das lutas ideológicas em torno da liberdade. É a cidade onde um muro encerrava as pessoas no interior de um Estado comunista. É a cidade onde se concentrava a batalha pelos corações e mentes. Os que defendiam uma sociedade aberta mostravam os defeitos do comunismo. Mas a obra de Marx era discutida na universidade, nas rubricas de opinião dos jornais e nas escolas.Os dissidentes que tinham conseguido escapar podiam escrever, fazer filmes, desenhar, empregar toda sua criatividade para persuadir as pessoas do Oeste que o comunismo não era o paraíso na terra.
Apesar da autocensura de muitos no Ocidente, que idealizavam e defendiam o comunismo, apesar da censura brutal imposta ao Leste, esta batalha foi ganha.
Hoje, as sociedades livres estão ameaçadas pelo islamismo, que se refere a um homem chamado Muhammad Abdullah (Maomé) que viveu no século VII e é considerado como um profeta. A maioria dos muçulmanos são pessoas pacíficas, não são fanáticos. Eles têm perfeitamente o direito de serem fiéis às suas convicções. Mas, no seio do Islã, existe um movimento islâmico puro e duro que rejeita as liberdades democráticas e faz tudo para destruí-las. Estes islâmicos procuram convencer os outros muçulmanos que sua forma de viver é a melhor. Mas quando aqueles que se opõem ao islamismo denunciam os aspectos falaciosos dos ensinamentos de Maomé, eles são acusados de serem ofensivos, blasfemos, irresponsáveis - ou mesmo islamofóbos ou racistas.

Eu penso...
Por que eu? Eu sou uma dissidente, como aqueles da parte leste desta cidade que foram para o Oeste. Eu nasci na Somália e passei minha juventude na Arábia Saudita e no Quênia. Eu fui fiel às regras editadas pelo profeta Maomé. Como os milhares de pessoas que manifestaram contra as caricaturas dinamarquesas, eu por longo tempo acreditei que Maomé era perfeito - que ele era a única fonte do bem, o único critério permitindo distinguir entre o bem e o mal. Em 1989, quando Khomeini lançou um apelo para matar Shalman Rushdie, eu pensava que ele tinha razão. Hoje, não penso mais assim.
Eu penso que o profeta Maomé errou em subordinar as mulheres aos homens.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao decretar que é preciso assassinar os homossexuais.
Eu penso que o profeta Maomé errou ao dizer que é preciso matar os apóstatas.
Ele errou ao dizer que os adúlteros devem ser chicoteados e lapidados, e que os ladrões devem ter as mãos cortadas.
Ele errou ao dizer que os que morrem por Alá irão ao paraíso.
Ele errou ao pretender que uma sociedade justa possa ser construída sobre essas idéias.
O Profeta fazia e dizia boas coisas. Ele encorajava a caridade em relação aos outros. Mas eu sustento que ele também é irrespeitoso e insensível em relação àqueles que não concordavam com ele.

Pela educação dos cidadãos
Eu penso que é bom fazer desenhos críticos e filmes sobre Maomé. É necessário escrever livros sobre ele. Tudo isto pela simples educação dos cidadãos.
Eu não procuro ofender os sentimentos religiosos, mas não posso me submeter à tirania. Exigir que os homens e as mulheres que não aceitam os ensinamentos do Profeta se abstenham de desenhar, não é um pedido de respeito, é um pedido de submissão;
Eu não sou a única dissidente do Islã, há muitos no Ocidente. E se eles não têm segurança pessoal, devem trabalhar com falsas identidades para se proteger da agressão. Mas ainda há muitos outros em Teerã, em Doha e Riad, em Amã e no Cairo, como em Cartum e Mogadiscio, Lahore e Cabul.

Não queimamos embaixadas
Os dissidentes do islamismo, como os do comunismo em outras épocas, não têm bombas atômicas nem nenhuma outra arma. Nós não temos o dinheiro do petróleo como os sauditas e não queimamos embaixadas nem bandeiras. Nós recusamos aderir a uma louca violência coletiva. Aliás, nós somos pouco numerosos e muito dispersos para tornar-se uma organização de qualquer coisa. Do ponto de vista eleitoral, aqui no Ocidente, não somos nada.
Nós temos apenas nossas idéias e não pedimos senão a oportunidade de expressá-las. Nossos inimigos utilizarão se necessário a violência para nos fazer calar; eles se dirão mortalmente ofendidos. Eles anunciarão por toda parte que nós somos seres mentalmente frágeis que não se deve levar a sério. Isto não é novo, os defensores do comunismo utilizaram à exaustão estes métodos.
Berlim é uma cidade marcada pelo otimismo. O comunismo fracassou, o Muro foi destruído. E mesmo se hoje as coisas parecem difíceis e confusas, estou certa que o muro virtual entre os amantes da liberdade e aqueles que sucumbem à sedução e ao conforto das idéias totalitárias, este muro também, um dia, desaparecerá.
Transcrição autorizada
Os títulos intercalares foram criados por Buraco da Fechadura

Buraco da Fechadura sabe que ninguém é dono da verdade inteira. Por isso, pode por vezes incluír matérias susceptíveis de polémica.

ODiário das Caricaturas

Portugal O CDS-PP vai interpelar hoje (quinta-feira) o Governo e especialmente Freitas do Amaral ministro dos Negócios Estrangeiros, acerca da posição assumida pela diplomacia portuguesa após a publicação das caricaturas. O primeiro-ministro será também interpelado,
"mas está completamente excluída qualquer intervenção em plenário de José Sócrates", adianta o jornal electrónico Portugal Diário.

Estados Unidos Uma mostra das polêmicas caricaturas e um debate estudantil na Universidade da Califórnia acarretou uma desordem.

Centenas de manifestantes, inclusive membros da União dos Estudantes Muçulmanos, denunciaram que o evento era um discurso de ódio disfarçado de liberdade de expressão. Apesar de diversas discussões exaltadas, a polícia conseguiu serenar os ãnimos.

Osman Umarji, ex-presidente da União dos Estudantes Muçulmanos, denunciou os organizadores. "O objetivo é disseminar a islamofobia e criar contra os muçulmanos uma histeria igual à criada contra os judeus na Alemanha nazista", disse ele. "A liberdade de expressão tem seus limites", afirmou.
Mais informação em Último Segundo (Brasil)

Portugal A maioria dos portugueses (por escassa margem de 1,2%) está contra a publicação dos polémicos cartoons dinamarqueses, como se conclui de uma sondagem telefónica da Aximage para o Correio da Manhã, publicada no passado dia 25. Mas o estudo conclui que as massas partidárias reagem de modo diferenciado. Essa maioria identifica-se com o PSD ou é abstencionista. Socialistas, comunistas, democratas-cristãos e bloquistas são favoráveis à publicação.


Quarta-feira, Março 01, 2006

A crónica internacional
de Banegas (das Honduras)

Recebido de Tomy (Cuba)

A tradução é da responsabilidade de Buraco da Fechadura, feita no escrupuloso respeito para com o conteúdo, designadamente a caligrafia do autor.

O Batráquio Amarelo

de Granada/Motril


Esta é a capa de Fevereiro de El Batracio Amarillo (edição de Granada), revista satírica que acaba de chegar ao Buraco da Fechadura. E é bem verdade o que diz o batráquio (amarelo!): "Se apagamos a liberdade de expressão, apagamo-nos todos, meu amigo".

El Batracio é uma revista corajosa, insubmissa, cujo humor já levou a tribunal o seu director, El Gato (autor deste dos desenhos acima e abaixo).


El Batracio tem uma particularidade interessante: possui uma edição para Granada e outra para Motril (esta acima). O que, na edição de Granada, constitui capa e contracapa, na edição de Motril são as páginas centrais. E vice-versa. Trata-se, apenas, de uma operação de encadernação e distribuição.

Deste número, que foi dedicado à guerra das caricaturas, seleccionamos o desenho seguinte:

A tradução, como habitualmente, é de Buraco da Fechadura, feita no maior respeito pelo conteúdo, designadamente a caligrafia. Houve letras que tiveram de ser inventadas, mas acreditamos que não se note.


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