Siné silenciado por censura
Não se pode brincar com o filho
de monsieur le President
Segundo a edição digital de ontem do Liberation.Fr, "o caricaturista francês Siné foi despedido do Charlie Hebdo", porque "Philippe Val, director do semanário satírico, censura o cariucaturista por ter feito numa crónica afirmações antisemitas relacionadas com o futuro casamento de Jean Sarkozy", filho do presidente da República francesa, nascido em Setembro de 1986 e já notado na cena política do seu país.
A decisão de suspender a colaboração de Siné foi tomada na passada Terça e reporta-se a uma crónica publicada em 2 de Julho, na qual o humorista ironisa acerca de uma eventual conversão de Jean Sarkozy ao judeismo através do seu já anunciado casamento com a filha do fundador das lojas Darty.
O director do semanário satírico diz que "Raramente estou de acordo com o que Siné escreve mas ele tem uma latitude à Charlie para exprimir opiniões diferentes das minhas" e acrescenta que "essa latitude é demarcada por um código que rejeita em absoluto todas as atitudes racistas e antisemitas no jornal", concluindo que, segundo sua opinião, Siné ultrapassou esse limite".

Do Eliseu não saíu nenhum comentário e o jovem Sarkozy tem mantido o mesmo silêncio.

Siné, que já pertencera à série anterior de Charlie Hebdo, colaborava na série presente desde o seu reaparecimento, em 1992. Ao ser convidado a comentar, afirmou: "O Val queria pedidos de desculpa a Jean Sarkozy e à família Darty. Eu perguntei-lhe se ele não estava a gozar com a minha cara. Preferia cortar os tomates". E acrescentou: "Condeno que Jean Sarkozy se converta por oportunismo. Se ele se convertesse à religião muçulmana por casar com a filha de um emir, era a mesma coisa. E (a filha de) um católico, igual, eu nunca favoreci os católicos".
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