quarta-feira, maio 19, 2010


Mário Teixeira, um cartoonista afro-luso-canadiano, é uma das cabeças do Cérbero que inaugura a 28 de Maio uma exposição de artes plásticas na Maia.
Mário Teixeira assina Teixeira nos seus cartoons e BDs, mas assina Olivo nas suas esculturas e telas.

terça-feira, maio 18, 2010

Eça é que é Eça!...

Vénia para David, autor (em 1971) desta caricatura de Eça de Queirós.
Vénia para o responsável pela colocação desta eloquente peça em circulação pelos mails lusitanos.
E vénia para Eça, ora Eça!...

sexta-feira, maio 07, 2010

quinta-feira, maio 06, 2010

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COM..PAPAS.....E .BOLOS
SE ENGANAM OS TOLOS
Provérbio , que demonstra quanto é grande é a sabedoria do povo
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sábado, abril 24, 2010

Com imprimatur de Carlos Amor

Carlos Amor continua (felizmente!!!) a desenferrujar o pincel, coisa que aí fica provada com mais este exclusivo com que ele distingue o Buraco da Fechadura.

(Ele há cada uma!!! Por vezes surgem frases que podem ganhar um sentido bem diferente do que se pretendia. E então, regressando aqui à prosa umas horas depois da primeira postagem, afirmamos alto e bom som que o Carlos Amor nunca foi padre nem lhe são conhecidas maneiras cavilosas de desenferrujar o pincel. Aliás, ele desenha mediante recurso às novas tecnologias, sem papel nem instrumentos tradicionais.
Por ser verdade, aí fica dito.)



sexta-feira, abril 23, 2010

A penitência, segundo Carlos Amor


Ponto um - é estranhíssimo que um autor deste quilate esteja remetido à inactividade. Mais um entre tantos na mesma situação! É rico, um país que pode dar-se ao luxo de desperdiçar os talentos dos seus artistas. Carlos Amor está auto-desperdiçado há uns bons pares de anos.
Ponto dois - Óh sacristão, passe por ali de vez em quando! Pelo menos quando ouvir o confessionário ranger! Que diabo! você tem netos, não tem?

sexta-feira, abril 02, 2010

Viva José Antunes

No final da década der sessenta, andei pelos diversos edifícios do quartel da Graça em Tavira apreciando os seus desenhos originais que havia nas paredes, emoldurados, ilustrando com bom humor o código de conduta do militar. Mobilizado para Angola, cheguei a reproduzir (devidamente creditado, naturalmente) pelo menos um cartoon dele no jornal de batalhão que me competia fazer. Mas conheci-o pessoalmente apenas em Novembro passado, na livraria do Vilela (Escadinhas do Duque, Lisboa) a que se seguiu almoço e partida para o Festival de BD da Amadora.
Fiquei com a memória da sua afabilidade de trato (mas intencionalidade mordaz), durante o pouco tempo que conversámos.
Parecia que transpirava saúde.
Zé Oliveira


José Gomes Antunes (Lisboa 25/5/1937 – 27/3/2010) fez o curso da António Arroio e iniciou a sua actividade gráfica em 1955 na Flama. Apesar da sua actividade profissional ser fundamentalmente a de designer gráfico de revistas e publicidade, o cartoonismo teve algum peso na sua criação publicando no Sempre Fixe, Cara Alegre, Almanaque Plateia, Parada da Paródia, Jornal do Exército, Pisca Pisca, Antena, Camarada, “A Chucha”, Cágado.. A Bd é outra das suas paixões e campos criativos tendo historias publicadas no Mundo de Aventuras, Jornal do Exército, Camarada, “Mini-Época (suplemento de que foi co-director), Tintion (edição belga).Na década de 1960, as suas historias dedicadas a personagens da História de Portugal, que tinham sido publicadas inicialmente na Camarada, foram recolhidas em dois álbuns intitulados genéricamente Grandes Portugueses. A Câmara de Moura dedicou-lhe também o Cardernos BD nº5, assim como ele colaborou no álbum colectivo Moura Saluquia. Em 2004 foi homenageado no MouraBD com o Balanito de Honra.
(humorgrafe.blogspot.com)
Morreu o autor de banda desenhada José Antunes

Por Carlos Pessoa (Público)
José Antunes, autor português de BD, morreu no sábado de manhã, em Lisboa, na sequência de uma insuficiência respiratória. O funeral foi ontem no cemitério de Benfica.José Antunes, de seu nome completo José Gomes Antunes, nasceu em Lisboa, a 25 de Maio de 1937. Fez estudos secundários na Escola António Arroio e estreou-se com cartoons na revista Flama, em 1955. As suas primeiras bandas desenhadas apareceram nas revistas Mundo de Aventuras e Camarada (2.ª série). Em 1968 desenhou uma história (Maître Biber) para a revista Tintin (edição belga). As suas ilustrações tornaram-se presença assídua nas capas das revistas Colecção Salgari, Pisca-Pisca e outras. Foi durante vários anos director artístico do Círculo de Leitores. A sua mais recente incursão na BD foi na obra colectiva Salúquia. A Lenda de Moura em Banda Desenhada, editada no ano passado pela Câmara Municipal de Moura.
Imagem de "Salúquia A Lenda de Moura em Banda Desenhada"

quarta-feira, março 24, 2010

O Carlos Amor, que diz que não percebe nada de futebol, desenhou e amandou este certeiro pontapé cá para esta baliza que se chama Buraco da Fechadura. E a gente, com uma ignorância ainda maior para assuntos de bola, defendeu! Em c-â-m-a-r-a--l-e-n-t-a, é certo (o mail traz data de 22), mas a nossa vida não é só isto.

Obrigado, Carlos!
Parabéns por estares vivo!
Abraço.

sexta-feira, março 12, 2010

Cartoonista brasileiro assassinado hoje

Respigamos de http://vendoideais.blogspot.com (Sílvio Ribas)
Glauco era um dos entes da Trindade das Tirinhas
Morreu na madrugada desta sexta-feira (12), em Osasco (SP), o cartunista Glauco Villas Boas, 53 anos, conhecido como Glauco.

picasaweb.google.com

Ele foi vítima de tentativa de assalto e sequestro em sua residência na Estrada Alpina, no bairro de Santa Fé. A casa foi invadida por dois homens armados, que tentaram levar os pertences da família e o próprio cartunista. Ao tentar persuadir um dos bandidos armados, Glauco foi alvejado com quatro tiros à queima roupa. O filho dele, Raoni Villas Boas, 25, que chegava ao local também foi atingido pelos disparos e morreu a caminho do hospital.

O cartunista Glauco chegou a ser socorrido e levado ao hospital Albert Sabin, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. As informações foram repassadas pelo advogado da família, Ricardo Handro. Segundo ele, o caso aconteceu por volta de meia-noite e os bandidos fugiram em um carro roubado. Ninguém foi preso até o momento, afirmou o advogado.

O caso foi registrado no 1° DP de Osasco e os corpos do cartunista e do filho já foram encaminhados para o IML da cidade. De acordo com o advogado, no momento do crime o cartunista descansava em casa com os três filhos e a esposa, Beatriz Galvão.

Glauco é conhecido por suas charges publicadas desde 1977 no jornal Folha de São Paulo. Criador de personagens como Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Geraldinho e Geraldão, seu ingresso no jornalismo se deu nos anos 70, graças ao jornalista Hamilton Ribeiro, que dirigia o "Diário da Manhã", em Ribeirão Preto, e tirou o paranaense da fila do vestibular para Engenharia.

Alguns anos mais tarde, em 1976, a premiação no Salão de Humor de Piracicaba abriu as portas do jovem cartunista para a grande imprensa. Em 1977, Glauco começou a publicar suas tiras esporadicamente na Folha de S. Paulo. A partir de 1984, quando a Folha dedicou espaço diário à nova geração de cartunistas brasileiros, Glauco passou a publicar suas charges periodicamente.
Fonte: UOL, hoje

N.B.: Que merda! Que perda terrível para o humor nacional! Revoltante.

campanhanoar.folha.blog.uol.com.br

REPERCUSSÃO

Jal, cartunista - "Ele tinha uma proximidade muito grande com o Henfil, chegaram a morar juntos no Rio Grande do Norte. Dava pra notar essa influência claramente no desenho dele. Infelizmente a violência leva mais um. O Glauco era um cara que trabalhava muito bem essa coisa do diálogo, da paciência. Não era um pitbull. Era um cara que buscava a paz." -

Associação Brasileira de Cartunistas - "Glauco, companheiro de sempre de Laerte, Angelí, Toninho Mendes e Adão Iturusgarai nos quadrinhos. Seus personagens satirizavam as relações de uma geração perdida entre as questões comportamentais e instintivas do ser humano. Usava o humor como arma de anteparo à violência. Foi uma das 'crias' de Henfil. Seu filho Raoni também escolheu ser cartunista e trabalhava com o pai. A notícia de uma execução sumária em um assalto é quase que sem nexo diante de alguém que justamente lutava contra isso. Fica a lembrança de um amigo que fez de sua vida uma história de sucesso no humor gráfico do país. E o compromisso de continuarmos na batalha de enfrentarmos a violência de nossos dias com o que melhor sabemos fazer- o humor. Salve Glauco. Salve Raoni."

Lourenço Mutarelli, quadrinista – “Os três, (Glauco, Angeli e Laerte) são os quadrinistas mais importantes do país, os caras que mais me motivaram. É uma puta perda, um tipo de morte muito absurda. Glauco era um cara muito importante, com um trabalho único. Foram eles quem me incentivara m a conseguir um espaço nos quadrinhos, e influenciaram toda a aminha geração.”

Maurício de Sousa, quadrinista, no Twitter - “O dia fechou com o desaparecimento do Glauco. Não há palavras para justificar, explicar, entender...”

Tira de hoje tratava de violência
A última tira de Glauco, publicada hoje no Folha de São Paulo, fala de violência com arma de fogo.
ÚLTIMA HORA
Respigamos de www.noticias.terra.com.br:

Suspeito identificadoA Polícia identificou um dos suspeitos pela morte do cartunista e do filho. O homem tem 24 anos e passagem pela polícia por porte de entorpecentes.
VelórioO velório de Glauco e do filho será na casa da família, em Osasco. O cartunista era sócio-fundador da Igreja Céu de Maria, que segue a filosofia do Santo Daime. No terreno da residência, há um local de culto.
A Doutrina do Santo Daime é uma prática religiosa cristã, ecumênica, que repudia toda as formas de intolerância religiosa. Os seguidores tomam o chá conhecido por esse nome. Para eles, a bebida amplia a capacidade perceptiva, criativa, cognitiva e de discernimento, elevando a consciência do ser humano.

segunda-feira, março 08, 2010

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Viva Fernando Krahn!

Foto tirada por Zé Oliveira em 5 /11/ 2008 no Palácio Cisneros, Alcalá de Henares

Morreu Fernando Krahn no passado dia 18. Inesperadamente, vitimado por um ataque de coração, numa altura em que trabalhava para concretizar a internacionalização dos seus filmes de 15 segundos, que realizava diariamente para "La Vanguardia" (Barcelona).

Fernando Krahn nascera em Santiago do Chile em 1935, vendo-se obrigado a abandonar a sua terra em consequência do golpe de estado chileno de 11 de Setembro de 1973.


Quando tive de escrever acerca de Krahn

Em 2009, foi-me pedido pela Direcção da revista Quevedos, editada pela Fundación General de la Universidad de Alcalá (Madrid) um curto texto acerca da actividade "cinematográfica" de Krahn (e outro acerca de um vídeo biográfico da cartoonista uruguaia Isabel Orzuj, que agora não vem para o caso). Embora modestas, seguem as linhas que alinhavei acerca do mestre agora desaparecido:


Fernando Krahn
Os cartoons animados

O conceito é corajoso: contar uma história cinematográfica em 15 segundos.
Fernando Krahn consegue isso e mais: nesse tão curto lapso de tempo encontra vagar para introduzir mensagens de ironia, sarcasmo, poesia, crítica de costumes, repúdio pelo autoritarismo, puro e simples humor. E consegue-o porque, nesses tão poucos segundos, Krahn aplica uma acumulada experiência não pequena na área do cartoon, que é a arte de contar (e comentar) uma história num só desenho. Então, 15 segundos são uma eternidade; tempo suficiente para constatarmos em “cinema” quanto perdemos de cada vez que o despertador nos interrompe um sonho; para constatarmos quanta alegria pode encerrar-se dentro do espírito de um copo de vinho bebido de maneira inusitada; para constatarmos que, se quisermos, o nariz do polícia cresce como “língua de sogra” de cada vez que ele exagera no silvo. Aliás, esta visão anedótica com que Krahn retrata polícias e militares (e outros ridículos da nossa sociedade) nos seus filmes de Flash Player 9 da Adobe, é a transposição, para movimento, das “mesmas” abordagens que este chileno (1935) residente em Barcelona vem produzindo no decorrer da sua já longa carreira de humorista gráfico.
A não perder: Krahnology – la Tira Animada, no site de La Vanguardia.

Zé Oliveira
(Presidente da FecoPortugal, Associação de Cartoonistas)

Os filmes e a biografia de Krahn

Para ver mais sobre Krahn, clicar aqui: http://www.lavanguardia.es/cultura/noticias/20100219/53893609941/krahn-silencio-definitivo-la-vanguardia-maria-augusto-pinochet-jorge-wagensberg-maximiliano-joan-bro.html

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

sábado, fevereiro 13, 2010

FecoPortugal expõe em Rio de Mouro, Sintra

De 18 de Fevereiro a 5 der Março, os membros da FecoPortugal mostram os seus trabalhos na Escola Secundária Leal da Câmara, em Rio de Mouro, Sintra.
A iniciativa, que conta com um programa que também comporta um concurso e intervenções de Osvaldo de Sousa e Carlos Laranjeira, é organizada por um grupo de estudantes daquela escola.
Em breve daremos mais informações.
Segundo informação dos estudantes organizadores, a exibição destina-se ao público interno. Interessados que sejam estranhos à escola mas queiram fazer uma visita, terão de solicitar previamente autorização.
Desconhecemos quanto tempo significa o advérbio "previamente", pelo que nos parece que basta aparecer cinco minutos antes na portaria e pedir "faça avor de me autorizar a visitar a exposição da FecoPortugal".

Polvo deFeca

Eduardo Esteves, autor da imagem gráfica da FecoPortugal (chama-se agora logo...) acaba de propor uma nova versão da identificação da Associação de Cartoonistas.
Buraco da Fechadura tem dúvidas que valha a pena implementar (implermentar! enh?...) esta nova imagem, porque a sinistra personagem ciclostómica tem andado a dar tantos tiros nos pés (não admira! tem oito!...), que provavelmente entrará brevemente na prateleira (dourada...) da vida política.

Para o Carlos Amor, verde branco só fresquinho!


Buraco da Fechadura tem um preconceito contra Futebol. Por isso retarda tanto a publicação de abnegadas colaborações de tema desportivo! (Não é por maldade, é por falta de motivação para o tema, a que também se pode chamar desleixo).
O Carlos Amor, que de vez em quado tem um rebate de consciência e cede ao remorso de estar graficamente inactivo, desenferruja a ferramenta (esta frase saíu-me um bocado infeliz) desenferruja os aparos e vai-se acima das canetas. Em sentido figurado, entenda-se! que a ferramenta dele é uma Cintiq da Wacom! papel, nem pensar!
E então, só para embirrar com os verdes, decidiu dar um "bom conselho" aos benfiquistas: uma vez que não conseguem vencer o Sporting de Braga, "vençam" o outro Sporting que está ali mais à mão, é só atravessar a 2ª circular...
Mas o que vocês não sabem - e aqui regressamos ao primeiro parágrafo - é que este desenho foi enviado ao Buraco da Fechadura ANTES da jogatana dos 4-1!
Com o Carlos Amor, prognóstico só antes do jogo!
Abraço e manda mais desenhos.

sábado, fevereiro 06, 2010

Buraco da Fechadura não agradece a referência, porque não a pediu e de bom grado a dispensava.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

domingo, janeiro 31, 2010

Em Dezembro passado, Pedro Palma inaugurava uma retrospectiva da sua obra caricatural no Museu da Imprensa.
Foto: revista Lux

Há pouco mais de uma dezena de anos, Pedro Palma era um dos caricaturistas portugueses que mais publicava em Portugal. Vendia, aliás, os seus cartoons políticos para a generalidade dos jornais nacionais, sem ter contrato de exclusividade com nenhum deles E expunha caricaturas.

Hoje, expõe os orgasmos da sua companheira, Clara Pinto Correia.

Complicada, a vida de caricaturista!!!