quarta-feira, dezembro 24, 2008

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Tenhamos um bom 2009...
...se formos capazes!...
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Muriel Frega (Argentina)


Roberto Roriz (Argentina)


Osvaldo de Sousa (Portugal)


José Sarmento (Portugal)

Tomy (Cuba) - 2

Indígoras (Espanha)

Omar Perez (Argentina)
Zé Oliveira (Portugal)
FSantos (Portugal)

Nando (Argentina)


Carlos Laranjeira (Portugal)

José Orcajo (Espanha)

Tomy (Cuba)



Artur (Portugal)





Rodrigo de Matos (Portugal)


Xaquin Marin (Espanha)
Turcios (Colômbia)
Paulo Fernandes (Portugal)
Ortuño (Espanha)


Marçal Abella (Espanha)


Álvaro Santos (Portugal)
Marisa Babiano (Espanha)
Bruno Taveira (Portugal
Bonil (Equador)


Carlos Rico (Portugal)
Ché (Espanha)
Cíntia Bolio (México)
Dâmaso Afonso (Portugal)

Daniel Aparici (Espanha) David Vela (Espanha)Elena Ospina -1 (Colômbia)

Elena Ospina - 2 (Colômbia)
Enrique (Espanha)
KAP (Espanha)
Malagón (Espanha)
El valor de lo que tiras
(O valor do que lanças fora)
Texto e desenho de José Maria Varona "Ché"

Nota: Por escassez de tempo (e para não atrasar ainda mais a publicação) publica-se esta crónica de Ché sem tradução. Pedido d desculpa ao autor e aos leitores.



En los últimos tiempos la humanidad ha mostrado su preocupación por todo aquello que está relacionado con el medio ambiente, y en particular, con el reciclado de las basuras que de forma inmisericorde caen a diario sobre tierra y mar contaminándolas. La basura puede ser una maldición, pero a partir de un momento una bendición, si al final, llega a convertirse en la materia prima de la que se aproveche todo. La Universidad de Alcalá viene siendo sensible a los problemas que afligen a nuestro planeta, de ahí, y tal como viene ocurriendo desde hace 15 años, que convocara a los profesionales del mundo para que participaran con sus dibujos en la XV Muestra Internacional de Humor Gráfico -inaugurada en fecha reciente- que este año ha estado dedicada al tema del aprovechamiento y destino de todo aquello que el género humano desecha cada día, bajo el título, “El valor de lo que tiras”.

Para la Muestra se recibieron más de 500 obras confeccionadas por artistas de 45 países –algunos tan alejados de nuestras fronteras como son Australñia, India, Azerbaiyan, China, Indonesia, Irán o Canadá-, de las cuales fueron seleccionadas 159 (la mayor parte procedentes de los países Iberoamericanos), que todavía podrán ser contempladas en la Capilla de Caracciolos de dicha población, hasta el 30 de noviembre actual.

De España fueron elegidos 44 dibujos de distintos autores entre los se encuentran Almarza, Marisa Babiano, Angelines, Postigo, Toni Batllori, Ubaldo, Kap, Del Olmo, Fandiño, Forges, Gallego y Rey, José Julio, David, Madrigal, Ricardo y Nacho, Menta, Mingote, Ozeluí, Idígoras y Pachi, Krahn, Romeu, Zulet Quique, Edu, Enrique, Malagón, Harca y Che entre otros. De fuera de nuestro país citamos a Ares, Miriam, Vane, Nando, Kappel, Caloi, Santiago, Omar, Percy, Palomo, Cakmak, Nani, Turcios, Elena, Oki, De la Nuez, Miriam, Lloyy, Martirena, Carreño, Bonil, Vilma, Biz, Banegas, Isca, Rius, Cintia Bolio, Trizas, Garci, Rruizte, Pedro Sol, Iracheta, Goiriz, Ze Oliveira, Varela, Yépez, Ms. Orzuj, Regulo, Rayma y muchos otros.

La Muestra fue inaugurada el 4 de noviembre actual, contando con la presencia del rector de la Universidad Virgilio Zapatero, Arsenio Lope Huerta Director General de la Fundación, Juan García Cerrada Director del Departamento de Humor Gráfico y la señora Pilar Urricoechea responsable de la Obra Social de Caja Duero (todos de Alcalá); también dirigió unas palabras a los allí presentes José Antonio Garci Nieto de México

Al amparo de la Muestra, tuvo lugar un Congreso –que contó con especialistas como Ana Sánchez de Costa Rica, Agustín Sánchez González de México y Jorge Montealegre de Chile- en el que los profesionales del humor gráfico venidos de diversas partes del mundo, debatieron sobre temas varios y en especial sobre los Objetivos del Milenio marcados por la Naciones Unidas en el año 2000, que contó con la aportación de un libro y un DVD, en español e inglés, titulado Humoristas por los Objetivos del Milenio en el que los dibujantes Mingote, Forges, Toni Batllori, Alfredo, Chico, Garaycochea, Helio Flores, Idígoras y Pachi, Antonio, Máximo, Loredano, Palomo, Pedro Sol y Turcios presentan un chiste y las razones para involucrarse en la consecución de los citados objetivos. La existencia del Congreso fue aprovechado también (con la presencia de sus autores) para la presentación de los libros Historia del Humor Gráfico en Costa Rica, Puerto Rico, Chile y Paraguay. De igual manera se celebraron mesas redondas, talleres en centros docentes y penitenciarios, exposiciones, encuentros de autores y la puesta en escenas de actividades al aire libre, entre las que se encontraban la fiesta de la caricatura asistida por especialistas del género de dentro y fuera de España.


José María Varona “Che”

Noviembre 2008
Triste Natal para Zé Povinho

A Fábrica de Faianças Artísticas Bordallo Pinheiro, que existe nas Caldas da Rainha desde 1884, atravessa dias negros.

Não sendo a primeira dificuldade preocupante da sua existência (as primeiras crises são contemporâneas do próprio Raphael Bordallo Pinheiro), afigura-se uma das mais graves. Em comunicado aos 170 funcionários, enitido na passada Sexta-feira, a administração sugere-lhes que peçam por sua própria iniciativa a suspensão dos respectivos contratos.

A administração planeia reduzír drasticamente a actividade já a partir de 2 de Janeiro, com a justificação de que não tem encomendas para 2009, estando já em causa a capacidade de pagamento dos salários do próximo mês de Janeiro.

Do vasto patrimónuio da empresa fazem parte instalações fabris, lojas no parque industrial e no centro da cidade das Caldas da Rainha, a que se soma um restaurante e um museu.



Na foto acima Bordallo Pinheiro na varanda do challet que lhe servia de residência no parque da Fábrica de Faianças



Conjunto decorativo no parque da Fábrica

Raphael Bordallo Pinheiro no seu atelier da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, criando a "Jarra Cunha Vasco"


Quanto vale a nossa mamória?

Se é certo que a insuperável importância de Zé Povinho (a obra máxima da Caricatura Portuguesa) se deve à sua existência gráfica, nos sucessivos jornais de Bordallo, a vedade é que a sua popularização junto de camadas da sociedade pouco habituadas à leitura de jornais (afinal aquelas que o Zé melhor incorpora) se fica a dever às figurinhas de cerâmica onde o ícone português passou a conhecer as três dimensões da vida. Aliás acompanhado de vasta galeria de estatuetas, a que se soma uma enormidade de faianças de cunho hiper-realista que nos revelou outro Bordallo.

Por tudo isto, é impensável acreditar que a Fábrica de Faiaças Artísticas Bordallo Pinheiro possa encerrar. O peso do nome que ostenta, somado à sua históica laboração contínua durante 124 anos e ao facto de a sua localização ser previligiadamente propícia para se inserir numa redinamização do Turismo do Oeste que urge concretizar, são factores determinantes. Aliás, tenhamos em conta que uma não pequena parcela das carectérísticas acolhedores da cidade das Caldas da Rainha se deve a esta unidade fabril; incluindo algumas das características da decoração arquitectónica da urbe.

Fábrica Bordallo Pinheiro e Hospital Termal são dois expoentes iconográficos caldenses, afinal ambos a passar por tempos de apagamento.


Imagem a cores: "Zé Povinho 1975" - José-Augusto França (Livraria Bertrand)

Imagens a Preto e branco: "Faianças de Rafael BordaloPinheiro (Palácio Galveias, 1985)

Informação joralística: Região de Leiria (24 de Dezembro de 2008)

terça-feira, outubro 28, 2008

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Feco distingue Osvaldo de Sousa
com diploma de Sócio Honorário
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A FecoPortugal aproveitou a circunstância de ter três elementos dos seus corpos sociais presentes em Granada, para entregar a Osvaldo de Sousa o primeiro Diploma de Sócio Honrário. A pedido do presidente da Direcção da Feco (coordenador de Buraco da Fechadura, à esquerda nao foto), procedeu à entrega Manuel Freire, presidente da direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.
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Manuel Freire (ao centro) acabava de entregar o diploma de Sócio Honorário a Osvaldo

Osvaldo de Sousa, que acabava de apresentar uma conferência acerca do exílio de Leal da Câmara em Madrid, foi apanhado de surpresa e não escondeu a sua satisfação. A cerimónia, algo agitada por inusitados contratempos ideossincráticos de organização, decorreu em instalações da Universidade de Granada.
A conferência de Osvaldo de Sousa foi antecedida por um recital de Manuel Freire, cujas canções e poemas encantaram iequivocamente a plateia de cartoonistas.
A foto é de
http://humorgrafe.blogspot.com/, onde pode ser lido muito mais material acerca do tema.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Quem o diz é El Ideal, um dos maiores diários granadinos
Portugal toma Granada
Amanhã, Sexta, uma delegação portuguesa participará na inauguração do 2º Festival de Humor de Granada.
As funções iniciam ao princíio da noite com a abertura de uma exposição de cartoons dos colaboradores da página humorística "El Viernes!" que sai (à Sexta!) exactamente em El Ideal.

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Na manhã do dia seguinte, Sábado, inaugura-se uma exposição internacional de cartoons, na qual participam dois autores de Leiria e um de Lisboa. O tema é "A Semana Santa", opção justificada pelo facto de esse tema ser um dos cartazes turístico/religiosos mais emblemáticos daquela cidade andaluz.


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Com o desenho apresentado nessa exposição, Zé Oliveira aborda cautelosamente o tema da "guerra das caricaturas", na qual se "crucificaram" cartoonistas. Partiu do princípio de que Granada é uma terra de encontro de civilizações (de um lado, a maravilhosa Alhamba a atestar domínios árabes; de outro, a imponente Catedral de Granada a dar o contraponto cristão. E tomou como referências, dois trabalhos de artistas castelhanos, cujos trabalhos misturou e reinterpretou: Dali e San Juan de la Cruz (este último também interpretado por Dali para a elaboração do seu mais conhecido cristo.


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Também figuras da procissão da Semana Santa, são as personagens parodiadas por Rodrigo, do Expresso on line, e Teixeira, um cartoonista leiriense que tem repartido o seu talento por alguns periódicos portugueses e outros tantos do Canadá, onde tem residido por períodos.

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Festival de Teatro vai de 24 de Outubro a 29 de Novembro
Cartaz do Acaso é "BD" de Alex Gaspar Vários tópicos posíveis para uma crónica:
- "Em Leiria, Teatro é por Acaso". (Este não serve; o Teatro, em Leiria, não e esgota no Acaso).
- "Alex Gaspar desenha uma história de BD por Acaso". (Também não é uma ideia lá grande coisa. É verdade que o talento de Alex para a BD é um diamante guardado no cofre-forte, raramente visível à luz do sol. Por acaso arrisco dizer que a história ideal para Alex Gaspar desenhar seria a do regresso de D. Sebastião. E quem sabe... um dia destes, que vão ser de nevoeiro não tarda, mal a gente acorda sem ser capaz de ver um nariz à frente de um palmo, aparece-nos à frente do nariz um album com a história do regresso de D. Sebastião. Chegou já em pleno séc. XXI, vindo de Marrocos e depois de ter andado este tempo todo perdido lá pelas dunas. Porque uma coisa é certa: um dia, D. Sebastião regressará! Numa manhã de nevoeiro! A cavalo! Com o nariz vermelho por causa do frio! (Como é que ele vai atravessar o Mediterrâneo a cavalo não sei, mas também não estou agora para me preocupar com isso. Não sou pessoa para meter o nariz na vida das pessoas). E regressará nas páginas de um album de BD que o Alex há-de desenhar. E a editora há-de apresentar, quando estiver nevoeiro e for manhã.

Até lá, vamo-nos contentando com as produções avulso do Alex Gaspar. Como é o caso deste belo cartaz que nos retrata o orfeão velho de Leiria, a casa do Nariz - Teatro de Grupo que, como se vê na ilustração anexa, é uma verdadeira história de BD!

Chegado a esta altura do texto, bem poderia começar a teorizar acerca das afinidades entre o Teatro e as histórias de Banda Desenhada, que também são teatro. E então aí, sim! teria um excelente tópico para desbobinar. Mas não estou para isso, porque amanhã tenho de me levantar cedo.

Mas ainda acrescento: tomem nota das datas do XIII Acaso, que vão desde 24 de Outubro até 29 de Novembro!

Ah! é verdade: para apliar o cartaz do Alex, basta clicar ali em cima sobre a imagem.

Z.O.

sexta-feira, outubro 17, 2008

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Nos 40 anos de Melaíto
Concurso internacional

O jornal humorístico Melaíto e a Unión de Escritores y Artistas de Cuba promovem o VIII Salón de Humorismo «Santa Clara 2008», pela primeira vez com carácter internacional, assinalando deste modo os 40 anos de existência de Melaíto.

Tema livre e erótico
Os interessados podem participar com Tema Livre ou Erotismo.
As dimensões dos trabalhos, em qualquer técnica e suporte, não podem exceder 25 x 35 cm.

Até 30 de Novembro
Os trabalhos criados em três dimensões não podem exceder 50 cm em qualquer dos seus lados.
Data limite para recepção dos trabalhos: 30 de Novembro de 2008.
Enviar para:
Casa de la UNEAC
Máximo Gómez no. 107

entre Julio Jover y Martí, Santa Clara,
Villa Clara,
Cuba.

Os participantes estrangeiros e cubanos residentes no estrangeiro podem enviar os trabalhos via e-mail, com resolução de 300 DPI, para 40melaito@gmail.com


Os prémios:
Serão atribuídos 3 prémios por cada categoria e as menções que o jurado julgue pertinentes.
1º prémio: 2 000 moeda nacional e diploma
2º prémio: 1 300 moeda nacional e diploma
3º prémio: 800 moeda nacional e diploma

O júri será constituído por prestigiados caricaturistas do país, e a sua decisão será inapelável.

Arte com arte se paga

Os estrangeiros que forem premiados recebem uma obra em tela do multipremiado pintor Juan Ramón Valdés (YIKI) de Vila Clara e um diploma.

Obra representativa de Juan Ramón Valdés (Yiki), óleo sobre tela, que será entregue como prémio

Denunciando injustas condenações

De 18 a 20 de Dezembro decorre um encontro entre os mais destacados desenhadores do país e será pintado um mural colectivo subordinado ao tema "contra o terrorismo", dedicado ao caricaturista Gerardo Hernández Nordelo e seus companheiros que cumprem injustas condenações nos Estados Unidos.

A inauguração da exposição será a 20 de Dezembro de 2008 às 15h00 na sede da UNEAC em Villa Clara. Neste dia, a equipa de Melaíto e a Unión de Escritores y Artistas homenageiam um grupo de fundadores e, especialmente, o caricaturista cubano de larga trajectoria René de la Nuez, Prémio Nacional de las Artes Plásticas, que desempenhou um papel decisivo nos inícios desta publicação.

Para pedir esclarecimentos:
40melaito@gmail.com

quinta-feira, outubro 16, 2008

Gogue na TVGalícia
Para ver e ouvir, clicar no link abaixo.
Depois de entrar na página, pode ver um clip. É apenas a apresentação da entrevista que virá na pág. 3
A seguir, desça até ao fundo da página onde viu o clip e clique na pág. 3

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Quando estiver na pág. 3, clique sobre a caricatura de John Lenon.

Comecemos pelo clip:
http://agalega.info/videos/?orixe=0&emi=4524&data=2008-10-16&hora=12:30:56&canle=tvg1

segunda-feira, outubro 13, 2008

Hoje, no Farelo
Xaquin Marin, por Zé Oliveira Para ampliar, clicar na imagem

Com esta caricatura de Xaquin Marin, que publico n' O Farelo de hoje, presto a minha homenagem fraterna ao mestre, fundador do Museu de Fene (A Corunha), único museu da Caricatura da Península Ibérica., cuja direcção abandonou recentemente.
O Farelo é um suplemento satírico do jornal galego A Peneira.
Zé Oliveira
Feco na Rádio

No dia 10, fui entrevistado (via telefone e gravação) pelo Rádio Clube Português, estúdios de Leiria, para falar da criação da Feco. Uma montagem com excertos pode ser ouvida em pod cast no site do Rádio Clube Português. Clicando aqui: http://radioclube.clix.pt/player/frame_player_7.asp?speed=1&sound_id=8983
A montagem originou cortes que deixam frases mal concluídas, especialmente a última. Mas o essencial está lá.

Também pode ser lida em texto no mesmo site.
Aponta erradamente a criação da Feco para o início do próximo ano, quando afinal já está criada. O que se disse foi que num dos primeiros meses de 2009 será lançada em iniciativa mediática.

A notícia é ilustrada com um desenho do Paulo Fernandes. Embora não seja aquele o logotipo eleito para identificação da FecoPortugal, funciona bem como ilustração. Foi obtida provavelmente neste blog da Feco. Segue o link: http://radioclube.clix.pt/programacao/radios_locais/body.aspx?id=13339

Nova entrevista hoje
A partirn das 13h00 de hoje, fui de novo entrevistado mas desta vez em directo, a partir dos estúdios de Leiria.

O tema foi de novo a criação da Feco, mas desta vez numa conversa de cerca de 40 minutos, eficazmente conduzida por Rui Quiaios.

Foi interessante regressar à antena onde, no tempo das rádios piratas, realizei e apresentei algumas centenas de horas de programação.



Criação da Feco na imprensa

Tanto no Região de Leiria como no Jornal de Leiria, a divulgação da criação da Feco foi enfatizada em torno da minha pessoa.
Eu preferia um enfoque mais apontada para o colectivo, embora perceba as motivações dos jornalistas, cuja opção importa respeitar.
(O Jornal de Leiria faz menção a uma foto que não publica. Foi gralha. A caricatura em fundo cor de rosa é assinada por Bonil, de Equador; a outra é auto-caricatura).

Para ler os recortes, clicar sobre as respectivas imagens

Zé Oliveira





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O mais velho caricaturista do mundo

Faleceu aos 108 anos.

Boris Iefimov, o mais velho cartoonista do mundo, faleceu recentemente com 108 anos de idade. Nascera a 28 de Setembro de 1900, em Kiev, capital da Ucrânia, filho de um sapateiro judeu.

O seu primeiro cartoon foi publicado em 1916. Estudou Direito em Kiev e trabalhou como jornalista, actividade que trocou pela de caricaturista em 1919.

Mudou-se para Moscovo, onde fez carreira em vários jornais, como o Izvestia.

Numa entrevista à Reuters em 1998, declarou ter feito coisas contra a sua vontade, caso contrário teria sido morto. O seu irmão, Mikhail Koltsov, foi executado por ordem de Estaline.

O Caricaturista de Estaline


Conhecido como "o caricaturista de Estaline", Iefimov tornou-se famoso ao criar propagandas e colaborado para a agitação política russa. Criticou, através de caricaturas, Adolf Hitler e o nazismo. Fez desenhos sobre o capitalismo dos EUA durante a Guerra Fria.Um dos seus desenhos mais famosos é uma caricatura de Hitler, representado com um ar transtornado.

Na lista da forca


Segundo afirmou Iefimov, Hitler teria incluído o seu nome numa lista de figuras soviéticas que seriam enforcadas, quando Moscovo fosse tomada.A sua obra satírica deixou-nos o registo da história da União Soviética desde 1918 até à Perestroika de Gorbashov. Há pouco tempo, Iefimov relatou um episódio de 1947, quando Estaline lhe ordenou que desenhasse o general norte-americano Eisenhower a reclamar o Pólo Norte como propriedade dos EUA.

Recentemente ainda produzia desenhos de humor e estava a escrever as memórias.

Cumpriu um sonho aos 107 anos
Aos 107 anos de idade, viu cumprir-se-lhe um sonho: uma exposição da sua obra em Moscovo.

Publicou o seu primeiro livro em 1924, com um prefácio de Lev Trotsky; pretendeu incluir nele uma caricatura de Estaline, mas, este não lhe deu autorização. "Obviamente, nunca mais a pude mostrar", conta.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Inauguração amanhã, 11 de Outubro

Os Ridículos
Desenho Humorístico
e censura (1933-1945)

É já pelas 16h de amanhã, Sábado, que se inaugura na Bedeteca de Lisboa (Olivais, com transporte Carris: 708, 759 e Metro: Olivais) um conjunto muito significativo de primeiras páginas do jornal Os Ridículos, bissemanário humorístico, acompanhadas das respectivas provas enviadas para e recebidas dos serviços de censura do Estado Novo (a célebre «Comissão de Censura», e o seu famoso carimbo «VISADO Pela Comissão de Censura», em duas linhas). Nesta mostra, inédita, d’ Os Ridículos, a gargalhada, no mínimo, irrompe dobrada em face deste confronto de traços: o do mestre desenhador e o do censor zeloso, perante uma linguagem gráfica insinuativa.


Desenho de Alonso, cortado pela censura


A exposição será organizada em três núcleos temáticos (política nacional, política internacional e Lisboa), e conta com desenhos e caricaturas da autoria de Alonso, Stuart, Colaço, Natalino, Silva Monteiro, Américo e Pargana. Através dos cortes às versões iniciais propostas pelos ilustradores, e da comparação com as páginas finais, é possível descortinar os resultados do controlo do Estado sobre o discurso humorístico e gráfico veiculado por este jornal, por outras palavras, sobre a liberdade de expressão, aqui essencialmente plástica – razões de sobra para não perder esta exposição.

É comissariada por Álvaro Costa de Matos (Hemeroteca Municipal de Lisboa) e Pedro Bebiano Braga (Museu Rafael Bordalo Pinheiro).

Aberta até 31 de Dezembro
A exposição manter-se-á em exibição na Bedeteca até 31 de Dezembro.

O material exposto faz parte da colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa e constitui uma fonte da maior importância patrimonial e histórica, que nunca foi objecto de um estudo sistemático. São documentos bem reveladores dos objectivos e especificidades da censura sobre a imprensa, neste caso, sobre um jornal humorístico, bem como das estratégias e respostas dos jornais, muitas delas subtis, para contornar a acção do famoso lápis azul. Com esta exposição e toda a programação subsequente, as duas bibliotecas pretendem precisamente despertar o interesse dos seus públicos e do público em geral para este espólio, e promover a sua primeira abordagem. Além da disponibilização de conteúdos digitais, no sítio das BLX e da Hemeroteca Municipal, está prevista a realização de visitas guiadas, ateliers e um debate.

Ridículos desde 1895
Refira-se que Os Ridículos começaram a publicar-se em Lisboa em 1895, por iniciativa e sob a direcção de José Maria da Cruz Moreira, o “Caracoles”. Dois anos mais tarde, em Setembro de 1897, a direcção é assumida por “Auto-Nito”, outro humorista muito popular na época. Apesar do entusiasmo inicial, a suspensão foi inevitável devido à forte concorrência entre os jornais humorísticos e ao elevado analfabetismo existente no país. Oito anos depois, em 1905, “Caracoles” pega novamente no jornal e, juntamente com “Esculápio” (Eduardo Fernandes), reedita Os Ridículos, aproveitando agora a oportunidade que lhes oferecia a efervescência política que precedeu a implantação da República. A partir de 1906, já sem a colaboração de Eduardo Fernandes, o jornal conhece então uma fase de franco desenvolvimento, enveredando pela crítica política e pela sátira aos acontecimentos dominantes da época; os seus jocosos comentários granjearam-lhe uma popularidade e uma notoriedade que se manteriam praticamente até ao fim do jornal, em 1984. Entre os seus colaboradores destacam-se Alonso (Santos Silva), Colaço, Silva Monteiro, José Pargana, Stuart de Carvalhais e Natalino Malquiades, no desenho humorístico e na caricatura política, enquanto os textos eram assegurados por Gamalhães (Xavier de Magalhães), Sousa Pinto, Aníbal Nazaré, Nelson de Barros, Borges de Antão, Casimiro Godinho, entre outros. A par do Sempre Fixe foi, sem dúvida, um dos mais importantes e mais duradoiros jornais humorísticos publicados em Portugal no século XX.

Programa
►Visitas guiadas à exposição, para diferentes públicos (escolar, universitário, jovens, adultos e idosos)
►Ateliers, após visitas guiadas, sobre a temática do desenho humorístico, da caricatura política e da censura
►Debate Jornalismo Gráfico e Censura no Estado Novo, com historiadores, ilustradores e jornalistas, no dia 8 de Novembro (Auditório da Bedeteca de Lisboa)
►Conteúdos Digitais sobre o tema, em:
Fora de Portas (sítio da rede municipal de bibliotecas de Lisboa) – Exposição Digital (http://blx.cm-lisboa.pt/)
Hemeroteca Digital (sítio da Hemeroteca Municipal de Lisboa) – Conteúdos Informativos (
http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/)

Horários
Horário: 10h-19h, de 2ª a 6ª ou de 3ª a Sábado.
Em Outubro encerra nas Segundas-Feiras de 6 e 20, e Sábados de 4 e 18.

Em Novembro encerra nas Segundas-Feiras de 3 e 17, e Sábados de 1, 15 e 29.
Em Dezembro encerra nas Segundas-Feiras de 1, 15 e 29, e Sábados de 13 e 27

quarta-feira, outubro 08, 2008

FecoPortugal no Diário de Leiria de hoje Para ampliar, clicar na imagem