Tenhamos um bom 2009...
...se formos capazes!...





Não sendo a primeira dificuldade preocupante da sua existência (as primeiras crises são contemporâneas do próprio Raphael Bordallo Pinheiro), afigura-se uma das mais graves. Em comunicado aos 170 funcionários, enitido na passada Sexta-feira, a administração sugere-lhes que peçam por sua própria iniciativa a suspensão dos respectivos contratos.
Conjunto decorativo no parque da Fábrica

Raphael Bordallo Pinheiro no seu atelier da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, criando a "Jarra Cunha Vasco"
Se é certo que a insuperável importância de Zé Povinho (a obra máxima da Caricatura Portuguesa) se deve à sua existência gráfica, nos sucessivos jornais de Bordallo, a vedade é que a sua popularização junto de camadas da sociedade pouco habituadas à leitura de jornais (afinal aquelas que o Zé melhor incorpora) se fica a dever às figurinhas de cerâmica onde o ícone português passou a conhecer as três dimensões da vida. Aliás acompanhado de vasta galeria de estatuetas, a que se soma uma enormidade de faianças de cunho hiper-realista que nos revelou outro Bordallo.
Imagem a cores: "Zé Povinho 1975" - José-Augusto França (Livraria Bertrand)
Imagens a Preto e branco: "Faianças de Rafael BordaloPinheiro (Palácio Galveias, 1985)
Manuel Freire (ao centro) acabava de entregar o diploma de Sócio Honorário a Osvaldo

Para ampliar, clicar na imagem
Para ampliar, clicar na imagemOs participantes estrangeiros e cubanos residentes no estrangeiro podem enviar os trabalhos via e-mail, com resolução de 300 DPI, para 40melaito@gmail.com
Os prémios:
Serão atribuídos 3 prémios por cada categoria e as menções que o jurado julgue pertinentes.
1º prémio: 2 000 moeda nacional e diploma
2º prémio: 1 300 moeda nacional e diploma
3º prémio: 800 moeda nacional e diploma
O júri será constituído por prestigiados caricaturistas do país, e a sua decisão será inapelável.
Arte com arte se paga
Os estrangeiros que forem premiados recebem uma obra em tela do multipremiado pintor Juan Ramón Valdés (YIKI) de Vila Clara e um diploma.
Obra representativa de Juan Ramón Valdés (Yiki), óleo sobre tela, que será entregue como prémio
De 18 a 20 de Dezembro decorre um encontro entre os mais destacados desenhadores do país e será pintado um mural colectivo subordinado ao tema "contra o terrorismo", dedicado ao caricaturista Gerardo Hernández Nordelo e seus companheiros que cumprem injustas condenações nos Estados Unidos.
A inauguração da exposição será a 20 de Dezembro de 2008 às 15h00 na sede da UNEAC em Villa Clara. Neste dia, a equipa de Melaíto e a Unión de Escritores y Artistas homenageiam um grupo de fundadores e, especialmente, o caricaturista cubano de larga trajectoria René de la Nuez, Prémio Nacional de las Artes Plásticas, que desempenhou um papel decisivo nos inícios desta publicação.
Para pedir esclarecimentos:
40melaito@gmail.com
Quando estiver na pág. 3, clique sobre a caricatura de John Lenon.
Comecemos pelo clip:
http://agalega.info/videos/?orixe=0&emi=4524&data=2008-10-16&hora=12:30:56&canle=tvg1
Para ampliar, clicar na imagem
O seu primeiro cartoon foi publicado em 1916. Estudou Direito em Kiev e trabalhou como jornalista, actividade que trocou pela de caricaturista em 1919.
Aos 107 anos de idade, viu cumprir-se-lhe um sonho: uma exposição da sua obra em Moscovo.
Desenho de Alonso, cortado pela censura
A exposição será organizada em três núcleos temáticos (política nacional, política internacional e Lisboa), e conta com desenhos e caricaturas da autoria de Alonso, Stuart, Colaço, Natalino, Silva Monteiro, Américo e Pargana. Através dos cortes às versões iniciais propostas pelos ilustradores, e da comparação com as páginas finais, é possível descortinar os resultados do controlo do Estado sobre o discurso humorístico e gráfico veiculado por este jornal, por outras palavras, sobre a liberdade de expressão, aqui essencialmente plástica – razões de sobra para não perder esta exposição.
É comissariada por Álvaro Costa de Matos (Hemeroteca Municipal de Lisboa) e Pedro Bebiano Braga (Museu Rafael Bordalo Pinheiro).
Aberta até 31 de Dezembro
A exposição manter-se-á em exibição na Bedeteca até 31 de Dezembro.
O material exposto faz parte da colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa e constitui uma fonte da maior importância patrimonial e histórica, que nunca foi objecto de um estudo sistemático. São documentos bem reveladores dos objectivos e especificidades da censura sobre a imprensa, neste caso, sobre um jornal humorístico, bem como das estratégias e respostas dos jornais, muitas delas subtis, para contornar a acção do famoso lápis azul. Com esta exposição e toda a programação subsequente, as duas bibliotecas pretendem precisamente despertar o interesse dos seus públicos e do público em geral para este espólio, e promover a sua primeira abordagem. Além da disponibilização de conteúdos digitais, no sítio das BLX e da Hemeroteca Municipal, está prevista a realização de visitas guiadas, ateliers e um debate.
Ridículos desde 1895
Refira-se que Os Ridículos começaram a publicar-se em Lisboa em 1895, por iniciativa e sob a direcção de José Maria da Cruz Moreira, o “Caracoles”. Dois anos mais tarde, em Setembro de 1897, a direcção é assumida por “Auto-Nito”, outro humorista muito popular na época. Apesar do entusiasmo inicial, a suspensão foi inevitável devido à forte concorrência entre os jornais humorísticos e ao elevado analfabetismo existente no país. Oito anos depois, em 1905, “Caracoles” pega novamente no jornal e, juntamente com “Esculápio” (Eduardo Fernandes), reedita Os Ridículos, aproveitando agora a oportunidade que lhes oferecia a efervescência política que precedeu a implantação da República. A partir de 1906, já sem a colaboração de Eduardo Fernandes, o jornal conhece então uma fase de franco desenvolvimento, enveredando pela crítica política e pela sátira aos acontecimentos dominantes da época; os seus jocosos comentários granjearam-lhe uma popularidade e uma notoriedade que se manteriam praticamente até ao fim do jornal, em 1984. Entre os seus colaboradores destacam-se Alonso (Santos Silva), Colaço, Silva Monteiro, José Pargana, Stuart de Carvalhais e Natalino Malquiades, no desenho humorístico e na caricatura política, enquanto os textos eram assegurados por Gamalhães (Xavier de Magalhães), Sousa Pinto, Aníbal Nazaré, Nelson de Barros, Borges de Antão, Casimiro Godinho, entre outros. A par do Sempre Fixe foi, sem dúvida, um dos mais importantes e mais duradoiros jornais humorísticos publicados em Portugal no século XX.
Programa
►Visitas guiadas à exposição, para diferentes públicos (escolar, universitário, jovens, adultos e idosos)
►Ateliers, após visitas guiadas, sobre a temática do desenho humorístico, da caricatura política e da censura
►Debate Jornalismo Gráfico e Censura no Estado Novo, com historiadores, ilustradores e jornalistas, no dia 8 de Novembro (Auditório da Bedeteca de Lisboa)
►Conteúdos Digitais sobre o tema, em:
Fora de Portas (sítio da rede municipal de bibliotecas de Lisboa) – Exposição Digital (
Horários
Horário: 10h-19h, de 2ª a 6ª ou de 3ª a Sábado.
Em Outubro encerra nas Segundas-Feiras de 6 e 20, e Sábados de 4 e 18.
Em Novembro encerra nas Segundas-Feiras de 3 e 17, e Sábados de 1, 15 e 29.
Em Dezembro encerra nas Segundas-Feiras de 1, 15 e 29, e Sábados de 13 e 27
Banegas, habitual colaborador de Buraco da Fechadura, vai entrar na corrida para as eleições das Honduras.

A exposição é concretizada com acervo da Hemeroteca Municipal de Lisboa e recorda-nos o talento de autores como Alonso, Stuart Carvalhais, Jorge Colaço, Natalino, Silva Monteiro, Emérico Nunes e Pargana.
...e agora não me incomodem. Estou a ver o programa diário do Banegas das sete às oito em www.telered21.com