sábado, agosto 16, 2008
A meio da tarde de hoje, embora fossem diminutas as espreitadelas portuguesas aqui ao Buraco, havia visitas de Espanha, França, Estados Unidos e - pasmem! - Arábia Saudita, Coreia, Índia e China.
Da China, devem ter sido os Selviços Secletos a investigar se havia por aqui alguma piada de mau gosto acerca do caraok musical de abertura, do fogo de artifictício também de abertura, ou mesmo acerca daquele bacalhau sueco que foi ao pódio para cuspir na sopa (leia-se mandar a medalha para as urtigas).
Os da Arábia Saudita, Coreia e Índia... devem ter vindo ver os bonecos! E fizeram muito bem!
sexta-feira, agosto 15, 2008
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Tertúlia BD de Lisboa
Diplomado pelo Geraldes Lino
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Calhou-me a mim, na primeira Terça de Agosto, a homenagem que o Geraldes Lino presta mensalmente, no Parque Mayer, a um autor de Banda Desenhada.
Se é certo que não considero que o trabalho que desenvolvo no mundo gráfico seja essencialmente de BD, reconheço que com alguma frequência recorro à narrativa sequencial para elaborar um cartoon. Isto é: não raro, os meus cartoons são curtas histórias contadas em duas vinhetas ou mais, por vezes meia dúzia. E por aí me tenho ficado.
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Foi meu companheiro de viagem, desde Leiria, o excelente cartoonista Mário Teixeira, que em plena tertúlia lançou um "Comic Jam" - uma história de BD criada colectivamente sob total improviso - que me tinha a mim como desgraçado protagonista, tendo-lhe cabido a ele o arranque da prancha e a mim o encerramento. Desenhei o The end como pude (mal e porcamente), com o constrangimento de estar a jogar em causa própria e de me ver cheio de vontade de meter rodas ao cominho do regresso. Porque a minha capital de Portugal é Leiria.Uma BD qualquer dia ou nunca
Numa perspectiva de que estas tertúlias podem extravasar para além do universo de cultores e servir também para angariação de novos entusiastas ou remoçamento de entusiasmos adormecidos, convidei dois companheiros que tive na guerra colonial: o Fernando Hipólito e o Abílio Henriques. Foram ambos interlocutores incansáveis com o Zé Manel, cujos desenhos no Jornal do Exército muito lhes suavizaram os longos dias do leste de Angola. Lembro-me de, há 40 anos, o Fernando Hipólito me confessar a sua grande admiração para com o virtuosismo do traço e do humor de Zé Manel. Admiração que eu partilhava e mantenho.
Aqui está o diplomante (de bigode) e o diplomado (de cabelo no ar)
Dá cá Diploma, toma lá Caricatura
A organização, simples, foi muito eficaz e dinâmica. Enquanto se ia jantando, o Geraldes Lino distribuía fanzines e folhas volantes recheadas de material vinculado ao tema. E nessa linha de distribuição entrou o fanzine autobiográfico que preparei, editado mediante preço de favor da loja Copiola, de Leiria.
Como se sai disto?
Quando me coube dizer duas tretas, falei da situação difícil que atravessa a Caricatura portuguesa, designadamente da tentativa de esvaziamento da sua força crítica. Criou-se algum diálogo com os tertulianos, do qual retenho uma pergunta: "como é que se sai disto?" Como sou fraquíssimo na cozinha, não adiantei nenhuma receita milagrosa. Mas debitei umas considerações acerca da necessidade de as gerações mais jovens tentarem encontrar soluções que nos proporcionem uma imprensa de conteúdos mais sólidos ("de Conteúdos", como, tout court, dizia um tertuliano), também no humor.
Zé Oliveira
segunda-feira, agosto 04, 2008
Zé Oliveira
"Tem por nome completo José Freire de Oliveira, e nasceu a 11 de Janeiro de 1946 em Cavadinha, freguesia de Urqueira, Ourém.Publicou os seus primeiros desenhos satíricos na página dos Leitores da revista de banda desenhada Zorro, editado entre 1962 e 1966. A partir daí, o seu nome aparece nos mais diversos jornais e revistas: Ridículos, Flama, Barraca, Brincalhão, Magazine, Pé de Cabra, Chucha, Caixa Aberta, Região de Leiria.
Neste semanário, além de ter publicado cartunes e tiras de banda desenhada, foi também redactor, visto ter a carteira de jornalista. Que lhe serve, como ele próprio diz, "para escrever coisas sérias e assim conseguir ter boa reputação junto dos vizinhos".
Coordenou, em conjunto com Osvaldo de Sousa, um mensário humorístico chamado BronKit.
Zé Oliveira é homenageado pela tertúlia BD de Lisboa pelo facto de o conjunto da sua obra, especialmente dedicada ao Cartune e à Caricatura, também abarcar, significativamente, a Banda Desenhada".
Este texto de apresentação é transcrito do http://divulgandobd.blogspot.com, com direcção de Geraldes Lino, o criador da Tertúlia BD de Lisboa, onde aparece ilustrado (e cito de novo) "por três tiras de banda desenhada, sob o espírito do cartune (as ferroadas políticas, datadas e apenas compreensíveis para uma determinada área de leitores mais a par dos acontecimentos), pertence à obra Os olhos em bico, editada em álbum formato italiano, ao baixo, em 1997".
segunda-feira, julho 28, 2008

Com esta cara de pau aqui estou, fotografado em Granada, junto do desenho com que participei na primeira edição do Encontro de Humor daquela cidade que decorreu no ano passado.
Elaborei um apontamento mais simpático do que satírico de Frei Luís de Granada, um dominicano que, ali nascido, acabaria por vir a falecer em Lisboa onde se exilara por ser discordante da Inquisição que, no seu tempo (1505-1588), era mais violenta em Espanha do que em Portugal.
Quando tomou Portugal, Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal) tentou usar a popularidade lusitana de Luis de Granada (que já cá residia) em proveito da ocupação espanhola do nosso país. Luís, que granjeava de simpatia junto do povo e era o confessor da Corte de Lisboa, não esteve pelos ajustes. E respondeu nestes termos (que poderíamos hoje considerar premonitórios da formação da Comunidade Europeia) "Não sou castelhano nem português, sou frade se S. Domingos".
Foi este Luís, totalmente desenhado em Photoshop por Zé Oliveira, a participação de Portugal no Primeiro Encontro Internacional de Humoristas Gráficos de Granada (2007)
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Aberto aos caricaturistas de todo o Mundo
II Encontro Internacional
de Humor Gráfico em Granada
24, 25 e 26 de Outubro de 2008
Durante o II Encontro será organizada a exposição “Granada – Semana Santa Internacional” e será editado um catálogo com as obras seleccionadas. O Encontro Internacional conta com o apoio da Autarquia de Granada, da Junta do Distrito de Granada e da Universidade de Granada.
1 – A convocatória está aberta a desenhadores e humoristas gráficos profissionais e amadores de todo o mundo.
2 – O tema do II Encontro é “A Semana Santa de Granada”. Mais informações sobre o tema, na página web www.creatorio.com
3 – Os participantes podem enviar, no máximo, 3 obras. As obras podem ser realizadas utilizando qualquer técnica. Tamanho A4 paisagem (297 mm largura x 210 mm altura).
Embora seja recomendado enviar cartoons sem diálogo, aceitam-se textos em qualquer idioma desde que seja anexada a sua tradução para espanhol ou para inglês.
4 – As obras devem ser enviadas em 300 dpi, formato JPG, por correio electrónico a
granada@martinfavelis.com. Deve-se enviar também uma fotografia ou caricatura do autor com as mesmas características.
5 – Devem anexar-se também (num documento WORD) os seguintes elementos:
Nome e apelidos do autor.
Nome com o qual assina os cartoons.
Morada completa.
Endereço de correio electrónico e telefones.
Breve curriculum indicando as publicações com as quais trabalha actualmente.
6 – Com uma selecção das obras recebidas será realizada, dentro da programação do II Encontro, a exposição “Granada – Semana Santa Internacional”, no Centro Municipal de Arte Jovem Rei Chico. Igualmente, a exposição poderá ser mostrada de forma itinerante em outros actos ou eventos, nacionais ou internacionais, relacionados com o turismo, onde participe a Autarquia de Granada.
Também serão expostas na Internet na página web www.creatorio.com
7 – Será editado um catálogo com as obras seleccionadas. Os autores que tiverem suas obras incluídas no catálogo receberão um exemplar do mesmo.
8 – A organização comunicará, através da página web do Encontro, ou através de correio electrónico, a relação dos participantes cuja obra foi recebida e a lista das seleccionadas para a exposição e o catálogo.
9 – O prazo para recepção das obras termina no dia 14 de Setembro de 2008.
10 – O envio da obra implica que o autor/a autoriza à Autarquia de Granada a reprodução e difusão (edição de catálogos, cartazes, trípticos, difusão na imprensa, página web, etc.), sem que isso implique nenhuma obrigação de nenhum tipo com o autor/a.
11 – A participação neste II Encontro supõe a aceitação integral do presente regulamento. Qualquer dúvida que possa surgir será resolvida pela organização do Encontro.
II Encontro de Humor de Granada
Em 2007, decorreu a primeira edição do Encontro de Humor de Granada. Buraco da Fechadura esteve lá e tem documentos que o comprovam
Regra número um: um Encontro de Humor tem de ser uma coisa divertida; signifique isso o que significar.
Regra número dois: Humor é um ponto de encontro entre quem emite e quem recebe.
Durante o Primeiro Encontro de Humor de Granada, em 2007, uma das acções do programa decorreu na praça que fica defronte do restaurante de Luís. Meteu sessão de desenho de caricaturas ao vivo, com uma das estações de TV granadinas a transmitir em directo e fazendo inclusivamente uma mesa redonda com o tema "caricatura" a partir do local.

Daí a meia hora, estava o Luís a apresentar-me o Martinmorales (que aparece aqui na foto, entre mim (que estou em primeiro plano) e o Fer (da El Jueves). Estamos a ser fotografados já no balcão do restaurante do Luís, que fez questão de me oferecer uma peça de cerâmica artesanal identificativa do seu Restaurante Chikito (imagem mais acima). Porque Humor é dar e receber. Eu dei-lhe uma caricatura, ele deu-me um azulejo. E as cervejas! E as tapas!
Vemo-nos em Outubro, amigo Luis!
E renovamos o negócio!
Z. O.
domingo, julho 20, 2008
Conferência amanhã, 18h00, por Osvaldo de Sousa
Leal da Câmara o Caricaturista
Na Casa-museu Leal da Câmara, o Dr. Osvaldo de Sousa promove amanhã, pelas 18 horas, uma conferência intitulada "Leal da Câmara, o Caricaturista".
A apresentação do trabalho insere-se no programa do 60º aniversário da morte do artista e é precedida de visita grátis ao museu a partir das 16 horas.
A Casa-museu Leal da Câmara fica na Calçada da Rinchoa, 67, Rinchoa, Rio de Mouro, e pode ser contactada pelo telefone/fax 219164303.
Osvaldo de Sousa é Historiador de Arte, especializado nas áreas do Humor Gráfico e Caricatura.
quinta-feira, julho 17, 2008
Siné silenciado por censura
Não se pode brincar com o filho
de monsieur le President
Segundo a edição digital de ontem do Liberation.Fr, "o caricaturista francês Siné foi despedido do Charlie Hebdo", porque "Philippe Val, director do semanário satírico, censura o cariucaturista por ter feito numa crónica afirmações antisemitas relacionadas com o futuro casamento de Jean Sarkozy", filho do presidente da República francesa, nascido em Setembro de 1986 e já notado na cena política do seu país.
A decisão de suspender a colaboração de Siné foi tomada na passada Terça e reporta-se a uma crónica publicada em 2 de Julho, na qual o humorista ironisa acerca de uma eventual conversão de Jean Sarkozy ao judeismo através do seu já anunciado casamento com a filha do fundador das lojas Darty.
O director do semanário satírico diz que "Raramente estou de acordo com o que Siné escreve mas ele tem uma latitude à Charlie para exprimir opiniões diferentes das minhas" e acrescenta que "essa latitude é demarcada por um código que rejeita em absoluto todas as atitudes racistas e antisemitas no jornal", concluindo que, segundo sua opinião, Siné ultrapassou esse limite".
Em comunicado publicado ontem pelo Carlie Hebdo, Philippe Val escreve: "Os comentários de Siné acerca de Jean Sarkozy e sua noiva atingem a sua vida privada, dão eco ao boato do falso rumor da sua conversão ao judeismo e ao êxito social e isso não é aceitável nem defensável perante um tribunal". Do Eliseu não saíu nenhum comentário e o jovem Sarkozy tem mantido o mesmo silêncio.

Siné, que já pertencera à série anterior de Charlie Hebdo, colaborava na série presente desde o seu reaparecimento, em 1992. Ao ser convidado a comentar, afirmou: "O Val queria pedidos de desculpa a Jean Sarkozy e à família Darty. Eu perguntei-lhe se ele não estava a gozar com a minha cara. Preferia cortar os tomates". E acrescentou: "Condeno que Jean Sarkozy se converta por oportunismo. Se ele se convertesse à religião muçulmana por casar com a filha de um emir, era a mesma coisa. E (a filha de) um católico, igual, eu nunca favoreci os católicos".
Ilustrações:quarta-feira, julho 16, 2008
Despedido do Charlie Hebdo
Siné vítima de censura
O Caricaturista francês Siné, de 79 anos, foi despedido do Charlie Hebdo em consequência de uma crónica que satirizava Jean Sarkozy.
O alerta chegou a Buraco da Fechadura por amabilidade de Leonardo de Sá.
Voltaremos au assunto.
domingo, julho 13, 2008
Vila Real - Salão Luso-Galaico de Caricatura
Prémios entregues ontem
Foram entregues no serão de ontem, em Vila Real, os prémios do XII Salão Luso-Galaico de Caricatura cujo tema era Rádio e Televisão.
Conforme já divulgado pelo Buraco da Fechadura em post mais abaixo, o 1º Prémio galardoou José Bandeira, cabendo o segundo a Michel Casado e o terceiro a Santiago.
Seguem alguns momentos da entrega dos prémios:
V
Uma no Cravo e outra na Ferradura
Uma no Cravo: O operador conseguiu um enquadramento mais ou menos.
Outra na Ferradura: Não se apercebeu de que a iluminação era insuficiente para que o vídeo tivesse o mínimo de qualidade aceitável.
O filme termina com o... caçador caçado. Entenda-se: com o Ferreira dos Santos "Santiago" filmado a filmar. E começara com Osvaldo a entregar o Grande Prémio do XII Salão Luso-Galaico de Caricatura a José Bandeira, autor do "Cravo e Ferradura" no Diário de Notícas e o "Não me Lembra Agora" no Jornal de Notícias ("Bandeira de Canto", creio, mas com dúvidas...)
Foram distinguidos com menções honrosas Gogue e Franjo Padin.
terça-feira, julho 01, 2008
Jovens galegos homenageiam herói com BD, caricatura e ilustração
domingo, junho 29, 2008
Para que fique registado, (porque a informação que se vê aí a passar ao lado desaparece às 24h00 de cada dia), o Buraco da Fechadura teve hoje, e até ao final da tarde, visitas de : Portugal, Brasil, França, Espanha, Reino Unido, EUA, Kénia, Suécia, Itália, Indonésia, Malásia, Alemanha e México.
Para nós, autores portugueses, não reconforta saber que outros companheiros nossos têm passado momentos de pesadas vicissitudes. Mas pode servir-nos para nos reforçar a convicção de que cada vez mais devemos estar unidos e organizados. Pensemos nisso enquanto lemos a crónica seguinte que Ché nos mandou de Valência.
Ché é membro da Direcção da Feco-Espanha
Z.O.
Criadores da BD argentina
Por J. M. Varona "Ché"
Incluido no programa da XXIII edição do Festival Internacional de Cinema, decorreu no passado dia 24 a mostra de Cinema Jovem, no Centro Cultural Bancaja de Valênciaç. Nele teve lugar a projecção do documentário "Imaginadores: La aventura de la historieta argentina" - um resumo de 33 horas de trabalho da realizadora Daniela Fiore e do director de animação Julio Nicolás Azamor. O filme foi apresentado por Antonio Busquets responsávele de Flash-Back Producciones e representante para Espanha dos realizadores da película. (...) 
Durante 80 minutos, e através do documentário, uma série de desenhadores, guionistas, jornalistas etc, apresentaram a situação passada e presente do humor gráfico argentino desde a sua época de ouro dos anos 40 a 60 - com uma abundância de revistas nas quais se podia colaborar, até ao actual momento em que sobrevivem os que podem. Para este trabalho, compulsaram um bom número de autores de referência, dentre os quais foram seleccionados 26 designadamente Francisco Solano López, Alberto y Enrique Breccia, Héctor Germán Oesterheld, Roberto Fontanarrosa, Horacio Altuna, los hermanos Villagran, Carlos Trillo, Eduardo Maicas, Oswal, Carlos Meglia, Ernesto García Seijas, Juan Sasturain, Caloi, Jorge Lucas e Quique Alcatena, que citaram publicações que, como "Hora Cero", "Patoruzú", "Rayo Rojo", "Humor", "Superhumor", "Fierro", "Cazador", "Clarín", "Frontera", "Boom", "Anteojito", "Gente", "Hortensia", "Tía Vicenta", "Columba" e "Skorpio", albergaram personagens como "El Eternauta", "Boggie El Aceitoso", "Ernie Pike", "Cybersix", "El Loco Chavez", "El señor López" (el de las puertitas), "El Negro Blanco", "Sonoman" e outros que, graças ao milagre da animação, saltaram para a película ganhando movimento e voz.
Foi especialmente emotivo ouvir Fontanarrosa que até muito recentemente esteve entre nós (morreu no ano passado) explicar como se iniciou no desenho e como deu vida às suas personagens e falar das influências que recebeu, como as de Hugo Pratt. Ou as palavras de Horacio Altuna, que fez de Espanha a sua nova casa, cujo humor se manifesta diariamente nas magníficas tiras publicadas em "El Periódico" de Barcelona. Ou de Trillo, que é o autor - em parceria com Maicas - do guião das historietas de Clara de Noche que sai semanalmente na revista El Jueves. Foram igualmente muito interessantes as explicações de Meglia, Maicas, Alcatena, Caloi, García, Sasturain, ou todos os demais.
Também se falo no filme das aventuras de El Eternauta - segundo alguns a mais gloriosa personagem da banda desenhada argentina, criada há 50, e de muitas outras personagens que fizeram da Argentina uma referência a nível mundial.
Vários autores citados são premiados, designadamente com o Yellow Kid e, no caso de Altuna, com o Grande Prémio do XXII Salón Internacional del Cómic de Barcelona.
Neste documentário também se fala da chegada das "vacas magras", com o desaparecimento das revistas que deixou tantos profissionais sem o seu meio habitual de vida; de como apareceu a revista "Skorpios" à qual se agarraram como puderam os que puderam. De como se compravam historietas por um chavo e se vendiam a preço de oiro em Itália, e de como os editores do momento se aproveitam da situação abrigando os profissionais sobreviventes a assinar contratos nos quais renunciam aos seus direitos de autor e aos seus originais; exactamente o que se passou a seu tempo em Espanha.

Apesar dos inconvenientes do momento, graças à qualidade do que se produziu e produz a nível gráfico, a Argentina continua a ser uma referência em todo o planeta, e em especial para o mundo de língua hispana; pela parte que nos toca - por ser próximo e actual - aí temos para o confirmar Quino, Mordillo, Ferro, Altuna, Trillo, Maicas, Matt, Schiammarella, Ermengol, Martín Favelis, Killiam e muitos outros.
sábado, junho 28, 2008
Floriano é um galego amigo de se encostar ao balcão da tasca e atirar umas filosofadas para o lado, lubrificadas por duas (três!) malgas de tinto.Floriano é uma invenção diária que todas as manhãs renasce nas páginas do Faro de Vigo e já teve honras de livro por cá, vivendo a aventura das tipografias portuguesas de meias com a minha personagem O Broncas (pode adquirir-se na Cooperativa Trevim, da Lousã), numa edição a quatro mãos.
Mas Floriano tem agora outro motivo de orgulho: acaba de se ver retratado na música! Em sonoridade de bom perfil galego, evidentemente. Para ouvir, basta clicar na linha seguinte:
http://www.goguetoons.com/mp3/A_gran_aventura.mp3

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Gogue, quase português
Já aqui disse e repito: Gogue é um dos caricaturistas galegos que mais frequentemente se deslocam a Portugal (Lisboa, Amadora, Lousã, Porto, Vila Real...). E verifico que se comporta por cá como se fosse português. Como se estivesse em sua própria terra, o Grove, onde nasceu e vive (e onde há tanto marisco, que até chateia).
A próxima vez que virá a terras lusas (a Vila Real) é já em Julho, onde receberá uma menção honrosa no XV Salão Luso-Galaico de Caricatura.
Ilustração acima: Gogue por Zé Oliveira, retirada da sua página http://www.goguecartoons.com/
Venha viver no campo, a um minuto da cidade. Na Marinha Grande, Castro Luso proporciona-lhe isso num loteamento para vivendas unifamiliares que você pode conhecer em http://castroluso.blogspot.com
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Entre Canadá e Leiria
Fanzines de Mário Teixeira
Quando o inverno aperta por lá, regressa à aldeia de Barreiros, na freguesia de Amor, às portas de Leiria.
Mário Teixeira é um dos aderentes do projecto FECO-Portugal
Vem sempre com o sonho de ficar por cá, conseguir uma colaboração periódica num jornal português e estabilizar. Mas o melhor que por cá consegue é dar continuidade às artes que aprendeu com o pai, artes que nada têm a ver com isto dos desenhos, pois de carpintaria se trata.
Nos tempos livres vai editando e divulgando os seus fanzines e consolidando o seu estilo de humor, que já tem cunho pessoal, um cunho que se caracteriza pela retratação dos rídículos da nossa sociedadezinha medíocre protagonizada por ídolozecos da treta que se governam por gabinetes de ministérios e secretarias de Estado, conselhos de administração, consultorias manhosas e outras poucas vergonhas.O Mário Teixeira depressa se desencanta, porque de cada vez que cá chega verifica que fora utópico o seu sonho sempre repetido de que as coisas haveriam de ter melhorado por estas lusitanas bandas. E faz as malas. E compra bilhetes para a família. E vai. Até ao inverno seguinte, quandom o sonho (outra vez utópico?) se reacende.
segunda-feira, junho 23, 2008
Vila Real 2008
XII Salão Luso-Galaico de Caricatura
Inaugurado no passado dia 20, o XII Salão Luso-Galaico de Caricatura tem como tema a Rádio e a Televisão.
A este Salão podem concorrer caricaturistas residentes em Portugal ou na Galiza
Os prémios
Segundo informação recolhida em http://humorgrafe.blogspot.com/, são os seguintes os desenhos premiados:
1º Prémio - Zé Bandeira
Por Zé Oliveira (Portugal)
Uma das últimas colaborações de Zé Oliveira na página de Humor "EL V!ernes" do diário El Ideal (Granada)











