
sábado, setembro 22, 2007
De Zé Oliveira Portugal


Foi personagem do Bartoon
Até já,
Pedro Alpiarça!
O humor português ficou mais triste, a partir da passada Quinta-feira. Porque morreu o actor Pedro Alpiarça, um dos «Batanetes» da TVI.
Eram cerca de 13h00, quando o actor se deslocou ao Hospital de Santa Marta, em Lisboa, para procurar ajuda médica nos serviços de psiquiatria, aparentemente originada pela depressão que o apoquentava deste que se submetera a tratamentos de cortisona destinados a estabilizar um problema de plaquetas sanguíneas.
Segundo notícias da imprensa de ontem, os serviços do hospital ter-lhe-ão recusado auxílio, porque Pedro Alpiarça não terá procedido a marcação prévia de consulta.
Escusamo-nos a desenvolver grandes comentários, porque em certas circunstâncias é preferível lançarmos uma certeira e bem musculada pedrada de silêncio. Mas sublinhamos a nota do porta-voz do hospital, que confirmou que Pedro Alpiarça «caiu de uma janela» do quinto andar.
Com colaboração dispersa pela RTP, SIC e TVI, e também pelo cinema, Pedro Alpiarça participou em diversos projectos de palco, designadamente com A Barraca e a companhia de Teatro O Nariz, de Leiria, cidade aonde se acolhia com alguma frequência durante as pausas do trabalho. A foto que ilustra este texto, retrata-o num momento em que contracenava com Pedro Oliveira, director de O Nariz. Aliás, estava em preparação em Leiria uma reposição que o voltaria a ter no desempenho de um papel.
Pedro Alpiarça foi um dos intérpretes fulcrais da experiência teatral que levou à cena, em adaptação, o Bartoon que Luís Afonso desenha diariamente para O Público.
"Um tipo do melhor"
A Buraco da Fechadura chegou um resumido comentário expresso por um conhecido cartoonista português (que não identificamos, porque não lhe solicitámos autorização para isso), onde se pode ler: "(...)Era um tipo do melhor, sensível e um extraordinário actor que não teve o sucesso merecido, num país onde os actores não têm trabalho para darem lugar aos modelos que não sabem representar (...).
sábado, setembro 15, 2007
O Amigo da Onça
O desenho da esquerda é o primeiro cartoon de O Amigo da Onça (1943). O protagonista chama a atenção do cobrador do autocarro para o facto de o outro passageiro apenas ter colocado uma moeda.É imperdível, a galeria de O Amigo da Onça que se pode apreciar visitando um endereço recebido de mão amiga, onde se reune uma quantidade significativa de cartoons que fizeram história na revista brasileira O Cruzeiro. Daremos esse endereço mais abaixo.
Mas quem foi O Amigo da Onça? Passamos a palavra ao nosso amigo (e companheiro de risco) Lailson de Holanda Cavalcanti, traduzindo do seu livro "História del Humor Gráfico en el Brasil" (Editorial Milénio - Lleida, Espanha):
Como surgiu o nome
«A mais importante personagem da história do humor gráfico brasileiro do século XX é, sem dúvida, O Amigo da Onça, criado por Péricles de Andrade Maranhão, desenhador pernambucano nascido na cidade do Recife em 1924. A expressão "amigo da onça" provém de uma anedota popular na qual dois amigos se encontram e começam a falar de caça. O primeiro pergunta:Como surgiu o cartoon
Leão Gondim de Oliveira era director da revista O Cruzeiro no final dos anos quarenta e teve a ideia de criar uma personagem similar ao argentino Enemigo del Hombre, titulada O Amigo da Onça.
Leão promoveu um concurso interno entre os desenhadores da revista que dirigia e os de outras publicações como A Cigarra.
O vencedor do concurso foi um jovem desenhador que já tinha publicado historietas da personagem Oliveira o Trapalhão na Cigarra.
Com a nova personagem de grandes olhos, bigode e roupa de bon vivant, Péricles converteu-se subitamente no desenhador humorístico mais famoso do país, com apenas 19 anos de idade.
O Amigo da Onça representava um humor simples, quase naïf, mas o traço era de um perfeccionismo absoluto. A linha clara de Péricles e o colorido aplicado ao desenho, que semanalmente preenchia uma página, foram um êxito imediato.
O protagonista estava sempre a colocar alguém em situação difícil, mas saía sempre airosamente. A desgraça dos outros era a sua felicidade.O êxito do Amigo da Onça foi absoluto em todo o Brasil: máscaras de carnaval, bonequitos e reproduçõoes diversas apareciam em todas as casas e em todos os locais, embora Péricles nada recebesse por isso.
Na sua vida pessoal, o artista não era propriamente feliz. Alcançou o êxito muito cedo, quando era pouco mais do que um menino que abandonara o Recife para tentar a sua sorte no Rio de Janeiro, depois de vencer um concurso de desenhos para cartazes do departamento de trânsito da sua cidade. Como não tinha obtido nenhum curso superior, a sua educação era incompleta e isso, provavelmente, fá-lo-ia sentir-se inferior aos outros jornalistas de O Cruzeiro. Procurava sempre a companhia da gente do povo, não a dos intelectuais ou dos literatos.
Notas:
sexta-feira, setembro 14, 2007
Durante uma semana, Leiria perfilhou o lema "Melhores Ruas para Todos". E pergunto: melhores ruas?!... com os edifícios a caír, mesmo alguns (muitos) com interesse patrimonial?! Mas então... as ruas são só o pavimento onde apoiamos os pés?!... Rua não é também as casas onde apoiamos os olhos?!...
É preciso ter lata (e um gabinete na Câmara) para vir a público com estes slogans, numa cidade como Leiria cujo património está a caír, todos os dias mais um bocado!
Lata. É isso. Tenhamos, também, lata com tinta suficiente para subverter estes slogans pacóvios!
Notas à margem de um cartoon
Como ando a enfrentar a necessidade de ter de "aviar" o cartoon em pouco tempo, tenho recorrido sistematicamente às foto-montagens. Desta vez usei uma imagem de arquivo (foto de Joaquim Dâmaso).
Como as casas apareciam muito direitinhas, sem o impacto que eu necessitava, tratei de quase "fazê-las caír", tombando-as por artes e manhas do Photoshop. Mas avanço já que a utilização da fotografia foi feita com autorização do autor, depois de "advertido" de que eu a manipularia. Porque um pouquinho de preocupação ética nunca fez mal a ninguém. Até mesmo (ou principalmente) em questões de Humor.
Acresce dizer que desenhei o painel tombado em posição de contra-ponto com os edifícios, para chamar a atenção sobre eles. E essa atenção é reforçada, colocando os corvos olhando para telhados "que já foram". Repeti o mesmo corvo uma e outra vez (habitualmente desenho mesmo dois), para dar ênfase à ideia de que a situação de casas em desmoronamento se repete.
Finalmente, chamo a atenção para três elementos (dois gráfico e outro estruturante): em branco mesmo branco, só aparecem as letras da pixagem e a tinta da lata (para além de um pouco de brilho na personagem furtiva). Porque são os elementos que me interessou fortalecer. O g da pixagem foi pintado não só no painel mas também no barrote de suporte, para reforçar a ideia de que se trata realmente de uma pixagem. O conjunto foi estruturado de modo que a atenção do leitor funcione num círculo sub-entendido pelo painel, pelos corvos (e telhados) e lata da tinta.
Zé Oliveira

terça-feira, setembro 11, 2007
Olhe que as consultas de Oftalmologia demoram uma eternidade. O melhor é clicar na imagem para ampliar !Boligán na Costa Rica
Na passada Quinta, 6 de Setembro, inaugurou-se em S. José da Costa Rica uma exposição de caricatura editorial que juntou trabalhos do convidado mexicano-cubano Angel Boligán Corbo e dos membros da associação organizadora, La Pluma Sonriente (traduzindo: A Pluma Sorridente), presidida por Oscar Sierra (Oki).
A exposição inseriu-se na XVIII Semana de la Prensa e decorreu na sede do Colégio de Periodistas.
Homenagem para mestres do passado
Entretanto, segundo declarações de Oscar Sierra (Oki) a Buraco da Fechadura, inaugura-se a 24 de Setenbro no Teatro de la Danza, situado no Centro Nacional de Cultura, a segunda exposição em homenagem aos Mestres do Passado (da caricatura costarricense). Nessa noite, são homenageados postumamente (com a presença de familiares) os segiuintes artistas desaparecidos: Noé Solano, Paco Hernández, Roger López, Hugo Diaz (Lalo), Alcides Méndez, Jorge Chavárria, (Kokín) e Miguel Castro (MIguelón).

quinta-feira, setembro 06, 2007
www.gon.no.sapo.ptDe Milivoje Obrenovic Jugoslávia

terça-feira, setembro 04, 2007
segunda-feira, setembro 03, 2007
Tute lança livro de bolso
No próximo dia 13, Tute lança em Buenos Aires o seu livro "Tute de Bolsillo".Como se imagina, Buraco da Fechadura não vai estar presente; mas não quer deixar de expressar aqui grande regosijo por mais este registo que Tute nos deixa.
Estamos perante um dos mais talentosos jovens cartoonistas argentinos que tem distinguido Buraco da Fechadura com períodos de excelente colaboração.
Tute, além de cartoonista, é cineasta.















