...ganhei o almoçosegunda-feira, abril 09, 2007
sábado, abril 07, 2007
Ando a ver se o F'Santos se zanga comigo. E creio que desta vez consegui.(É uma aposta cá entre a gente. O primeiro a zangar-se, paga o almoço)
sexta-feira, abril 06, 2007
"É o que quiser dar"
Aqui há uns tempos, aceitei subscrever uma promoção da PT e passei a usufruir da possibilidade de telefonar da e para a rede fixa um tempo ilimitado (24 horas sobre 24) sem pagar nada por isso. Bem... pagava uma taxa fixa de 14,90 euros (mais a assinatura). Mas nos primeiros três meses nem essa taxa pagava, pois só necessitava exportular o custo da assinatura.
Porém, ao verificar as facturas posteriores, a realidade que elas reportavam era outra: eu "teria aderido" a outro plano, que só me oferecia as chamadas de borla no período da noite. Reclamação, triclamação, quadriclamação... e lá me restituíram o dinheiro que me haviam "sacado" por "engano". Tentei saber por que é que a uns assinantes ofereciam 24 horas sobre 24 e a outros ofereciam apenas o período da noite (e a um terceiro grupo, em que eu me incluía, ofereciam uma coisa e davam outra); mas nunca fui esclarecido.
Passaram os três meses da borla e eu, em vez de cancelar logo de imediato o contrato, fui deixando ficar. Pagava, agora, 14,90 euros.
Mas ontem decidi telefonar para o nº 16200 para cancelar a minha adesão ao plano. Desejava passar a pagar as chamadas que efectivamente fizesse. Fui atendido por uma jovem que trabalha num call center com contrato precário que pretendia saber a razão do meu cancelamento. "Porque desejo, apenas isso", respondi. E então, foi-me proposto o seguinte: Telefono de borla (pago a assinatura, claro) até um máximo de 24 horas sobre 24, durante os próximos três meses. E após isso, passo a pagar 7,5 euros mensais (mais a assinatura) para falar as tais 24 sobre 24. Metade do que eu pagava até aqui.
Perguntei: "Então... e se eu não tivesse declarado a minha vontade de desistir? Continuava a pagar o dobro?" Continuava, respondeu-me a jovem.
Esta PT é a mesma empresa que detém o Sapo. Já retirou o anúncio da TV (ver post abaixo), mas continua aos traques. Só que agora mais fininhos e silenciosos (mais cobardes), mas não menos fétidos. Desde que os belmiros, gorada a OPA, decidiram enfrentar o colosso pelo flanco!
Pointapau, leitor! Organiza os teus contratos de utente com a PT! E, sobretudo, verifica as facturas!
Zé
Quando o Buraco da Fechadura se instalou aqui nas portas do Blogger, já não era propriamente um orifício sem história. Vinha do pântano do Sapo, onde nasceu e cresceu.
Nos inícios desta nova morada, o Buraco da Fechadura postou esta matéria que segue, já por sua vez repescada no Buraco do pântano.
É que este post foi exactamente aquilo que fez transbordar o Buraco para fora do charco. E recordo porquê: dois ou três dias depois desta postagem, o Buraco caíu no caos. Desapareceu o contador de visitas, a seguir desapareceram os links, para editar uma postagem tinha de esperar pelo menos 24 horas. Consultados telefonicamente os serviços de apoio lá do pantanal, remetiam-me para a consulta via mail. Por mail, recebia a resposta de que "o seu problema está em estudo". Ou: "as suas dificuldades estão em vias de solução". Ou: "estamos a trabalhar no seu caso" ou... Ou...
Trago aqui o caso de novo, motivado pelo episódio que relato acima.
Abraços. E... cuidemos do pouco que resta da nossa Democracia!
Zé
Um anúncio que mete nojo
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Quando os faxes eram uma novidade tecnológica, os portugueses (que sempre gostaram de achincalhar as inovações…) diziam “vou enviar um fax” de cada vez que iam ao w.c. mandar para o colector o quimo dos seus intestinos, já transformado em quilo; (não seriam mais do que 200 gramas, mas os lusitanos sempre tivemos a mania das grandezas). Os tempos evoluíram (lentamente, é certo, no que toca à nossa lusitana tèrrinha) e agora os faxes já não merecem que se lhes dedique nem sequer uma cagadela. Agora, o metaforismo passa a ser outro: depois de termos sido literalmente metralhados pelos traques do sapo no anúncio da televisão que, mesmo a dormir, tem pressão suficiente para mandar os cobertores pelos ares, passamos a dizer assim quando queremos enviar um e-mail: “Vou mandar um peido”.
z.o.
quinta-feira, abril 05, 2007

Um "cara" divertido
.Lá no seu Brasil, Luigi Rocco espreitou pelo Buraco da Fechadura e deixou comentário.
Como Buraco da Fechadura gosta de saber sempre um pouco mais acerca de quem deixa mensagens simpáticas, decidiu, também, espreitar Rocco. E descobriu que ele nasceu em 1963 em S. Paulo. É ilustrador há mais de 20 anos e tem publicado desenho de Humor em várias publicações do seu país.
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Para saber mais de Luigi Rocco:
Isto é um exclusivo para Buraco da Fechadura, que nem o Cartoonices tem.Já agora: como amanhã é Sexra-feira Santa, aproveite para visitar o Cartoonices do Ferreira, bastando clicar no último link do Buraco.
sábado, março 31, 2007

Era uma injustiça que o Buraco estava a cometer, ao omitir nos links as cartoonices do Ferreira dos Santos, ele que tanta colaboração nos tem prestado (sem contar com a imensidão de coisas que nos oferece e não publicamos por escassez de tempo). Cliquem no último link.sexta-feira, março 30, 2007

domingo, março 25, 2007
Para assinalar o aniversário do falecimento do humorista espanhol José Luis Mena, un grupo de amigos decidiu organizar em Segóvia uma exposição que reúne um cento de originais do criador da personagem "Cândido" que desenhou até ao fim da vida (e chegou a ser publicada diariamente por um dos jornais do Porto).
A inauguração é na próxima Quarta, 28 de Março, às 8 da tarde (hora de Espanha), no Palacio-Museo Rodera Robles.
sexta-feira, março 23, 2007
Portas de par em par para Rui
Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. No caso do Rui Pimentel, com a qualidade que o seu trabalho revela, certamente vão abrir-se novas portas, de par em par.
Nota:
Este comentário foi colocado na zona apropriada do post abaixo. Mas aqui adquire mais visibilidade
segunda-feira, março 19, 2007
Carlos Rico solidário com Rui Pimentel
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"A minha solidariedade para com o grande artista que é Rui Pimentel! 20 anos não são 20 dias. E um despedimento, embora sempre doloroso, não se faz assim, a seco... Muito menos a um cartoonista com a qualidade do Rui.

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domingo, março 18, 2007
É este o cartaz da 15ª edição da Bienal internacional de Humor de Santo António de los Banhoa (Cuba), uma vez mais da autoria de Tomy, dedicado amigo de Buraco da Fechadura.
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Novas aventuras de Tintim no cinema

Está confirmado que Spielberg irá realizar um filme baseado nas aventuras de Tintim.
Durante a sua vida, Hergé mostrou-se sempre renitente ao projecto do popular realizador americano. Mas agora, ultrapassados problemas de direitos, anuncia-se já a estreia para daqui a dois ou três anos.
Regresso ao celulóide
A primeira vez que Tintim enfrentou as câmaras em carne e osso, foi pela mão do realizador Jean-Jaques Vierne.
A foto abaixo é do filme "Tintim e o mistério do Tosão de Ouro", com Jean-Pierre no papel do repórter e Georges Wilson no de Haddock.
sábado, março 17, 2007
sexta-feira, março 16, 2007
Visão distorcida
Um dos maiores cartoonistas contemporâneos é despedido por uma "remodelação gráfica"
Texto principal de Osvaldo de Sousa
Foto, títulos e comentário final de Zé Oliveira
Uma remodelação gráfica muito profunda, despede Rui Pimentel da revista "Visão". Assim terminam 20 anos de colaboração profunda, sem uma palavra. É esta a ética que domina a imprensa portuguesa.

Rui Pimentel que todos conhecem, é sem duvida um dos melhores cartoonistas Portugueses da actualidade, do séc. XX e XXI. A sua obra é um monumento de força satírica, em que sorri com os políticos, sendo irreverente, contundente, mas sempre com um olhar construtivo, democrático. É um fiel herdeiro da ironia de Raphael Bordallo Pinheiro.
Um mestre do traço ironista que nos tem dado um retrato fiel da sociedade que nos desgoverna. Apesar de todos os seus Prémios nacionais e internacionais, apesar do reconhecimento de todos da sua obra, é despedido sem o mínimo de ética profissional dos editores da referida revista. É assim que os patrões tratam os funcionários, os artistas. Vivemos na selva, em que já não há respeito pela dignidade humana. A revista "Visão" só demonstra que grande falta de ética profissional, de ética jornalística.

O humorismo gráfico português está de luto, porque o cerco ás vozes irreverentes prossegue, dando lugar sempre ás ilustraçõeszinhas politicamente correctas, a desenhinhos que ficam sempre bem numa remodelação gráfica muito profunda, tão profunda que cheira mal. Não tenho nada contra o cartoonista que o substitui, admiro inclusive a sua obra, mas infelizmente ainda tem que amadurecer bastante para chegar ao nível de um RUI Pimentel.

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terça-feira, março 06, 2007
Cherga correio
Olá amigo Zé Oliveira, olá Portugal!Aqui quem lhe escreve é o cartunista Fausto ( Bergocce ) do Brasil, caro Zé, atavés de um amigo, fiquei sabendo de seu Site e depois de olhar gostei muito... foi muito interessante conhecer novos amigos desenhistas de outras partes ( gostei muito do Tute, da Argentina, não conhecia ainda o trabalho dele ) e dos outros também. Entre eles já conhecia o Tomy, que já passou pelo Brasil e também tive a oportunidade de conhece-lo em Cuba. Caro Zé, o endereço de meu site é; www.faustocartoon.com.br ficaria enormemente feliz em coloborar com seu site ( atravé de meus desenhos), ok? Aí vai alguns pra você conferir.
Abraços do Fausto.
Brasil.
Descendo pelo blog a baixo, encontra-se a nota que dá conta do lançamento do livro de Onofre Varela "O Peter Pan nãon existe - Reflexões de um ateu".É a propósito desse livro, que o Ferreira dos Santos dedica este cartoon ao Varella.
segunda-feira, março 05, 2007
Uma exposição de Zé Oliveira, o coordenador do Buraco da Fechadura, ainda pode ser visitada no Orfeão Velho de Leiria. Inaugurada a 8 de Fevereiro, é uma organização de O Nariz - Teatro de Grupo e conta com apoio da Humorgrafe - Osvaldo de Sousa e ca Comissão Instaladora da FECO-Portugal (FEderation of Cartoonists Organizations).Intitulada "Más-Caras de todo o ano", a exposição aproveitou o período de carnaval para assinalar que se trata de "um carnaval de mentira, que tenta enganar-nos com a ideia de que o entrudo são três dias. Uma retumbante aldrabice, porque afinal o Carnaval dos grotescos, dos mascarados, das garrafinhas de mau cheiro, das bombas de pólvora seca, esse carnaval desfila ao longo de um ano inteiro, por salões, corredores e gabinetes, num corso despudorado que se diverte atirando papelinhos aos olhos das pessoas, enrolando-nos a todos em serpentinas multicores conforme o espectro partidário, transformando concursos públicos em cègadas, transformando os patrimónios em coutadas para empregar amigos e correligionários, enfim, o diabo a sete. Esta exposição é isso mesmo: a consagralção do Carnaval de Todo o Ano".
Com a mesma desfaçatez com que Buaco da Fechadura ignorou a abertura da exposição, também não anuncia quando encerra. Mas que já tarda pouco, lá isso tarda.
O acervo exposto mostra uma trintena de cartoons que o autor publicou na imprensa da região leiriense durante os últimos anos, seleccionados segundo este critério: todos foram elaborados em torno de figuras da vida social e política que ali aparecem retratadas.
A Globalização
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"Globalização" é tema do IX OportoCartoo-World Festival, levado a cabo pelo Museu Nacional da Imprensa.
Segundo o regulamento: "Nunca o processo de globalização foi tão acentuado e com tantas repercussões, como acontece hoje. As suas consequências espalham-se positiva e negativamente em termos económicos, políticos, industriais, comerciais, desportivos, científicos, culturais, etc".É este o novo desafio lançado aos artistas de todo mundo.
... e tema livre
Os concorrentes dispõem ainda da categoria de Tema Livre que pode incluir a política internacional, os costumes, a vida social, a comunicação, etc.
Os vencedores do PortoCartoon receberão um prémio monetário, o troféu do festival, desenhado pelo Arqto Siza Vieira e garrafas especiais de Vinho do Porto.
O júri internacional do concurso, presidido por G. Wolinski, integrará a Presidente da FECO, Marlene Pohle, representantes do Ministério da Cultura, da Faculdade de Belas Artes do Porto, do Museu Nacional da Imprensa. O IX PortoCartoon-World Festival conta com o patrocínio oficial da Caixa Geral de Depósitos e será inaugurado aquando das festas da cidade do Porto, em Junho.
O festival internacional de caricatura PortoCartoon é considerado pela FECO (Federation of Cartoonists Organisations) um dos três principais certames de desenho humorístico do mundo, quer pela participação de artistas a nível mundial quer pelo valor dos prémios atribuídos.
Os trabalhos concorrentes ao IX PortoCartoon devem ser remetidos para a sede do Museu Nacional da Imprensa, até 31 de Março. Contactos: Museu Nacional da Imprensa Estrada Nacional 108, nº 206 4300- 316 Porto Portugal Tel: 351+22 530 49 66 Fax: 351+22 530 10 71 museuimprensa@mail.telepac.pt
Josefh Barbera partiu a 18 de Dezembro último com 95 anos de idade. (Nascera a 24 de Março de 1911 em Nova Iorque.Deixou-nos uma surpreendente galeria de personagens: Zé Colmeia e Catatau, Tomy e Jerry, Flintstones...
O seu trabalho foi galardoado com 7 óscares.
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O mundo ficou mais triste a partir do passado dia 28 de Novembro (dia 29, segundo outra fonte). O brasileiro Hélio Roberto Lage foi-nos roubado pelo cancro, depois de meses de luta. Tinha 60 anos e 37 de carreira, desenhando charges para o Tribuna da Baya, registando costumes baianos e factos políticos.
A informação é do jornalista Tasso Franco e de Marcelo Laranjo citando Gutemberg Cruz.

...já passava das três e meia da tarde do dia 6 de Fevereiro, quando o meu mail badalou a entrada de uma mensagem. Era da TVI, a perguntar se eu me dispunha a ir na manhã do dia seguinte participar na emissão em directo do programa Você na TV, com apresentação de José Luís Goucha e Cristina Ferreira. Esse dia seguinte era Dia do Bigode e a equipa de produção tinha encontrado na internet uma caricatura assinada por mim em que aparece o Goucha de bigode. Portanto eu iria ao programa mostrar esse fóssil de caricatura, mas também desenhar a minha actual visão do apresentador. E da apresentadora.
BD de BARR...
Carlos Barradas desenhou, sobre argumeno de José António Barreiros
Há um mês ou mais, notícia chegou aqui ao Buraco por várias vias e uma delas foi o Carlos Amor:Carlos Barradas regressa ao desenho, desta vez com a Banda Desenhada intitulada "13º Passageiro". E então, nada melhor do que lançar o livro no Museu do Aeroporto de Lisboa, no dia 30 de Janeiro.
Seguiu-se uma apresentação em Faro, nas futuras instalaçõers do Espaço Memória.
A obra, que é editada pela editora O Mundo em Gavetas, tem distribuição da Gradiva e desejamos quevenha a ser "apenas" a primeira de muitas mais que Carlos Barradas nos proporcione daqui em diante.
Quem é Carlos Barradas
Carlos Manuel Barradas Teixeira nasceu em 16 de Fevereiro de 1947, fez o curso de Design de Comunicação da ESBAL e frequentou a Escola Superior de Cinema, que lhe permitiu passar a exercer as funções de realizador na RTP.
Como cartoonista e bandadesenhista, colaborou no Sempre Fixe, Pão com Manteiga, Expresso, & Etc, Visão (BD), Pé de Cabra, O Bisnau, O Coiso, Troef, Sam-Sam, etc.
com pena de Carlos Amor
domingo, fevereiro 25, 2007
A Democracia portuguesa está transformada nisto: a eleição do maior português, a eleição dos mais importantes monumentos nacionais, a eleição dos melhores talentos do show lusitano...Um dia destes até sou capaz de me converter ao Futebol! Só para (me) contrariar!
Da Caricatura para a Filosofia
Depois de dez anos a ler, pensar e escrever acerca desta matéria, Onofre Varela apresentou finalmente ao público no passado dia 22 o seu livro "O Peter Pan não existe".
É uma edição da prestigiada Editorial Caminho, com 342 páginas, que teve o seu acto de lançamento nas instalações da própria editora.
Trata-se de uma reflexão relatada numa linguagem extremamente acessível, recheada de imagens literárias (ou não fosse o seu autor um dos mais talentosos ilustradores deste país), mas Varela resistiu à tentação de desenhar de facto, não indo além da ilustração da capa e mais outra no frontespício.
Verdadeiramente recomendável, a leitura desta obra vem comprovar que os humoristas são senhores de um discurso muito mais sério do que o vulgo imagina.
Buraco da Fechadura, que se tem na conta de órgão bem informado, pode adiantar que já existem contactos vindos de Espanha no sentido de o "Peter Pan" do Onofre Varela ser editado na língua de Cervantes.
Segue um excerto:"Relativamente a Deus, comecemos por aqui:Muito provavelmente, o ser humano — quando ainda em incipiente estágio evolutivo — imaginou que haveria um princípio fundador e transformador das causas e das coisas que observava... A sua imaginação acabava de produzir um conceito! E para que tal conceito pudesse ser entendido pelo outro carecia de um rótulo ou de uma etiqueta. Nesse rótulo, escreveu-se: Deus."

Inaugurada a 8 de Fevereiro, assumiu-se num certo espírito de carnaval. Um carnaval de mentira, que tenta enganar-nos com a ideia tola de que o entrudo são três dias. Uma retumbante aldrabice, porque afinal o Carnaval dos grotescos, dos mascarados, das garrafinhas de mau cheiro, das bombas de pólvora seca, esse carnaval desfila ao longo de um ano inteiro por salões, cotrredores e gabinetes, num corso despudorado que se diverte atirando papelinhos aos plhos das pessoas, enrolando-nos a todos em serpentinas multicores conforme o espectro partidário, transformando os patrimónios em coutadas para empregar amigos e correligionários, enfim, o diabo a sete.
Esta exposição é isso mesmo: a consagração do Carnaval de todo o Ano. Reportada às palhaçadas dos clowns de Leiria e arredores.
Olá de novo, cá estamos para fazer mais buraco na rede!
Buraco da Fechadura agradece a todos a paciência da vossa espera.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
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O trabalho seguinte, organizado e editado por Osvaldo de Sousa, já deveria ter sido aqui divulgado. Mas o tempo... o tempo...
Trata-se de um estudo apoiado numa grande entrevista colectiva que Osvaldo fez e aqui resume, que foi publicado num curioso livro apresentado no âmbito do Festival de Banda Desenhada da Amadora-2006.
Os intertítulos são da responsabilidade de Buraco da Fechadura
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"Discutir o sexo dos anjos"
O CARTOON E O INÍCIO DO SÉC. XXI
Por Osvaldo Macedo de Sousa
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Eis como algumas pessoas designam esta constante procura de compreender o incompreensível, de teorizar os fenómenos das artes e sua relação com as massas. Como não conheço nenhum anjo, prefiro pensar na vida pode ter humor, mesmo em tempo de guerra. Da Guerra dos cartoons ao sexo dos anjos, vai um singelo passo de reflexão: até que ponto o pensamento cartoonistico influencia a sociedade; até que ponto haverá, a partir de agora, espaço para a irreverência na imprensa contemporânea? Perante este duvida existencial, resolvi sondar a opinião dos próprios artistas/jornalistas do humor sobre o estado de saúde do Cartoon, encarado no conceito de: Desenho Humorístico de intervenção sócio-política.
Onze perguntas
Criei onze perguntas. Contactei directamente por e-mail mais de quatrocentos cartoonistas dos cinco continentes; as perguntas foram colocadas no meu blog (humorgrafe.blogspot.com), e em diversos sites e fóruns internacionais de cartoon. Alguns artistas preferiram enviar desenhos, outros, respostas por escrito, num total de 46 participações. O resultado deste inquérito foi publicado num pequeno livro pelo Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem da Amadora (durante o XVII FIBDA), conclusões essas que vou tentar resumir para os leitores do BDJornal. Iniciei o questionário, com a dúvida se os artistas tinham, ou não, consciência das mudanças que o tempo provocou na forma de se fazer sátira política. A maioria considera que se mantêm imutável o papel de ironizar as debilidades humanas, de denunciar os abusos do poder. Acusam sim um amadurecimento de uma arte de massas, ligada às marés da sociedade e da comunicação social.
Brito - português em França
Outros denunciam uma perda de força de intervenção, ligada a um deixar-se subjugar pela "ideologia dominante, mais voltada para o consensual do que para a polémica" (Brito - França). De todas as respostas, duas destacam-se pela pertinência de reflexão.
Daniel Ionesco - Roménia
Para Daniel Ionesco (Roménia) "o tempo muda tudo, incluindo a forma como nos divertimos. Até o mecanismo mental de produzir gargalhadas foi alterado. Penso que a nossa sociedade digital perdeu a noção de reflexão, de contemplação. Tudo deve ser informação em vez de conhecimento, moda mais que cultura, ciência mais que religião, compreensão da vida como políticos e símbolos como abreviações. As pessoas já não entendem metáforas. "Homo faber" é agora "Homo consumer". O cartoonismo tornou-se publicidade. Devido à velocidade da vida social, o Homem tornou-se mais rápido a pensar em aspectos práticos da vida e mais mentalmente preguiçoso quando é obrigado a descobrir por ele próprio o sentido das coisas. A nossa civilização tem agora uma única inteligência - a global. Uma coisa boa acerca disto, chama-se "Partilhar".
Gaston Bachelard
"O visual deixou de ser uma experiência íntima", segundo Gaston Bachelard, "mas sim uma única visão partilhada por todos e por conseguinte mais inteligente e compreensível. Não foi o que mudou durante o séc. XIX e XX, mas os efeitos em nós, dessas mudanças no séc. XXI.".
Kap - Espanha
Por seu lado Jaume Capdeville – Kap (Espanha) escreveu: "Para mim, na imprensa contemporânea, o humor não é mais que uma mera diversão. O desenho humorístico já não tem o poder ofensivo de há décadas, e muito menos do séc. passado. O poder transgressor que a imagem satírica, pela sua originalidade e proximidade, tinha no início do séc. (XX) foi-se diluindo à medida que a sociedade se foi transformando. Transformamo-nos num mundo baseado na imagem (tv, internet, publicidade... Assim o desenho de humor já não é uma imagem que cause um forte impacto, mas apenas mais uma imagem na selva das imagens. Além disso já não creio que o desenho de humor tenha o papel de "dizer com humor aquilo que não se pode dizer em palavras", pois hoje em dia tudo se pode dizer. Há uma sobreinformação, que tem o mesmo efeito que a desinformação. Há naturalmente casos pontuais, e contados em que o cartoon faz efeito, e a carga satírica serve para denunciar, para levantar as saias ao poder, para fustigar a injustiça. Mas isso acontece tão poucas vezes, em ocasiões tão raras que já não se pode contar como norma, mas como excepção. O objectivo e a forma mudaram, tal como a sociedade a que se dirige mudou. Essa diluição do espírito satírico é notória na imprensa internacional, o que me conduziu à segunda questão, a confusão que se faz cada vez mais sobre cartoon e ilustração.
Zé Oliveira - Portugal
Como escreveu Zé Oliveira (Portugal), "do ponto de vista do conceito, ainda subsiste uma inequívoca diferença entre cartoon e ilustração de imprensa. Mas do ponto de vista editorial, tenta-se saciar os olhos do leitor. Só os olhos, não o resto da cabeça. Os jornais de hoje não estão ao serviço do leitor nem sequer ao serviço de causas ideológicas; estão ao serviço de estratégias de mercado. A sátira possível é aquela que o editor autoriza, editor nomeado mais por um critério de conveniência do que por um critério de competência".
Siro - Espanha
Siro Lopez (Espanha) acrescenta: "O humorista gráfico deveria denunciar claramente esta realidade hipócrita mas não pode ou é-lhe difícil por falta de publicações independentes. Os editores dos jornais de opinião não aceitam uma sátira feroz contra os poderes, porque há interesses criados que uns e outros querem manter". Os fácies podem mudar, mas o poder mantêm-se com os mesmos defeitos, com os mesmos truques demagógicos, as mesmas promessas por cumprir, as mesmas artimanhas de controle, por isso os alvos das sátiras mantêm-se ao longo dos séculos, como confirmam as respostas à terceira questão.
Wagner Passos - Brasil
O que mudou ultimamente, como refere Wagner Passos (Brasil), foram alguns "sistemas políticos que inibem a possibilidade de se encontrar alvos concretos". Hoje o poder está cada vez mais escondido em sociedades anónimas. Em relação à questão sobre a fuga do humor irreverente para o anedotário, artistas há que consideram na realidade uma desistência do humorista perante a opressão, enquanto outros preferem defender que é uma alternativa irónica de retratar a vida. Mais vale anedótico que calado?
Alexandre Barba - Espanha
Toda esta questão de controlo dos media por poderes inquestionáveis, leva a conversa sempre para a questão de se há, ou não censura. "Há sempre censura. - escreve Alejandro Barba (Espanha) - Sempre que haja alguém por cima de outro, em qualquer aspecto da vida, tentará que o de baixo não rompa a ordem piramidal, sobretudo pelo medo de cair do alto. Mas por outro lado, com engenho pode-se vencer essa opressão, e é precisamente esse sentimento de que há algo a combater, que realiza grandes trabalhos". É consensual a existência de "censuras", seja descrita como medo de perder o emprego; respeitar as linhas programáticas da administração do periódico; obedecer às ordens políticas do poder.
Omar Zevallos - Perú
Omar Zevallos (Perú) escreveu: "a censura existe pela simples razão de que os donos dos meios de comunicação sempre procuram agradar a certos círculos de interesses, a certos políticos que os protegem".
Siro - Espanha
Siro Lopez, nesta questão tem uma atitude um pouco diferente: "Nos regimes democráticos não existe censura nas publicações independentes, e nos jornais de informação. Quando editor, director e humorista são inteligentes e competentes, há um pacto tácito, um entendimento para não ultrapassar o que a maioria dos leitores esperam. Penso que fazer o trabalho adaptado ao meio de comunicação em que trabalhamos não é auto censura, senão racionalidade e responsabilidade".
Martin Turner - Irlanda
Martin Turner (Irlanda) é complacente com a questão: "faz parte do trabalho estar limitado aquilo que nos é imposto, tentando alterar até ao aceitável".
Derkaoui Abdellah - Marrocos
Por seu lado Derkaoui Abdellah (Marrocos) reclama que "a única censura válida deveria ser a consciência do cartoonista, devendo-se criar sem quaisquer repressões, sejam elas políticas, religiosas ou económicas… A mensagem deverá ser transmitida livremente sem insultar pessoas, ou incitá-las à guerra, ao racismo, ao ódio". Esta discussão leva-nos finalmente à origem deste trabalho, ou seja deve haver ou não temas tabus, temas eticamente proibidos? Deve-se aceitar que minorias controlem a Liberdade de expressão e pensamento? Claro que não, respondem todos. Grupelhos religiosos, políticos ou sociais não têm o direito de limitar a liberdade. Apenas a Lei, ou a Declaração Universal dos Direitos do Homem pode ter esse poder.
Wagner Passos - Brasil
Contudo, como escreve Wagner Passos (Brasil) "há limites para tudo. O limite é a racionalidade humana de respeitar raças e religiões, dentro de suas crenças benéficas para a sociedade".
Marlene Pohle - Alemanha
Marlene Pohle (Alemanha) vai mais longe: "Lutamos contra a estupidez humana ou contra as instituições que restringem a nossa dignidade, não contra o pensamento ou as crenças dos indivíduos."
O problema é a hipocrisia de certas minorias, que utilizam as suas diferenças para desviar a atenção dos seus actos de terrorismo ideológico, ou mesmo material.
Juan Mora - Espanha
Como sentencia Juan Mora (Espanha), "se o tema é tabu, é porque por detrás há alguém que esconde algo, e só isso já é motivo de reflexão". Temos também o problema da globalização que adultera a fronteiras culturais, que mescla tradições e formas de viver, pondo em conflito aberto estruturas reservadas de sociabilidade. Quando um jornalista/cartoonista se dirige ao seu publico alvo, aos leitores tradicionais do seu periódico não pode estar limitado a pensar que esse jornal pode viajar quilómetros e entrar em rota de colisão com leitores de outros jornais, de outras culturas, de outros mundos. Quem é afinal o leitor alvo? Todo o universo? Impossível.
Eduardo Welsh - Portugal
Para Eduardo Welsh (Portugal) "não existem temas eticamente ignoráveis, o que existe são formas eticamente reprováveis de tratar certos temas".
Nando - Argentina
Nando (Argentina) complementa: "o humor gráfico é um instrumento muito útil, para despertar consciências sobre os temas tabu. Quanto aos temas éticos, costuma ser mais difícil de tratar e por vezes mais complicado trabalha-los pelo lado humorístico. Pode causar um efeito contrário ao que se pretendia". Esta dificuldade de tratar certos temas leva-nos à questão seguinte, ou seja a questão da rolha que a sociedade actual construiu como ideologia neo-democrática (ou neo-liberal): "O politicamente correcto".
Tatyana Tsankova - Bulgária
"Politicamente correctos para quem? – pergunta Tatyana Tsankova (Bulgária) - Para que sectores da sociedade? Factos em si não podem ser definidos como correctos…".
Zé Oliveira - Portugal
Zé Oliveira (Portugal) joga com os dois lados, procura ser correcto e incorrecto: "Tento ser politicamente correcto (até certo ponto…) com o leitor. Mas não com os visados. Com esses, é necessário sermos politicamente incorrectos. Eles também o são, embora digam o contrário".
Raquel Orzuj - Uruguai
Raquel Orzuj (Uruguai) resume o pensamento geral: "o humor não deve ser politicamente correcto ou incorrecto, deve sim ser provocativo, desafiante, lúdico e sobretudo corajoso!". Esta ideia leva-nos ao ponto seguinte, se o humor é elemento importante do cartoon.
Andrey Feldshteyn - Rússia
"Adoro que as pessoas se riam dos meus cartoons. - escreve Andrey Feldshteyn (Rússia) - Se tirarmos humor aos desenhos, continuarão a ser cartoons? Creio que não. Tornar-se-ão desenhos políticos ou filosóficos (o que também não é mau), tornar-se-ão noutro tipo de desenhos".
Martyn Turner - Irlanda
Martyn Turner (Irlanda) acrescenta: "Se conseguir ter humor é preferível, porque assim as pessoas recordarão melhor o nosso trabalho". Há muitas formas de fazer sátira, mas todos concordam com a questão final, ou seja que o cartoon é fundamentalmente uma forma de obrigar as pessoas a pensarem sobre o assunto, em que o humor é um lubrificante para que o pensamento deslize com maior suavidade. A sorrir ou a chorar, o cartoon deve sim é fazer pensar.
Stane Jagodic - Eslovénia
Stane Jagodic (Eslovénia) "eu procuro dar ênfase ás ideias que provoquem um misto de lágrimas e riso, satisfação espiritual/moral: riso interior".
Kap - Espanha
Mas haverá sentido de humor na sociedade actual, questiono eu no 8º item. "Na nossa sociedade actual - escreve Kap (Espanha) - detectei uma regressão no sentido de humor, quer dizer, a maioria prefere o riso de sal gordo, o riso grotesco, a gargalhada primária do grosseiro e da falta de respeito, o riso dirigido ao estômago, em vez do humor subtil, da ironia inteligente, em vez do sorriso amável dirigido ao coração e ao cérebro".
Stane Jagodic - Eslovénia
Dentro da mesmo linha céptica, Stane Jagodic (Eslovénia) escreve - "O que a sociedade capitalista moderna quer, é o riso insípido provocado por infelizes programas humorísticos de TV e tablóides de imprensa. O consumidor do esplendor global não exige riso inteligente, eles necessitam de entretenimento animal".
Nem todos são tão derrotistas, mas o pessimismo domina, porque o dia a dia assim nos obriga. Só o facto das publicações de índole humorístico não sobreviver, já um veredicto do humor actual na sociedade contemporânea. A questão seguinte, foi saber até que ponto o humor é um acto de inteligência, ou um acto de má educação, de grosseria social.
Brito - português em Espanha
Brito (França) corta logo a questão: "Má educação é não saber rir!"
Banegas - Honduras
"Rir-se é desmistificar as coisas". - escreve Dário Banegas (Honduras) - Não há nada sério, nem mesmo a morte, que não possa ser abordada com humor".
Farid Ouidder - Marrocos
Farid Ouidder (Marrocos) reúne a unanimidade das ideias: "Claro que é um acto de inteligência. A meu ver, rir hoje, pode parecer como uma loucura por causa do que se passa no mundo: as guerras, os conflitos, a poluição… Rir da realidade pressupõe já uma boa apropriação da actualidade, um conhecimento profundo do que se trama pelo mundo e um desejo de fazer qualquer coisa, o mais singular que seja, para o remediar".
Zé Oliveira - Portugal
E os Políticos, sabem rir? Riem de quê? Todos estão de acordo, os políticos não sabem rir. Como pessoas podem rir-se dos outros. Como oposição sabem rir dos governantes, mas quando entram em funções governativas só riem para a fotografia, para a imagem eleitoral, roendo-se todos por dentro quando ouvem gargalhadas, e não sabem com que sentido, elas foram expressas. Como sempre, Zé Oliveira (Portugal) tem uma saída radical: "Os políticos da minha terra riem. Riem de quem os elege". Finalmente a pergunta do costume, a da banalidade, ou seja se os cartoonistas acreditam no futuro do cartoon. Se eles não acreditarem quem mais acredita?
Kap - Espanha
Kap (Espanha) escreveu:"O humor hoje não é nada importante dentro do jornalismo. Porém, o humor é muito importante para o futuro da humanidade".
Omar Zevallos - Peru
Omar Zevallos (Peru) acrescenta: "a humanidade necessita de rir para não morrer de angústia".
Siro - Espanha
"Não há nada mais importante que o humor no mundo intelectual. - escreve Siro Lopez (Espanha) _ O sociólogo Ernst Kris disse que o nascimento da caricatura no início do XVII foi tão importante para a liberdade de pensamento, como foi o descobrimento do telescópio por Galileu. O grande contributo de Cervantes à literatura foi anunciar a novela moderna com "Quixote", e, sobretudo, criar um género absolutamente novo: o humorismo, que haveria de dar os melhores frutos nos séculos posteriores. O humor em todas as diferentes manifestações –comicidade, sátira, humorismo, humor macabro, negro, etc.—é parte valiosíssima do património cultural europeu. O sentido de humor é a prova dos nove da nossa maturidade intelectual. Uma prova que nós deveríamos fazer cada noite, antes ou depois de rezar ao nosso anjo da guarda".
A esperança é a última a morrer. Ficamos com uma ideia, leve, do pensamento destes artistas. Não sei até que ponto, podemos globalizar as opiniões, porque cada país, cada vivência é um caso. Muita coisa ficou por ser dita, e principalmente ficou por se conhecer o lado do público. Até que ponto o leitor está interessado em manter o cartoon na imprensa. Porque é que os jornais de humor não têm leitores suficientes para os fazer vencer? Porque é que há cada vez menos publicações independentes, onde o politicamente correcto não é a linha editorial? Porque é que a sociedade está cada vez mais indisposta contra as irreverências, contra os que incomodam os políticos, as corrupções, os jogos de bastidores, as injustiças? Porque é que os cómicos, do stand up comedy, proliferam actualmente com suas brincadeiras de non-sense, impondo-nos uma sociedade de anedota, em vez de se fazerem anedotas da sociedade? Muitas questões para as quais não temos resposta. Será que alguém sabe mesmo?
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Viva Conceição Cahu
Maria da Conceição Souza Cahu, uma das poucas mulheres-caricaturistas brasileiras, faleceu no passado dia 18 com 62 anos de idade depois de ter completado 40 anos de carreira.
Em 1992 tinha sido galardoada com o 1º Prémio (Categoria de Quadrinhos) no Salão de Humor de Piracicaba.
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Iniciada nas revistas da Editora Abril, transitou para a Folha de São Paulo, e depois para Jornal da Tarde, Visão, Saúde em Debate, tendo deixado colaboração dispersa também por Nova, Play Boy, Cláudia, Capricho e Placar, revista de desporto onde muitos leitores supunham tratar-se de umhomem.
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As palavras seguintes são de Bira Dantas (nhttp://neorema2.blogspot.com) e o desenho acima também.
MINHA HOMENAGEM À CONCEIÇÃO CAHU
É uma perda incrível. Eu conheci suas belíssimas charges, caricaturas e retratos em bico de pena (formidáveis) na Gazeta Mercantil na década de 80. E pude vislumbrar suas grandes charges da Copa em folhas inteiras de papel Schoeller no Instituto Rian, de Gualberto e Jal. Publicou recentemente uma HQ em parceria com Xalberto na Front, da Via Lettera. Eu a conheci na AQC (Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas SP), nos idos da década de 80. A reencontrei quando fiz um cartaz pro Dieese e ela havia feito o anterior, com influências peruanas na técnica de pintar com aquarela. Depois nos vimos na Merlin, uma livraria de HQ em Pinheiros onde o Jal tentava reagrupar os cartunistas de volta à uma associação. Lá toquei gaita e ela se emocionou com Asa Branca, vinha de uma família pernambucana repleta de músicos. Em 2000, fomos à Pizzada e nos reencontramos. Pela última vez. Conceição, artista incrível, ouça uma gaita triste que soa pra te alegrar, onde quer que estejas!
Bira

















