sábado, março 31, 2007


As Cartoonices de
Ferreira dos Santos
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Era uma injustiça que o Buraco estava a cometer, ao omitir nos links as cartoonices do Ferreira dos Santos, ele que tanta colaboração nos tem prestado (sem contar com a imensidão de coisas que nos oferece e não publicamos por escassez de tempo). Cliquem no último link.

Ferreira dos Santos lança o alerta
Amanhã é dia das mentiras

sexta-feira, março 30, 2007


Buraco ultrapassa
60.500 espreitadelas!.
eis o que nos impele (e força a continuar): a adesão dos cibernautas.
Desde que iniciou a sua actividade (nos pântanos do sapo, se bem se lembram) até ao dia de hoje, o Buraco da Fechadura já somou 60.500 visitas. Obrigado!

domingo, março 25, 2007

Um ano depois, homenagem a Mena
Para assinalar o aniversário do falecimento do humorista espanhol José Luis Mena, un grupo de amigos decidiu organizar em Segóvia uma exposição que reúne um cento de originais do criador da personagem "Cândido" que desenhou até ao fim da vida (e chegou a ser publicada diariamente por um dos jornais do Porto).
A inauguração da exposição, que conta com a presença da sua viúva Blanca Abella, assim como de amigos e companheiros entre os quais estarão os amigos de Buraco da Fechadura José Luis Cabañas, Juan García Cerrada e Luis Conde. E José Orcajo, um dos mentores da exposição e quem nos comunicou a notícia.

A inauguração é na próxima Quarta, 28 de Março, às 8 da tarde (hora de Espanha), no Palacio-Museo Rodera Robles.

sexta-feira, março 23, 2007

Comentário assinado por CZ
Portas de par em par para Rui

Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela. No caso do Rui Pimentel, com a qualidade que o seu trabalho revela, certamente vão abrir-se novas portas, de par em par.

Nota:
Este comentário foi colocado na zona apropriada do post abaixo. Mas aqui adquire mais visibilidade

segunda-feira, março 19, 2007

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Carlos Rico solidário com Rui Pimentel

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"A minha solidariedade para com o grande artista que é Rui Pimentel! 20 anos não são 20 dias. E um despedimento, embora sempre doloroso, não se faz assim, a seco... Muito menos a um cartoonista com a qualidade do Rui.



Esta montagem foi criada pelo Buraco da Fechadura há mais de um ano
e nela é visível o pormenor a que o Carlos Rico alude
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Uma das poucas vezes que comprei a Visão foi precisamente devido a uma capa do Rui: antes das Presidenciais, entre Cavaco Silva e Jorge sampaio, este cartoonista genial desenhou a ambos dentro da mesma cara, bastava virar a revista 180º, como se fosse um Valete ou um Rei de um qualquer baralho de cartas! De facto, a Visão vai ficar mais turva, a partir de agora... Para o Rui, espero que este percalço seja uma rampa de lançamento para um projecto com mais... visão! "
De Alberto Ferreira Portugal
Desculpa, Alberto, o atraso com que publico este teu oportuno cartoon! Mas olha quisto anda para aqui uma falta de tempo, que tu nem queiras saber!
Z

domingo, março 18, 2007

De Zé Oliveira Portugal
Clicar sobre o desenho, para ter melhor leitura
Cartaz da 15ª Bienal de Cuba
É este o cartaz da 15ª edição da Bienal internacional de Humor de Santo António de los Banhoa (Cuba), uma vez mais da autoria de Tomy, dedicado amigo de Buraco da Fechadura.

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De Fausto Brasil
De Banegas Honduras

Com realização de Steven Spielberg
Novas aventuras de Tintim no cinema


Está confirmado que Spielberg irá realizar um filme baseado nas aventuras de Tintim.

Durante a sua vida, Hergé mostrou-se sempre renitente ao projecto do popular realizador americano. Mas agora, ultrapassados problemas de direitos, anuncia-se já a estreia para daqui a dois ou três anos.

Regresso ao celulóide

A primeira vez que Tintim enfrentou as câmaras em carne e osso, foi pela mão do realizador Jean-Jaques Vierne.

A foto abaixo é do filme "Tintim e o mistério do Tosão de Ouro", com Jean-Pierre no papel do repórter e Georges Wilson no de Haddock.
O mundo ficou mais triste

sábado, março 17, 2007

De Fausto Brasil
De Ferreira dos Santos Portugal

sexta-feira, março 16, 2007

Aniquilaram o "Puro Veneno" de Rui Pimentel
Visão distorcida
Um dos maiores cartoonistas contemporâneos é despedido por uma "remodelação gráfica"

Texto principal de Osvaldo de Sousa
Foto, títulos e comentário final de Zé Oliveira

Uma remodelação gráfica muito profunda, despede Rui Pimentel da revista "Visão". Assim terminam 20 anos de colaboração profunda, sem uma palavra. É esta a ética que domina a imprensa portuguesa.

Rui Pimentel que todos conhecem, é sem duvida um dos melhores cartoonistas Portugueses da actualidade, do séc. XX e XXI. A sua obra é um monumento de força satírica, em que sorri com os políticos, sendo irreverente, contundente, mas sempre com um olhar construtivo, democrático. É um fiel herdeiro da ironia de Raphael Bordallo Pinheiro.

Um mestre do traço ironista que nos tem dado um retrato fiel da sociedade que nos desgoverna. Apesar de todos os seus Prémios nacionais e internacionais, apesar do reconhecimento de todos da sua obra, é despedido sem o mínimo de ética profissional dos editores da referida revista. É assim que os patrões tratam os funcionários, os artistas. Vivemos na selva, em que já não há respeito pela dignidade humana. A revista "Visão" só demonstra que grande falta de ética profissional, de ética jornalística.


O humorismo gráfico português está de luto, porque o cerco ás vozes irreverentes prossegue, dando lugar sempre ás ilustraçõeszinhas politicamente correctas, a desenhinhos que ficam sempre bem numa remodelação gráfica muito profunda, tão profunda que cheira mal. Não tenho nada contra o cartoonista que o substitui, admiro inclusive a sua obra, mas infelizmente ainda tem que amadurecer bastante para chegar ao nível de um RUI Pimentel.
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Buraco da Fechadura repudia
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Não é como amigo e companheiro de... risco que eu repudio o despedimento de Rui Pimentel pela revista Visão. É, sim, como leitor.
Na Europa civilizada, os jornais e as revistas prezam os seus cartoonistas. São aquele tipo de colaborador que, quando tem qualidade e deseja, "morre" no seu posto. Porque os administradores e directores dos periódicos sabem quanto vale a identificação entre os leitores e o cartoon a que são fiéis.
Eu era leitor da Visão desde o seu primeiro número. Como o fora de O Jornal, que lhe esteve na génese. Como o fui da revista Flama,onde aliás publiquei os meus primeiros desenhos satíricos, cuja equipa foi iniciar O Jornal quando a Flama encerrou.
O Rui vem desde os tempos de O Jornal. Mas agora... o seu Puro Veneno foi aniquilado por um antídoto a que chamaram "remodelação gráfica".
Neste prolongamento rectal do continente europeu, nesta época escura de socialismo cinzento, andamos a suicidar-nos silenciosamente. A suicidar os nossos talentos, a nossa identidade, o nosso bom humor, a nossa coragem.
Eu poderia ter escrito que nos andam a assassinar isso, mas prefiro chamar-lhe suicídio.
...Mas a gente continua. De gravata cada vez mais negra, mas continua.
Já houve fascismos piores e a gente sobreviveu.
...E a revista Visão perdeu em mim um leitor. Que já vinha desde os tempos da Flama. Ou eu não me chame Zé Oliveira.


INFORMAÇÕES SOBRE MIGUEL TORGA PARA SALÃO DE CARICATURA DE VILA REAL
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Adolfo Correia Rocha, que viria a ganhar renome literário nacional e internacional sob o nome de Miguel Torga, nasceu em 12 de Agosto de 1907 em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa. Foram seus pais Francisco CorreiaRocha e Maria da Conceição de Barros, camponeses pobres. Concluído o ensino primário em São Martinho de Anta, frequentou durante um ano o Seminário de Lamego, que abandonou por falta de vocação e contra a vontade paterna. A alternativa encontrada foi a partida para o Brasil, em 1920, ao cuidado de um tio abastado, proprietário da fazenda Santa Cruz, no Estado de Minas Gerais. Aí se ocupou das tarefas mais diversas relacionadas com a vida da fazenda, até que em 1925 regressa a Portugal. Conclui então o Curso dos Liceus e ingressou na Faculdade de Medicina de Coimbra, concluindo a formatura em 1933. Feita a especialização em otorrinolaringologia, casa em 1940 com Andrée Crabbé fixando-se em Coimbra, e é nessa cidade que vive o resto dos seus dias, com frequentes viagens em Portugal (com destaque para São Martinho de Anta, que é a sua matriz anímica e como tal sente necessidade de visitar regularmente) e ao estrangeiro. Faleceu em Coimbra, em 17 de Janeiro de 1995, sendo sepultado no dia seguinte em São Martinho de Anta. À cabeceira da campa rasa foi plantada uma torga.

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Os Bichos, um exercício para Humoristas

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Poeta, diarista, ficcionista e dramaturgo de excepcional qualidade, Miguel Torga é um dos maiores vultos da literatura portuguesa de sempre, aliás internacionalmente reconhecido e premiado. Tendo começado como poeta inserido no grupo modernista da Presença, não demora muitos anos a distanciar-se do movimento, chefiado por José Régio e João Gaspar Simões, e a seguir um caminho próprio, menos individualista e mais aberto aos problemas da Humanidade - a única via que convinha a um espírito visceralmente rebelde como era o seu. De facto, como escreve David Mourão-Ferreira, "a sua posição, nas nossas letras, continua a ser a de um grande isolado - que, no entanto (ou por isso mesmo) consubstancia e representa, ora de forma mais directa ora através de inevitáveis símbolos, quanto existe de viril, de vertical, de insubornável, no homem português contemporâneo." Decide adoptar o pseudónimo de Torga. Não escolhe o nome por acaso. Torga, ou urze, planta bravia, humilde, espontânea e com o seu habitat no chão agreste por todo o Portugal, mas particularmente nas serranias do norte, é o correspondente no reino vegetal dessa força que será o poeta e o prosador. Após alguns livros de poemas, os primeiros dos quais assinados com o seu nome civil - Adolfo Rocha - e dos três primeiros volumes da sua autobiografia romanceada, intitulada A Criação do Mundo, segue-se, entre 1940 e 1943, uma série de três livros de contos absolutamente magistrais: Bichos (1940); Montanha (1941), a partir da segunda edição Contos da Montanha; e Novos Contos da Montanha (1943). Escreveu sempre, até próximo do final, tendo deixado, além das já citadas, obras importantes como por exemplo o romance Vindima (1945), as peças Mar e Terra Firme (ambas de 1941), os livros de poemas Cântico do Homem (1950), Orfeu Rebelde (1958) e Poemas Ibéricos (1965), o roteiro Portugal (1950) e sobretudo os dezasseis volumes do Diário (primeiro volume em 1941, último - o décimo-sexto - em 1993), um registo muito pessoal da mundividência e da mundivivência de Torga, entremeado de belíssimos poemas. Os Bichos talvez o mais interessante livro de Torga, onde os animais podem ser um excelente exercício para os humoristas. Animais com sentir humano ou seres humanos vestidos de animais. Ou uma irmandade de animais e homens. Tudo numa argamassa de vida. O cão Nero, o galo Tenório, o jerico Morgado, o Ladino, o Ramiro. E a Madalena, caminhando na contra mão da contradição entre cultura e vida.O seu comprometimento com o destino do homem, decorrente de um "humanismo essencial e consequente" (ainda nas palavras de David Mourão-Ferreira), valeu-lhe dissabores vários, como a prisão, a censura e a apreensão de obras suas pela PIDE. (Nem sempre escrevi que sou intransigente, duro, capaz de uma lógica que toca a desumanidade. (...) Nem sempre admiti que estava irritado com este camarada e aquele amigo. (...) A desgraça é que não me deixam estar só, pensar só, sentir só.) Mas, mesmo na hora da libertação do país, em 1974, Torga manteve-se íntegro (inteiro, como ele gostava de dizer) e afastado da política partidária, em que não se revia, recusando totalitarismos e demagogias e proclamando sempre os valores da liberdade e da solidariedade. "A política é para eles (os políticos) uma promoção e, para mim, uma aflição." Miguel Torga foi distinguido com diversos prémios de grande relevância, como o Prémio Internacional da XII Bienal de Poesia de Knokke-Heist (Bélgica, 1976), o Prémio Morgado de Mateus (1980), o Prémio Camões, o mais importante do mundo da lusofonia (1989), o Prémio Vida Literária da APE (1992), o Prémio Écureuil de Literatura Estrangeira do Salão do Livro de Bordéus (1992) e outros.
Mais imagens no blog dos Regulamentos dos Concursos com coordenação de Osvaldo de Sousa (ver links aqui no Buraco da Fechadura)

terça-feira, março 06, 2007

...não se esqueçam de visitar o site do Fausto
Cherga correioOlá amigo Zé Oliveira, olá Portugal!

Aqui quem lhe escreve é o cartunista Fausto ( Bergocce ) do Brasil, caro Zé, atavés de um amigo, fiquei sabendo de seu Site e depois de olhar gostei muito... foi muito interessante conhecer novos amigos desenhistas de outras partes ( gostei muito do Tute, da Argentina, não conhecia ainda o trabalho dele ) e dos outros também. Entre eles já conhecia o Tomy, que já passou pelo Brasil e também tive a oportunidade de conhece-lo em Cuba. Caro Zé, o endereço de meu site é; www.faustocartoon.com.br ficaria enormemente feliz em coloborar com seu site ( atravé de meus desenhos), ok? Aí vai alguns pra você conferir.
Abraços do Fausto.
Brasil.
Ferreira dos Santos lança esta teia em torno do livro de Onofre Varella

Descendo pelo blog a baixo, encontra-se a nota que dá conta do lançamento do livro de Onofre Varela "O Peter Pan nãon existe - Reflexões de um ateu".
É a propósito desse livro, que o Ferreira dos Santos dedica este cartoon ao Varella.