Há hoteis que não aceitam clientes com crianças! (Entenda-se pais com os respectivos filhos).Tanto no caso deste cartoon como nos outros, obtém leitura mais eficaz se clicar sobre a figura.
Há hoteis que não aceitam clientes com crianças! (Entenda-se pais com os respectivos filhos).
...vai desactualizada. O Buraco tem estado parado, mas a evolução do Mundo não. Desculpa, Alberto. E cuida da tua saúde!
Z.O.
António Diamantino Rocha é o representante em Portugal de M.Moleiro Editor SA, Barcelona (Espanha), uma casa especialista em facsimile de livros e documentos antigos, cuja fidelidade nas reproduções é levada ao extremo. É visitável em www.moleiro.com
Angelines San José reside em Madrid e trabalha para a revista infanto-juvenil "Muy Interesante", desenhando também capas e ilustrações para livros.
Alfonso Ortuño Salar tem a sua colaboração dispersa por mais de 30 periódicos e presentemenet pode ser apreciado em "Diez Minutos" e "Tiempo", ambos de Espanha. Também pintor e ilustrador, Ortuño tem, além do mais, um livro sobre arroz que é premiado pela Academia Española de Gastronomía.
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O episódio de El Nuevo Heraldo
."Sou um homem feliz. Apesar do que choro quando vejo um filme como o Titanic. Porque não gosto de naufrágios"
Este é um dos cartoons de Varela em El Nuevo Heraldo (Miami), um dos principais diários em língua espanhola que se publicam nos Estados Unidos.
Trata-se de um jornal publicado pelo The Miami Herald, da editora Mc Clatchy, e foi as egunda vez em pouco mais de um ano que o Nuevo Heraldo "virou" notícia de carácter violento: segundo a agência AFP, em Julho de 2005 um ex funcionário da cidade entrou no átrio do diário e, depois de falar por telefone com um repórter, disparou um tiro sobre a sua própria cabeça, tendo morrido pouco depois no hospital.
Voltaremos a este assunto
Obrigado, Banegas, por este divertido exclusivo!
De que é que estamos a falar ?
“RIbanho” nasceu no início de 2003 a partir do convite feito por António José Brito (então director do Diário do Alentejo) a Luís Afonso e a Carlos Rico para desenvolverem uma tira para a última página do jornal. Surgiu assim o pseudónimo “Luca”, com as duas primeiras letras dos primeiros nomes de ambos.
Depois de terem criado as personagens em conjunto, dividiram tarefas: Luís escreveu semanalmente os textos, Carlos fez os desenhos e a tradução para alentejano (ainda que se exprima facilmente no alentejano falado, Luís Afonso tem alguma dificuldade em escrevê-lo). Passados quase quatro anos e quase duzentas tiras, chegou a altura de fazer um livro. Este, com uma selecção do melhor de Ribanho, ordenada por ordem cronológica.
A edição é da Prime Books.
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RIbanho, o riso alentejano
Geraldes Lino
À laia de preâmbulo, começarei por dizer que detesto anedotas sobre alentejanos, mesmo que, por vezes, tenha rido com algumas. Detestei, em especial, as que tiveram o seu apogeu maldoso no pós-25 de Abril.
Para cortar à nascença ilações falsamente óbvias, que fique claro: sou lisboeta, e não tenho nenhum familiar alentejano.
Impõe-se, pois, que esclareça já o porquê desta minha animosidade em relação às ditas anedotas. É que sempre detectei nelas laivos de achincalhamento, e não raro alguma intencionalidade política, associando à população daquela província intensa carga negativa de esquerdismo, além de preguiça, lentidão e estupidez.
Mas o que é que tem a ver essa minha interpretação onde se cruza o Alentejo com anedotas e política, se o que está em causa é, tão-somente, apresentar um livro de "cartoons", da autoria de "Luca" –, publicados inicialmente nas páginas de um jornal?
Tem tudo a ver: o jornal é o Diário do Alentejo, e "cartoons", esse anglicismo tão vulgarizado, é algo classificável, simplificadamente, como anedotas ilustradas. Sobretudo, repare-se na coincidência: têm alentejanos como personagens, tal como os dois autores – e, claro, nem um nem outro são homens de direita.
Assim sendo, seria de esperar uma espécie de vingança, tipo, agora vamos nós gozar com quem tanto nos tem gozado? Posso afirmar que uma atitude desse género não faria sentido para eles, conhecendo-os como eu os conheço.
Luís Afonso nasceu em Aljustrel (1965).Ex-professor de Geografia, ex-técnico de Desenvolvimento Local, vive em Serpa, onde exerce a tempo inteiro a inacreditável profissão de cartunista (escrever "cartoonista" é tão absurdo como seria se escrevesse "footebolista"), fazendo para o jornal Público, diariamente, o já famoso (tanto que até motivou uma peça teatral) "Bartoon", e ao sábado "A Semana Política", sendo domingo o dia propício para a "Sociedade Recreativa" na revista semanal Pública. Mas todos os dias são bons para Luís Afonso fazer rir com o barbeiro que espalha as suas tiradas irónicas sobre desporto em geral, e futebol em particular, na tira de três vinhetas intitulada "Barba e Cabelo", no diário desportivo A Bola, onde também, mas nesse caso ao sábado, esgalha "Humor Ardente". A brincar com impostos, fugas aos ditos, preços do petróleo, cotações do euro, e assuntos quejandos, faz de 2ª a 6ª uma tira intitulada "SA" no Jornal de Negócios. Como às três da madrugada de 6ª feira normalmente ainda lhe apetece fazer mais qualquer coisinha, o cartunista alentejano lembra-se do compromisso que tem com a revista Sábado e para ela desenha um "gag" em que brilha um tal "Lopes, o repórter pós-moderno". Depois de tudo isto – que só de ler, cansa – ainda conseguiu imaginação para criar "Sol aos Quadradinhos", e tempo para os desenhar, no novel semanário Sol.
Carlos Rico nasceu em Moura (1968), onde vive e trabalha como gráfico do respectivo sector da Câmara Municipal, em representação da qual é o principal responsável pela realização anual do Salão Internacional de Banda Desenhada de Moura. Paralelamente, é também cartunista, e nessa qualidade já colaborou no Além Tejo Económico, de Évora, no quinzenário A Planície, de Moura, estando actualmente a desenhar a rubrica "Cartoon" no semanário Jornal do Sporting.
Como se isto fosse pouco para estes dois preguiçosos alentejanos, em Fevereiro de 2003 resolveram formar uma dupla, usando o pseudónimo de "Luca" ("Lu" de Luís, e "Ca" de Carlos), e com ela criaram a rubrica "RIbanho" no Diário do Alentejo. Desde então, semanalmente, têm posto em cena, com muita graça, personagens a analisar os acontecimentos que afectam o Alentejo, a comentar as decisões do governo do país ou simplesmente dos governantes locais, apenas fazendo os seus autores uma pequena concessão: a de gozarem com o sotaque dos "compadris" – afinal de contas, também o deles –, o que, em última análise, significa que se riem, com bonomia, de si próprios.

Carlos Rico
LUÍS AFONSO


Os Prémios GondoRRiso
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1º Prémio: Paulo Fernandes (Portugal)
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Menção Honrosa: Nani (colombiana a residir em Espanha)
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Menção Honrosa: Angelines (Espanha)
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Menção Honrosa: Nuno San Rosendo (Portugal)
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Bastante participado
Embora seja a primeira edição, o GondoRRiso contou com assinalável número de participantes (cerca de meia centena), em representação de Portugal, Espanha, Cuba, Colômbia, Argentina, Alemanha e Equador.
Extra-concurso
Três autores participaram extra-concurso: Onofre Varela, porque esteve envolvido na organização; Zé Oliveira, porque prestou algum apoio à organização; e Carlos Rico, porque as suas obras chegaram depois da reunião do Júri.
A exposição do Ferreira dos Santos que pode ser apreciada nos Paços da Cultura de S. João da Madeira desde o passado dia 17, contou com um patrocínio sui generis: a Fábrica de Lápis Viarco (a única do país, a laborar justamente em S. João da Madeira).
...só agora é que o Ferreira dos Santos diz à gente: é já no próximo dia 17 (e hoje são 15, carago!) que inaugura a sua exposição intitulada "O SORRISO DO LÁPIS".
Vai ser em S. João da Madeira. "São cartoons sobre urbanismo", declara o António Ferreira dos Santos ao Buraco da Fechadura, mas entretando esqueceu-se de informar mais detalhes acerca do local onde decorre o festivo acontecimento. Esperamos que seja debaixo de telha, porque a metereologia não está para modas e notícias de há minutos declaram que lá para aqueles lados o alerta é laranja. Não obstante os cartoons do Ferreira que ilustram esta notícia serem mais em tom rosa... pálido.
Quem é Ferreira dos Santos
Elegendo-me como seu inimigo de estimação, o António Ferreira dos Santos já me convidou para escrever o prefácio do seu próximo livro. Mas colocou-me uma condição: que eu escreva um texto a dizer muito mal dele. Pois está descansado, António, que hei-de esmerar-me na tarefa. Mas até lá, falarei só bem de ti, como sempre tenho feito. E continuo:
............... ficou Portugal mais alegre quando, a 30 de Agosto de 1948, nascia em Cu coiso (Cucujães, acho eu) um robusto rapaz de 3 quilos e oitocentas que, passados uns anos, haveria de licenciar-se em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Daí para a frente, andou a cuidar da qualidade da nossa vida acautelando o ambiente urbanístico em que vivemos e acautelando a alegria com que devemos viver nesse urbanismo, desenhando cartoons de forte sentido crítico. Tem publicado em A Voz Portucalense, O Regional de S. João da Madeira, A Razão, Público, Jornal das Beiras, Fiel Inimigo, O Jogo, etc.
Premiado em Salões nacionais e estrangeiros, é nesta altura um dos mais assíduos colaboradores do Buraco da Fechadura.
Quem passar por S. João da Madeira e não visitar a exposição do Ferreira, é Cágado.
...ou dizendo de outra maneira: "no melhor buraco cai a nódoa"
Pronto, o Buraco da Fechadura entrou de novo num período de mais ou menos normalidade.
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A secção de Caricatura do XVII Festival de Banda Desenhada da Amadora, que este ano fez o seu enfoque sobre o trabalho dos artistas periféricos, homenageou Zé dos Alicates (José Augusto Carvalho segundo o BI), um artista de Santa Clara muito conhecido em Coimbra pelas suas caricaturas que desenha em arame e cuja popularidade se tem espalhado um pouco por todo o país e fora dele.
Zé dos Alicates deslocou-se à Amadora no fim-de-semana de 28 e 29 de Outubro, para receber o galardão das mãos do Dr. Osvaldo de Sousa, presidente da Humorgrafe e Director do Salão Nacional de Humor de Imprensa, que decidiu também distinguir Stane Jagodic, um humorista esloveno que trabalha com colagens de recortes, que se viu impossibilitado de deslocar-se a Portugal por motivo de doença.
Segundo a organização, a Caricatura nasceu para ser divulgada nas páginas dos jornais. Mas existem casos de desvio dessa finalidade, como é o exemplo de Zé dos Alicates, que sempre se expressou na arte do retrato satírico usando meios periféricos: arame e alicate.
O Perfil do Zé
Zé dos Alicates entrou ainda muito jovem para uma instituição de enquadramento social do norte de Portugal, onde aprendeu o ofício de encadernador, que chegou a exercer, mas por pouco tempo. Depressa se interessou pelas artes da manipulação artística do arame, produzindo pequenas estatuetas de fio metálico revestido com plástico colorido (que hoje encontramos por exemplo no interior dos cabos telefónicos). Nas montras de bijuteria de Coimbra (por exemplo da rua Adelino Veiga) era frequente exporem-se para venda, nos anos 60, os seus polícias, fogueteiros, sapateiros, estudantes, pescadores… enfim, uma galeria infindável de figuras populares que dificilmente terão resistido à fragilidade do material.
Emigrado para Paris, trocaria aí os fios coloridos pelo arame zincado, com que moldava (molda) o perfil de quem se exponham à sua frente.
Foi o então estudante de Coimbra e caricaturista Orlando Noronha (hoje advogado em Viseu) quem mais se empenhou na projecção do trabalho do Zé dos Alicates, há cerca de uma vintena de anos, trazendo-o para o convívio dos restantes caricaturistas portugueses, com quem passou a exibir-se e a confraternizar tanto em Portugal como em Galiza.
Eduardo Esteves, igualmente estudante de Coimbra, agora licenciado em Farmácia e Caricaturista, também teve uma quota-parte importante na divulgação do trabalho de Zé dos Alicates, tendo-o inclusivamente feito aparecer em várias vinhetas do seu álbum de banda desenhada A Falange do Silêncio, onde intervém no papel de pescador no Mondego. Aliás a pesca é, realmente, uma paixão para Zé dos Alicates.
Numa sucinta apreciação da sua obra, o historiador da Caricatura portuguesa Osvaldo de Sousa pronuncia-se assim acerca da originalidade dos trabalhos deste artista: “A caricatura é um retrato feito a lápis, a carvão, não feito de arame. Só que nas explorações plásticas periféricas tudo é permitido, e desse modo não há artista mais periférico da caricatura que Zé dos Alicates. Sendo um caricaturista repentista, não é fácil fazer uma exposição de obras suas. A caricatura em arame é feita perante a vítima, que logo a leva”.
Zé Oliveira
Ilustração: Osvaldo de Sousa por Zé dos Alicates
Carlos Seco, que reside na Lousã (onde é professor), interpretou assim a "ida ao ar" das colaborações de Osvaldo de Sousa com a Lousã, onde durante dez anos decorreram as Festas da Caricatura.
Este escândalo de se pagar nove mil contos por um círculo com uma pintinha dentro já mereceu divulgação aqui no Buraco.
Este recorte é do Região de Leiria, mas "a coisa" foi divulgada noutros meios de comunicação: desenhar um logotipo simplex custou a módica quantia de 45 mil euros!
Francisco Piedecausa será um dos cartoonistas espanhóis que, segundo Buraco da Fechadura apurou, estará presente no Encontro de Alcalá de Henares (Madrid). Ver post abaixo
Para ler os balões sem estragar os olhos, é melhor clicar sobre a imagemÉ já na próxima segunda-feira que inaugura, em Alcalá de Henares (Madrid), a XIII Muestra Internacional de Humor, este ano subordinada ao tema "Violência de Género" (traduzindo apressadamente: "Exploração da Mulher").
Entre os 117 autores de 34 países, participam os portugueses Zé Oliveira, Onofre Varela e António.
Zé Oliveira estará presente na inauguração e demais iniciativas do Encontro Iberoamericano de caricaturistas que decorre paralelamente com a "Muestra". Varela não se desloca este ano e, até ao momento, Buraco da Fechadura ignora se António (Expresso) vai a Madrid.

O recorte é da edição de hoje.