sábado, novembro 25, 2006

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Humorista cubano em desespero
Armado de UZI, caricaturista Varela tenta tomar direcção de jornal em Miami


O caricaturista cubano de "El Nuevo Herald" José Varela entregou-se a à polícia de Miami, depois de permanecer armado no interior do gabinete do editor do diário, Humberto Castelló. Un portavoz da polícia de Miami confirmou que a situação terminara com a entrega de Varela às autoridades depois de ter permanecido entrincheirado e armado com uma pistola-metralhadora no gabinete de Castelló durante quase quatro horas. Os jornalistas Tomás García Fusté e Juan Manuel Cao, amigos de Varela, falaram com ele convenceram-no a entregar-se. García Fusté explicou ao canal de televisão 51, da cadeia Telemundo, que Varela o chamou por telefone e lhe declarou que que era ele o novo director do"Nuevo Herlad" e que pretendia acabar com os problemas do jornal.


Varela entregou-se à polícia sem violência, depois de ter explicado a um jornalista de "El Nuevo Herald" que estava "preparado para morrer e que se considera um homem morto". Varela, segundo explicou à agência Efe Rui Ferreira, jornalista do diário, exigia que se cumprissem tres pontos para entregar as armas: a renúncia do director de "El Nuevo Herald", Humberto Castelló, e do subchefe de redacção, Benigno Dou. En terceiro lugar, Varela, armado com uma pistola-metralhadora UZI, pedia que se "divulgue a verdade do exílio cubano em 'The Miami Herald'", reclamando também a renúncia do seu director, Tom Fiedler, que fez comentários depreciativos acerca dos exiliados cubanos em Miami que qualificou de "pequeños chihuhuas". Varela solicitava que o periódico "comece a tomar uma posição de respeito perante o exílio cubano", referiu Ferreira."Estou sereno e tratando de concentrar-me tanto quanto possa", disse Varela em conversa telefónica com Ferreira."Varela, que está só, pidiu para falar com o padre Alberto Cutié (sacerdote católico da comunidade hispana dos EUA)", acrescentou Ferreira. Varela entrou na redacção cerca das 10.40 (15.40 GMT) vestido com uniforme militar camuflado e óculos escuros e, depois de sustentar uma discução com um dos editores de fotografia, dirigiu-se ao gabinete do director, que estava vazio, onde se entrincheirou. Varela, que écinturão negro de kárate, tem dois filhos e desde há três meses está separado de sua esposa.



O edifício do jornal chegou a estar evacuado, com funcionários e polícias no exterior. Entretanto, o caricaturista declarava que não faria reféns.
A dado passo, afirmou por telefone a um colega: "Estás a falar com o novo director do jornal, e estou aqui para desmascarar os verdadeiros conflitos do periódico. Aqui enganam-se os exilados, há problemas com os salários".
Varela acrescentou, para justificar a sua atitude, que "se sentia inseguro na área de Júpiter (uma localidade a norte de Miami), para onde se havia mudado, após o divórcio".

Foto 1: Redacção do Miami Herald
Foto 2: Funcionários e polícias no exterior do jornal, durante o incidente
Notícia enviada por Dario Banegas (Honduras)

Comentário
Um caricaturista é um trabalhador com tanta obrigação de se comportar com bom senso como qualquer outro cidadão. Mas parece que existem alguns que levam demasiado à letra as situações que imaginam e desenham, como se fosse possível passarem a sua própria vida para dentro da cercadura dos seus desenhos e viverem ali, em carne e osso, as suas aventuras de rambos, tal qual as inventam nos seus cartoons metafóricos.

A vida não é uma metáfora.

Quase ao mesmo tempo que este caricaturista vestia um camiflado e empunhava uma UZI para "tomar de assalto" a direcção do "seu" jornal, um rapaz na Alemanha suicidava-se depois de ter espalhado o terror nos corredores de uma escola com a sua metralhadora e, também ele, vestindo camuflado militar.

Durante três anos, fui obrigado a vestir um camuflado militar (um ano em Portugal e dois em Angola). E não me ficaram saudades dele. Nem desejo conquistar coisa alguma à força de G3, que foi a espingarda-metralhadora que melhor me ensinaram a manejar.

As armas são como os cigarros: só existe um proveito em ter fumado, que é saber quanto tem de maléfico o tabaco. E não desejo esse proveito a ninguém.

Zé Oliveira

Gondomar
O sorriso dos nabos

É já hoje, sábado, que inaugura o 1º Prémio Internacional de Gondomar, que dá pelo nome de GondoRRiso e assume como mascote um valente nabo dado à palhaçada.
O divertido acontecimento decorre a partir das 21h30 no Auditório Municipal da cidade gondomarense e tem organização da ARGO - Associação artística de Gondomar. Com uma mãozinha de Onofre Varela, um caricaturista que reside lá no concelho e tem o descaramento de colocar um nariz de palhaço (e um sorriso) numa cabeça de nabo gondomarense.
(É preciso dizer aos leitores que, embora em Gondomar os nabos de hoje já não sejam o que eram, em tempos não muito recuados tinham fama e produziam-se às toneladas nos campos gondomarenses).
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Os Prémios GondoRRiso

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1º Prémio: Paulo Fernandes (Portugal)

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Menção Honrosa: Nani (colombiana a residir em Espanha)

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Menção Honrosa: Angelines (Espanha)

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Menção Honrosa: Nuno San Rosendo (Portugal)

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Bastante participado

Embora seja a primeira edição, o GondoRRiso contou com assinalável número de participantes (cerca de meia centena), em representação de Portugal, Espanha, Cuba, Colômbia, Argentina, Alemanha e Equador.

Extra-concurso

Três autores participaram extra-concurso: Onofre Varela, porque esteve envolvido na organização; Zé Oliveira, porque prestou algum apoio à organização; e Carlos Rico, porque as suas obras chegaram depois da reunião do Júri.

Ainda a exposição de Ferreira dos Santos A exposição do Ferreira dos Santos que pode ser apreciada nos Paços da Cultura de S. João da Madeira desde o passado dia 17, contou com um patrocínio sui generis: a Fábrica de Lápis Viarco (a única do país, a laborar justamente em S. João da Madeira).
...e foi assim que, pela mão do carteiro, nos chegou o catálogo que trazia, a acompanhá-lo dentro do envelope... um lápis Viarco! O dito cujo Lápis do Sorriso, ele mesmo, em pessoa!

(Em casa de Ferreira, lápis de madeira)
(...de S. João da madeira, para ser mais completo)

quarta-feira, novembro 15, 2006

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É já na Sexta
Ferreira dos Santos expõe em S. João da Madeira
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...só agora é que o Ferreira dos Santos diz à gente: é já no próximo dia 17 (e hoje são 15, carago!) que inaugura a sua exposição intitulada "O SORRISO DO LÁPIS".
Vai ser em S. João da Madeira. "São cartoons sobre urbanismo", declara o António Ferreira dos Santos ao Buraco da Fechadura, mas entretando esqueceu-se de informar mais detalhes acerca do local onde decorre o festivo acontecimento. Esperamos que seja debaixo de telha, porque a metereologia não está para modas e notícias de há minutos declaram que lá para aqueles lados o alerta é laranja. Não obstante os cartoons do Ferreira que ilustram esta notícia serem mais em tom rosa... pálido.

Quem é Ferreira dos Santos
Elegendo-me como seu inimigo de estimação, o António Ferreira dos Santos já me convidou para escrever o prefácio do seu próximo livro. Mas colocou-me uma condição: que eu escreva um texto a dizer muito mal dele. Pois está descansado, António, que hei-de esmerar-me na tarefa. Mas até lá, falarei só bem de ti, como sempre tenho feito. E continuo:
............... ficou Portugal mais alegre quando, a 30 de Agosto de 1948, nascia em Cu coiso (Cucujães, acho eu) um robusto rapaz de 3 quilos e oitocentas que, passados uns anos, haveria de licenciar-se em Arquitectura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Daí para a frente, andou a cuidar da qualidade da nossa vida acautelando o ambiente urbanístico em que vivemos e acautelando a alegria com que devemos viver nesse urbanismo, desenhando cartoons de forte sentido crítico. Tem publicado em A Voz Portucalense, O Regional de S. João da Madeira, A Razão, Público, Jornal das Beiras, Fiel Inimigo, O Jogo, etc.

Premiado em Salões nacionais e estrangeiros, é nesta altura um dos mais assíduos colaboradores do Buraco da Fechadura.

Quem passar por S. João da Madeira e não visitar a exposição do Ferreira, é Cágado.

Z. O.

terça-feira, novembro 14, 2006

Em casa de Ferreira, espeto de pau ...ou dizendo de outra maneira: "no melhor buraco cai a nódoa"
Pazadas, abraço!!! (Abraços, pá, ou como raio é que se diz!!!)

domingo, novembro 12, 2006

Pronto, o Buraco da Fechadura entrou de novo num período de mais ou menos normalidade.
Muito brevemente daremos aqui alguma informação acerca do Encontro Iberoamericano de Alcalá de Henares. Tarde, é certo, mas... quem dá o que pode...

Abraços
Zé Oliveira
De Banegas Honduras
No Museu Bordalo Pinheiro
Carrilho expõe caricaturas

André Carrilho inaugurou no passado dia 7 uma exposição de caricatura no Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, subordinada ao título "Linha, Ponto e Vírgula".
Pode ser visitada na Sala de Exposições Temporárias.
Criador da Mónica no Festival de BD
Maurício de Souza na Amadora

Maurício de Souza (à esquerda na foto, acompanhado de Zé Oliveira), veio mais uma vez desde o Brasil para participar no 17º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora.
Esta foto, obtida durante o Festival, é da autoria de Osvaldo de Sousa.
O Festival terminou no passado dia 5.

Faremos oportunamente referência ao livro de Osvaldo de Sousa apresentado no âmbito do festival.
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Uma vida a trabalhar no arame... sem rede
Zé dos Alicates Homenageado na Amadora

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A secção de Caricatura do XVII Festival de Banda Desenhada da Amadora, que este ano fez o seu enfoque sobre o trabalho dos artistas periféricos, homenageou Zé dos Alicates (José Augusto Carvalho segundo o BI), um artista de Santa Clara muito conhecido em Coimbra pelas suas caricaturas que desenha em arame e cuja popularidade se tem espalhado um pouco por todo o país e fora dele.

Zé dos Alicates deslocou-se à Amadora no fim-de-semana de 28 e 29 de Outubro, para receber o galardão das mãos do Dr. Osvaldo de Sousa, presidente da Humorgrafe e Director do Salão Nacional de Humor de Imprensa, que decidiu também distinguir Stane Jagodic, um humorista esloveno que trabalha com colagens de recortes, que se viu impossibilitado de deslocar-se a Portugal por motivo de doença.

Segundo a organização, a Caricatura nasceu para ser divulgada nas páginas dos jornais. Mas existem casos de desvio dessa finalidade, como é o exemplo de Zé dos Alicates, que sempre se expressou na arte do retrato satírico usando meios periféricos: arame e alicate.

O Perfil do Zé
Zé dos Alicates entrou ainda muito jovem para uma instituição de enquadramento social do norte de Portugal, onde aprendeu o ofício de encadernador, que chegou a exercer, mas por pouco tempo. Depressa se interessou pelas artes da manipulação artística do arame, produzindo pequenas estatuetas de fio metálico revestido com plástico colorido (que hoje encontramos por exemplo no interior dos cabos telefónicos). Nas montras de bijuteria de Coimbra (por exemplo da rua Adelino Veiga) era frequente exporem-se para venda, nos anos 60, os seus polícias, fogueteiros, sapateiros, estudantes, pescadores… enfim, uma galeria infindável de figuras populares que dificilmente terão resistido à fragilidade do material.

Emigrado para Paris, trocaria aí os fios coloridos pelo arame zincado, com que moldava (molda) o perfil de quem se exponham à sua frente.

Foi o então estudante de Coimbra e caricaturista Orlando Noronha (hoje advogado em Viseu) quem mais se empenhou na projecção do trabalho do Zé dos Alicates, há cerca de uma vintena de anos, trazendo-o para o convívio dos restantes caricaturistas portugueses, com quem passou a exibir-se e a confraternizar tanto em Portugal como em Galiza.

Eduardo Esteves, igualmente estudante de Coimbra, agora licenciado em Farmácia e Caricaturista, também teve uma quota-parte importante na divulgação do trabalho de Zé dos Alicates, tendo-o inclusivamente feito aparecer em várias vinhetas do seu álbum de banda desenhada A Falange do Silêncio, onde intervém no papel de pescador no Mondego. Aliás a pesca é, realmente, uma paixão para Zé dos Alicates.

Numa sucinta apreciação da sua obra, o historiador da Caricatura portuguesa Osvaldo de Sousa pronuncia-se assim acerca da originalidade dos trabalhos deste artista: “A caricatura é um retrato feito a lápis, a carvão, não feito de arame. Só que nas explorações plásticas periféricas tudo é permitido, e desse modo não há artista mais periférico da caricatura que Zé dos Alicates. Sendo um caricaturista repentista, não é fácil fazer uma exposição de obras suas. A caricatura em arame é feita perante a vítima, que logo a leva”.
Zé Oliveira

Ilustração: Osvaldo de Sousa por Zé dos Alicates

Meio cento de desenhos participantes
Salão de Humor em Gondomar

A ARGO - Associação Artística de Gondomar lança pela primeira vez o Prémio Cartoon GondoRRiso - Salão Internacional de Caricatura e desenho de Humor de Gondomar.

A organização conta com a decisiva colaboração do caricaturista Onofre Varela, que reside em Rio Tinto (concelho de Gondomar, integrando a área metropolitana do Porto).

O prazo para recepção de originais já encerrou, podendo Buraco da Fechadura adiantar que concorre uma trintena de humoristas de sete países.

Este Salão, que este ano se subordina ao tema "Mulher", vai ter catálogo e, embora disponha de um orçamento muito reduzido, atribuirá um prémio único de 500 euros. E serão consideradas Menções Honrosas até ao número de três.
Segundo nota distribuida ontem à imprensa pela Fundación General de la Universidad de Alcalá, está aberto o prazo de candidatura para o Prémio Iberoamericano de Humor Gráfico Quevedos 2006.
Candidaturas para o Prémio Quevedos

O Pémio, dotado com 30.000 euros, recaiu em edições anteriores em António Mingote, Quino, Chumy Chúmez e El Roto.

Os Ministérios de Assuntos Exteriores, de Cooperação e de Cultura acabam de anunciar uma nova convocatória do Prémio Iberoamericano de Humor Gráfico Quevedos, galardão promovidopela Fundación de la Universidad de Alcalá e o mais importante nesta disciplina artística.

Este Prémio, que é dotado com trinta mil euros, tem como objectivo distinguir a trajectória profissional daqueles humoristas gráficos espanhóis e iberoamericanos cuja obra haja tido uma especial significação social e artística, contribuindo dessa maneira para a difusão e reconhecimento deste campo da cultura.

A presentação dos candidatos, em número máximo de tres, poderá ser levada a cabo pelas Embaixadas dos países de Iberoamérica emEspanha, por associações e instituições relacionadas com o mundo do humor gráfico, por associações de imprensa e por cada um dos membros do Júri. O plazo de apresentação de candidaturas estará aberto até 4 de Dezembro de 2006.

O Júri é formado pela Secretária de Estado de Cooperação Internacional, na sua qualidade de Presidente da Agencia Española de Cooperación Internacional, a ministra da Cultura, o reitor da Universidade de Alcalá, e um representante dos ministérios dos Assuntos Exteriores e de Cooperação e da Cultura, e um representante da Secretaria de Estado de Comunicação do Ministério da Presidência. A Fundación General de la Universidad de Alcalá actuará como secretária.


Informações e contacto:
FUNDACIÓN GENERAL DE LA UNIVERSIDAD DE ALCALÁ
Programa de Humor Gráfico
Teléfono: 91 879 74 40/41
pquevedos@fgua.es
De Ferreira dos Santos Portugal
Plágio!
Santa Isabel e Milagre das Rosas são imitação da Hungria

Não é a primeira vez que tomo conhecimento deste assunto, mas a verdade é que o reencontro agora muito bem documentado iconograficamente em
http://www.thestarlitecafe.com/poems/94/poem_793798.html
onde fui parar depois de ter lido uma chamada de atenção em http://abaheisenberg.blogspot.com
que Augusto Mota me recomendou por outros assuntos.

...E andamos nós, leirienses, a discutir com Coimbra a "propriedade" da lenda, que os conimbricenses querem que se tenha passado em Santa Clara-a-Velha, ao passo que os leirienses asseveram que ela decorreu à porta do seu castelo!...

Não deixem de visitar http://www.thestarlitecafe.com/poems/94/poem_793798.html

Zé Oliveira

sábado, outubro 14, 2006

Buraco tapado por uns dias
O Marcador do Morris ainda vai entrar a seguir, mas depois o Buraco da Fechadura ficará mudo e quedo durante uns dias.

Não quero prometer que, a partir de Alcalá de Henares, editarei coisas, porque isso seria "post" de pescada arrotada com fraquíssima convicção.

Portanto... até já.
Z.O.
Abraço para Osvaldo de Sousa
De Carlos Seco Carlos Seco, que reside na Lousã (onde é professor), interpretou assim a "ida ao ar" das colaborações de Osvaldo de Sousa com a Lousã, onde durante dez anos decorreram as Festas da Caricatura.

Foram tempos que ficaram para a história do Humor em Portugal, tempos em que a imprensa local chegou a chamar à Lousã, em parangonas de primeira página, Capital da Caricatura.

Num país onde há quem tenha uma visão alargada da importância das artes e da cultura em geral e, por outro lado, há quem tenha o poder na mão (ou o contra-poder), mas de costas ostensivamente voltadas para os primeiros, as coisas nascem e morrem sem crescer. Sufocam ou apodrecem.
De Zé Oliveira Portugal Este escândalo de se pagar nove mil contos por um círculo com uma pintinha dentro já mereceu divulgação aqui no Buraco.

Hoje, regista-se a interpretação satírica "da coisa".

Arre porra!!! Nove mil contos é muito dinheiro!!! E nem sequer foi preciso arrombar portas nem sequestrar ninguém!

sexta-feira, outubro 13, 2006

Álvaro faz pedagogia para labregos
Festival de BD da Amadora começa dia 20
Álvaro, o tal desenhador desanimado, licenciou-se em arquitectura para andar a governar a vida na má-vida da docência. E de tal modo assume, que acaba de dar à luz o "Manual de Posições para Labregos", em concubinato com a Pedranocharco, que edita. Adivinha-se um livro muito docente (porque de indocências está o purgatório cheio), que todo o bom chefe de família deve comprar, quanto mais não seja para aprender outras maneiras de ficar por cima.

É bom que todos nós compremos, porque todos nós temos um labrego dentro de nós - por mais que tentemos disfarçar.

Uma boa ocasião para comprar é já no próximo dia 20, no Festival de Banda Desenhada da Amadora, porque nessa altura o autor estará lá para assumir por escrito (e com assinatura) que foi ele próprio que escreveu e desenhou aquele manual.
Colaborador do Buraco da Fechadura vem expressamente do Basil
Lailson estará em Alcalá e na Amadora
Lailson de Holanda Cavalcanti, o Lailson dos Lulas que todos conhecem aqui no Buraco, vem à Europa estreitar abraços com os companheiros de risco ("compañeros de riesgo"!), incluindo o coordenador do Buraco da Fechadura.

Primeiro partiremos os ossos em Alcalá de Henares, cidade que tem Madrid nos arredores, coisa que está prevista para o dia 21. (O coordenador aqui do Orifício da Fechadura chega na manhã do dia 16, mas o Lailson demora mais uns dias, porque vem de mais longe).

Depois, renovaremos os abraços no Festival de Banda Desenhada da Amadora, mas só no dia 28. (Despedir-nos-emos no dia 22 em Alcalá, mas desta vez é o coordenador do Barroco da Fechadura que demora uns dias a fazer a viagem desde Alcalá até Amadora - com passagem terapêutica por Leiria)

A propósito da terapêutica
À atenção dos colegas de risco (..."de riesgo"): No começo desta tarde, chegou a estar em dúvida a minha ida a Alcalá. Dei um escorregão numa escada aqui de casa que resultou numa entorse no pé direito (o Banegas partiu o pé esquerdo! Cuidem-se os caricaturistas! Vejam bem onde colocam os pés!) Dei um escorregão que deixou consequências e talvez me faça aparecer em Alcalá apoiado numa canadiana. (Contudo, chegado lá... poderei trocar por uma espanhola, é caso a ver).

Lusíadas 2500
O Lailson vem apresentar em Portugal o seu Lusíadas 2500 (pesquisar neste blogue), uma notável recriação da maior obra épica de língua portuguesa, cujas pranchas estarão em exposição no Fórum Luís de Camões, na Brandoa, em contraponto a uma exposição com os originais d'Os Lusíadas de José Ruy, publicados (1984) em três albuns pela Editorial Notícias.

quinta-feira, outubro 12, 2006

...que grande "massada"!
45 mil euros para desenhar um logotipo Este recorte é do Região de Leiria, mas "a coisa" foi divulgada noutros meios de comunicação: desenhar um logotipo simplex custou a módica quantia de 45 mil euros!

O pródigo cliente foi o Instituto Politécnico e Leiria, que até tem uma escola superior de art e design nas Caldas da Rainha, com excelentes alunos e melhores professores que poderiam ter desenvolvido o processo com as sinergias internas...
Um ausente em Alcalá
Banegas fracturou um pé
O partido de Banegas é da esquerda.
Não obstante isso (ou por isso...) apoia-se na direita. Na perna direita.
Pior do que isso, (pior do que partir um pé...) seria ter partido a mão direita. Porque o Banegas, por não ser sinistro, é destro.

Quem duvida, repare com que... destreza ele desenha!
De Piedecausa EspanhaFrancisco Piedecausa será um dos cartoonistas espanhóis que, segundo Buraco da Fechadura apurou, estará presente no Encontro de Alcalá de Henares (Madrid). Ver post abaixo
XIII Muestra Internacional de Humor de Alcalá
A participação de Zé Oliveira Para ler os balões sem estragar os olhos, é melhor clicar sobre a imagem

É já na próxima segunda-feira que inaugura, em Alcalá de Henares (Madrid), a XIII Muestra Internacional de Humor, este ano subordinada ao tema "Violência de Género" (traduzindo apressadamente: "Exploração da Mulher").

Entre os 117 autores de 34 países, participam os portugueses Zé Oliveira, Onofre Varela e António.

Zé Oliveira estará presente na inauguração e demais iniciativas do Encontro Iberoamericano de caricaturistas que decorre paralelamente com a "Muestra". Varela não se desloca este ano e, até ao momento, Buraco da Fechadura ignora se António (Expresso) vai a Madrid.

De Banegas Honduras
O acréscimo da cor é da responsabilidade de Buraco da Fechadura


Acaba de nos chegar a notícia de que já está impresso o livro que assinala os 20 anos de actividade satírica de Dário Banegas, o mais destacado caricaturista do seu país, as Honduras.

Assinale-se que o cartoonista (habitual colaborador do Buraco da Fechadura) não tem mais de 35 anos, mas (confiram as contas) começou a publicar aos 15 anos.

O livro que acaba de saír inclui uma caricatura do próprio Banegas, assinada por Zé Oliveira, que pode ser vista neste blog em post de 28 de Setembro.

Visitem o site do caricaturista hondurenho em www.dariobanegas.com , onde aparece mais uma caricatura assinada por Zé Oliveira.
De Banegas Honduras A cor é da responsabilidade de Buraco da Fechadura
Colaboração de Zé Oliveira com Porto Editora
A notícia no Diário de Leiria
Colaboração de Zé Oliveira com Porto Editora
Notícia foi cabeça de página no Jornal de Leiria O recorte é da edição de hoje.
Por acidente gráfico, parte da primeira imagem está encoberta. Pode ser vista no "original", em post do passa do dia 5 deste mês.
Z.O.
De Gogue Espanha .
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O acréscimo da cor é da responsabilidade de Buraco da Fechadura

De Lailson(Brasil) duas no Buraco
Os Corvos
De Zé Oliveira Portugal (Leiria)
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Um tema um tanto ou quanto recorrente, mas incómodo de abordar, é este. Uma das últimas vezes que o vi tratado mais ou menos deste modo, foi num cartoon do Ferreira dos Santos (por onde é que andas, pá? Não mandas desenhos?...) .

Leiria, esta cidade típica deste país hipócrita, vai ter a sua Sala de Chuto. Por isso a abordagem ao tema. Abordagem que mereceu um telefonema de apreço por parte de um Leitor da Batalha que, não me conhecendo pessoalmente, pediu o meu contacto à redacção. Foi simpático.

Z.O.

Abraço para Osvaldo de Sousa
De Álvaro Ainda assinalando os 25 anos de trabalho do Osvaldo de Sousa, aqui se regista mais um abraço de Álvaro que eu lembro ter sido, já lá vão uns anitos, um jovem "desenhador desanimado" que publicava regularmente no DN Jovem. Presentemente publica por onde calha (e calha, por exemplo, no BD Jornal).

Quanto ao Osvaldo, não se esqueçam de que ele é visitável em http://humorgrafe.blogspot.com



quinta-feira, outubro 05, 2006

De Lailson, Brasil
De Gogue, Espanha
Woody Allen
De Banegas, Honduras
Não será tão cedo que o caso das Caricaturas de Maomé sai das páginas dos jornais. O artigo seguinte é transcrito da edição de ontem do Público. Embora extenso, vale a pena ler.

Maomé ausente do best of
Falta um episódio no DVD que reúne
os melhores de sempre de South Park
Joana Amaral Cardoso

A décima época de South Park estreia-se hoje no canal de cabo que a acolhe há nove anos, a norte-americana Comedy Central, um dia depois de ter sido lançado o primeiro best of em DVD destes cáusticos cartoons.
A relação entre o canal e os criadores da série, Matt Stone e Trey Parker, já foi menos tensa. No ano passado, os habitantes da pequena cidade montanhosa do estado do Colorado incrementaram a já habitual dose de polémica com uns pós de religião e a série chegou a estar em risco. Stone e Parker sempre se guiaram por uma máxima na feitura de cada história: "Tudo tem de ser aceitável ou então nada o é." Quando os episódios da nona temporada que visavam a Igreja da Cientologia e o profeta Maomé começaram a ser censurados ou tirados do ar pela Comedy Central, os autores questionaram-se sobre a continuidade de South Park. "Começámos a dizer "Não sei se este é um mundo em que South Park pode viver", admitiu recentemente Parker ao programa da ABC Nightline.Um desses episódios rendeu este ano à série a sexta nomeação para o Emmy para Melhor Programa de Animação. Em Trapped in the Closet ataca-se o fanatismo religioso de Tom Cruise e brinca-se com o rumor de que o actor é homossexual. Tornou-se um dos mais citados episódios da série e é um dos preferidos dos seus criadores, que lançaram ontem em DVD South Park: The Hits, Vol. 1 - Matt and Trey's Top Ten, com a sua selecção do melhor dos últimos nove anos. "Nunca estive tão assustado como na última série", confessa Parker, que diz que ia trabalhar a pensar: "Quantas mais vezes vão dizer-nos que não podemos fazer uma coisa até que nos baldemos?" Maomé, o ausenteApesar de ter sido um dos Super Best Friends (episódio de 2001), juntamente com Jesus Cristo, o profeta Maomé já não foi desenhado para o episódio duplo Cartoon Wars (2005), alusivo à polémica das caricaturas que inflamaram o mundo muçulmano. A Comedy Central proibiu-o, dizendo-se defensora da tolerância religiosa. Durante os episódios, apareceu nos ecrãs uma mensagem em fundo negro que dizia "A Comedy Central recusou emitir uma imagem do profeta Maomé no seu canal." No mesmo episódio, um cartoon que se diz ser da autoria da Al-Qaeda mostra Jesus a defecar sobre o Presidente dos Estados Unidos. Os autores pensaram em desistir depois da estação ter impedido que retratassem Maomé e também quando a repetição de um episódio em que uma estátua da Virgem Maria sangra (do ânus) foi alvo de discussão. Mas por agora não abandonaram a cidade e prometem continuar a criar humor até acharem que o podem fazer. A verdade é que, embora a escolha parecesse óbvia, Super Best Friends é o grande ausente do DVD agora lançado. Sempre actual mas sem "agenda". A série, uma das mais populares da última década, ganha a corrida temática às suas congéneres mais citadas - os Simpson e Family Guy - sobretudo pela rapidez. Um episódio de South Park, cujos desenhos simples parecem personagens de cartão dos primórdios da animação, leva em média cinco dias a fazer, pelo que os temas da actualidade entram rapidamente na vida do elenco. A guerra no Iraque, mas também o activismo de Hollywood contra ela, nada escapa ao palco multiusos da cidade do Colorado. Mesmo garantindo a distribuição equitativa do sarcasmo por todos os quadrantes, os autores negam ter uma "agenda" a cumprir. "No fim de contas, sabemos que o nosso trabalho é entreter e fazer as pessoas rir. Nunca chegamos a uma reunião de argumentistas e começamos a pensar: "Que posição podemos marcar sobre isto? Isso nunca acontece", garantiu Trey Parker à ABC News. Mas um olhar sobre os últimos nove anos da vida de Kenny (a eterna vítima), Cartman (o mais egoísta e conservador), Stan (o mais honesto e moderado) e Kyle (o único judeu da sua turma) parece uma revisão dos anuários políticos, sociais e culturais dos EUA. Sem maneiras e sem tabus. Saddam Hussein é o namorado do Diabo, o símbolo do Natal é um molho de fezes, Barbara Streisand é um monstro do tipo Godzilla, o Canadá é a fonte de todos os males e Kenny tem sempre que morrer. O criador de Uma Família às Direitas, Norman Lear, é um dos apreciadores da série animada. "Adoro o ultraje e eles são sobretudo ultraje", comenta o criador do politicamente incorrecto Archie Bunker. Trey Parker e Matt Stone insistem que a sua série de animação é sobre um grupo de miúdos e não um veículo para a mordaz e escatológica crítica social que acabaram por construir nos últimos nove anos. "Eles são egoístas. São uns pequenos canalhas. E a sociedade torna-os melhores. Não é um caso de "a sociedade corrompe-os", diz Stone.
Em manual escolar da Porto Editora
Ilustrações de Zé Oliveira ajudam adolescentes a aprender françês Milhares de adolescentes portugueses estão a começar agora a aprender francês com o manual "Mots Croisés 1", um trabalho pedagógico das professoras Suzana Costa e Luísa Pacheco.

As ilustrações estiveram a cargo de quatro autores, cabendo a Zé Oliveira ilustrar a página que abre cada capítulo.

As ilustrações que aqui passam a ser exibidas, não terão qualquer tratamento gráfico. Portanto, se o leitor tiver ao seu alcance o manual em causa, será interessante ir apreciando o prolongamento de trabalho que frequentemente existe (e neste caso, existiu) ao editar-se o desenho para o grafismo do livro.
Z.O.
De Ché, Espanha Ché (José Maria Varona) é um valenciano que nunca falta no Encontro Iberoamericano de Caricaturistas em Alcalá de Henares (Madrid). Lá nos encontraremos no próximo dia 16, para a inauguração da XIII Muestra de Humor, que este ano aborda o tema da exploração da mulher.
Aliás, o convite endereçedo aos cartoonistas indicava o tema "Violência de Género" (em tradução muito livre: "Guerra dos Sexos"). A falta de explicitação de que o objectivo era concretamente a Exploração da Mulher, causou alguns equívocos. O coordenador do Buraco da Fechadura, por exemplo, teve de fazer dois desenhos (o segundo muito em cima da hora) porque o que enviara observava a "violência de género" sob outro ângulo. Esse cartoon pode ser visto mais abaixo, neste blog, procurando na data de 28 de Setembro.
Z.O.
Abraço para Osvaldo de Sousa
De Carlos Rico Quem dá o que pode, a mais não é obrigado. Embora eu reconheça que estou a dar menos do que prometi.
Explico: Quando os caricaturistas portugueses homenagearam Osvaldo de Sousa (em Oeiras e Vila Real) a propósito dos seus 25 anos de investigação e promoção da Caricatura, o Buraco da Fechadura prometeu mostrar aqui os desenhos que os caricaturistas portugueses dedicaram (e ofereceram) ao Osvaldo. Porém, só foi editado o desenho do J.A.Fonseca e do Bandeira. Retomamos hoje a tarefa.
Não se esqueçam de visitar o Osvaldo em http://humorgrafe.blogspot.com
Z.O.

sábado, setembro 30, 2006

De Zé Oliveira Portugal
De Lailson Brasil

De Ché Espanha
De Luca Portugal ("Luca" é pseudónimo de uma equipa de dois autores alentejanos)
Exposição itinerante
Desenhos e Liberdade de Expressão

Por J. M. Varona “Ché”
(Adaptado, titulado e resumido por Buraco da Fechadura)


Inaugurou há algumas semanas em Aldaya, Espanha, a I Muestra de Humor Gráfico Libertad de Expresión. Para além do público e entidades locais, esteve presente o presidente da FECO-España Juli Sanchis i Aguado. Lembramos que FECO, uma das entidades patrocinadoras da exposição, é uma organização internacional federativa de caricaturistas. Durante a inauguração, os caricaturistas valencianos José Lanzón e Joaquín Aldeguer entretiveram o público visitante fazendo caricaturas à esquerda e à direita.
Esta exposição, que é itinerante, esteve em Setembro em Jerez de la Frontera e em Novembro estará na cidade de Alicante.

Mena ainda colaborou
São 196 os desenhos seleccionados, dentre os 377 enviados por artistas de 41 países. Entre eles, há um que me impressiona, o de Mena, talvez porque foi enviado por ele apenas uns dias antes da sua morte (noticiada por Buraco da Fechadura).


Liberdade condicionada

Em Espanha, os meios livres de comunicação são cada vez menos, já que são cada vez mais os grandes grupos de comunicação, nos quais, naturalmente, imperam interesses políticos e económicos acima de outros. Não há ideais, há interesses que ocultam ou deformam a realidade e minimizam os erros segundo o que convenha ao amigalhaço de turno, o que deu aso a que possa existir o comunicador “da treta” e o comunicador preocupado por não deixar a sua família sem sustento ao fim do mês, o que o obriga a autocensurar-se, etc. etc. e não prossigo, porque dava para uma enciclopédia.

Ante desta situação, vem ao meu pensamento alguém que dizia: com Franco, com Suárez, com Calvo Sotelo, com González e não digo com Aznar, desenhávamos mais e melhor; mas neste momento, por desgraça, muitos recuperámos o receio de expressar o que realmente sentimos.

sexta-feira, setembro 29, 2006