
Um tema um tanto ou quanto recorrente, mas incómodo de abordar, é este. Uma das últimas vezes que o vi tratado mais ou menos deste modo, foi num cartoon do Ferreira dos Santos (por onde é que andas, pá? Não mandas desenhos?...) .Leiria, esta cidade típica deste país hipócrita, vai ter a sua Sala de Chuto. Por isso a abordagem ao tema. Abordagem que mereceu um telefonema de apreço por parte de um Leitor da Batalha que, não me conhecendo pessoalmente, pediu o meu contacto à redacção. Foi simpático.
Z.O.
Ainda assinalando os 25 anos de trabalho do Osvaldo de Sousa, aqui se regista mais um abraço de Álvaro que eu lembro ter sido, já lá vão uns anitos, um jovem "desenhador desanimado" que publicava regularmente no DN Jovem. Presentemente publica por onde calha (e calha, por exemplo, no BD Jornal).
Milhares de adolescentes portugueses estão a começar agora a aprender francês com o manual "Mots Croisés 1", um trabalho pedagógico das professoras Suzana Costa e Luísa Pacheco.
Ché (José Maria Varona) é um valenciano que nunca falta no Encontro Iberoamericano de Caricaturistas em Alcalá de Henares (Madrid). Lá nos encontraremos no próximo dia 16, para a inauguração da XIII Muestra de Humor, que este ano aborda o tema da exploração da mulher.
Quem dá o que pode, a mais não é obrigado. Embora eu reconheça que estou a dar menos do que prometi.
Liberdade condicionada
Em Espanha, os meios livres de comunicação são cada vez menos, já que são cada vez mais os grandes grupos de comunicação, nos quais, naturalmente, imperam interesses políticos e económicos acima de outros. Não há ideais, há interesses que ocultam ou deformam a realidade e minimizam os erros segundo o que convenha ao amigalhaço de turno, o que deu aso a que possa existir o comunicador “da treta” e o comunicador preocupado por não deixar a sua família sem sustento ao fim do mês, o que o obriga a autocensurar-se, etc. etc. e não prossigo, porque dava para uma enciclopédia.
Ante desta situação, vem ao meu pensamento alguém que dizia: com Franco, com Suárez, com Calvo Sotelo, com González e não digo com Aznar, desenhávamos mais e melhor; mas neste momento, por desgraça, muitos recuperámos o receio de expressar o que realmente sentimos.


Este cartoon, que focaliza a futilidade escravizante de algumas mulheres, foi criado pelo coordenador do Buraco da Fechadura para a XIII Mostra Internacional de Humor de Alcalá de Henares, que inaugura no próximo dia 16. Mas foi substituído por outro, que aqui será publicado depois do Encontro de Alcalá (porque a sua divulgação de antemão não seria eticamente correcta).
Marisa Babiano, que abraçaremos dentro de dias em Alcalá de Henares, é cartoonista do Diário de Alcalá, onde publica diariamente.

Omar Perez é um caricaturista argentino radicado em Ourense, Galiza. Será, provavelmente, o caricaturista estrangeiro que mais vezes se desloca a Portugal para participar nas iniciativas lusitanas em torno da Caricatura. Só Gogue, também da Galiza, poderá competir com Omar nesse aspecto.
Omar Perez acaba de se abalançar à edição do livro Humor Colateral, 48 páginas a cores, tamanho 23x22cm, que vai apresentar já na próxima semana em Saint Just le Martel (França) e em Outubro em Alcalá de Henares.
Os prólogos são do português Osvaldo de Sousa e do belga Jan op de Beeck.
Nestas coisas de fazer uma edição de autor, é improvável que se consiga recuperar o suficiente para pagar a factura da tipografia. Portanto, quem quiser ajudar a diminuir o défice do Omar, pode pedir um exemplar (ou mais!!!) para cartoon(arroba)omarperez.org

El Batracio amarillo interpreta este repetido gesto fascista hacia nosotros como una declaración de guerra por parte de estos politicazos. Acudiremos a ella, no lo duden. Atacaremos con el humor como bandera y fabricaremos jugadas, carambolas de tal magnitud humorística y mediática con las que devolverles, multiplicado por cuatro, semejante afrenta y prostitución política que nos regalan con tanta alegría y superioridad.
O caso das caricaturas de Maomé revela grandes ensinamentos e um dos menores não é o de aprendermos o que significa realmente o conceito de blasfémia e o que ela representa para a Europa.
Quando fui à loja da Fábrica Bordallo Pinheiro das Caldas da Rainha adquirir a estatueta de Zé Povinho que os caricaturistas portugueses ofereceram ao Dr. Osvaldo de Sousa para assinalar os seus 25 anos de investigação e dinamização da Caricatura, apareceu por lá, meio perdido (ou nem tanto...), um casal de franceses que me pareceu andar a coscuvilhar questões de cerâmica (perguntaram-me em que zona de Portugal se produz cerâmica de grês). Conversa entabulada, perguntei-lhes se tinham alguma referência acerca do "patrono" da casa, Raphael Bordallo Pinheiro. Que não, disseram eles. Nem sabiam que a loja de cerâmica que estavam a visitar tem o seu nome definitivamente ligado ao maior caricaturista português. Surpreendidos com a novidade, propuseram a comparação: "Como Dumier?" Sim, é o Dumier Português. Quase quarenta anos posterior, mas não é descabida a comparação.
Honoré Daumier nasceu em Marselha em 26 de Fevereiro de 1808 e faleceu Valmondois em 1879.