sexta-feira, setembro 15, 2006

De Oki Costa Rica
De Lailson Brasil
.
.
Este artigo é transcrito da última edição do Jornal de Negócios. Embora extenso, merece uma leitura atenta. Chama-se igualmente a atenção para o comentário, també transcrito do sítio do Jornal de Negócios
.
.
A blasfémia
Alexandre Brandão da Veiga
.
O caso das caricaturas de Maomé revela grandes ensinamentos e um dos menores não é o de aprendermos o que significa realmente o conceito de blasfémia e o que ela representa para a Europa.
É evidente que nesta área como em tudo é difícil generalizar, mas seria desonesto não tentar descobrir as linhas de força que estão por detrás desta questão. Isto porque o que seja a Europa também se define pela sua relação com a blasfémia.
Os filólogos ensinam que blasfémia se opõe a Eufémia, o que é compreensível. Que de origem significaria calúnia, má palavra e só mais tarde teria tido um significado derivado religioso. Que entretanto teria significado uma má palavra pronunciada num ritual. A blasfémia está sempre ligada ainda hoje em dia a uma ideia de ritual. São ainda hoje em dia os povos mais dados à pureza ritual que mais se preocupam com a blasfémia. Os indo-europeus talvez tenham sido dos povos mais centrados na pureza do ritual, mas igualmente os que mais recolheram críticas a uma concepção ritual do divino. A História do hinduísmo (seja lá o que isso for) mostra-o, mas igualmente o sucesso da religião menos ritualizada na sua base, o cristianismo, em espaço indo-europeu. E se o ritual manifesta necessidades profundas do ser humano, a sua tirania acaba por relevar da psiquiatria, de tiques obsessivos compulsivos. Ou deles vem ou neles degenera.
As crianças são ensinadas que a liberdade perante a religião nos veio da democracia, eventualmente da Revolução Francesa. A verdade é que também ensinamos às crianças que dois mais dois são quatro ou que o espaço tem três dimensões e é euclidiano, mas exemplos muitos simples podem-nos mostrar que nada disto é linearmente assim. O exemplo da dança das horas ou da mão de Lebesgue dão-nos provas simples de que no dia a dia trabalhamos com estruturas algébricas em que 23+3 são dois (três horas depois das 23h estamos às duas da manhã) ou, como Lebesgue mostrou, a mão tem uma geometria não euclidiana (repare-se que o caminho mais curto entre as unhas de dois dedos diferentes não é uma linha recta num mundo com a forma de uma mão).
O grave é o que ensinamos às crianças como pontos de apoio iniciais acabam por ser as escoras definitivas do seu pensamento. Quando vemos o homem público enunciar é confrangedor ver como as suas categorias mentais evoluíram muito pouco desde os seus seis anos.
É que a relação do europeu com o sagrado não se fez com a democracia. Este é mais um dos aspectos que mostra que ser europeu não é ser democrata. E que escondemos por detrás do conceito de democracia o que é ser europeu no fundo. Ser democrata é apenas uma das formas históricas da manifestação do que é ser europeu. A arrogância do europeu que julga a sua vida individual infinita no seu valor tem fontes bem mais fundas que a democracia. Por isso pode blasfemar.
Se bem virmos existe uma destrinça relativamente constante entre os europeus e os orientais na visão da blasfémia. A imagem da blasfémia é a do que atira pedras ao ídolo. O herético, até etimologicamente, é o sectário, o que se separa. O blasfemo é o que se põe à frente, o herético o que se põe de lado. Embora no mundo oriental, nomeadamente muçulmano, a heresia tenha sido fortemente perseguida (basta ver as lutas entre sunnitas e xiitas e karedhjitas, bem como o que o pobre do Averrois sofreu), a blasfémia impõe-se muito mais como crime que a heresia. O inverso se passa na Europa. Pôr-se de lado é bem mais grave que se pôr à frente.
Nunca é demais salientar que é um paradoxo ver como uma religião de origem semítica se tornou a religião que formou a Europa. Mas em parte isso deve-se ao facto de Cristo ser o blasfemo sagrado. Não cumpre o Sábado, dá-se com publicanos e prostitutas, diz que destrói e reconstrói em três dias o templo e pior que tudo, diz ser o Messias, o Filho do Homem. É natural que Caifás, o oriental, rasgue as suas vestes perante a sagrada figura. Caifás é oriental, como o muçulmano.
Também o nosso passado indo-europeu mostra o blasfemo como parte do sagrado. O «Lembra-te de que és mortal» do triunfo romano. O deus Ganesh que é gozado, Ares gozado por Homero na Ilíada, Zeus objecto de embuste, Afrodite e Ares alvo da chacota dos deuses depois da armadilha de Hefaístos.
No cruzamento, muita história de blasfémia na Europa já formada. As Pasquinate na Via del Babuino em Roma, gozando com a hierarquia eclesiástica até ao papa e mesmo as coisas sagradas, o inocente fado de Coimbra da samaritana que beija Jesus (lembro que Jesus para os cristãos é Deus, ao contrário de Maomé que é apenas um homem para os muçulmanos). O chiste contra o padre, o frade e a freira, contra a própria eucaristia (o «papa-hóstias») e assim por diante são lugares comuns na Europa sem que provoquem escândalo. O orgasmo místico de Santa Teresa de Ávila, o nada de Mestre Erkhart são tantos outros exemplos de blasfémias sagradas que, se suscitaram eles mesmos o ridículo, nunca marcaram a cultura europeia na perspectiva da blasfémia.
A que se deve esta diferença entre a Europa e o mundo muçulmano? Em primeiro lugar a uma diferença típica do mundo indo-europeu. Se o indo-europeu nunca perdeu a noção de transcendência sempre a ligou à intimidade. «Deus é pai» é válido muito antes do cristianismo no mundo dos indo-europeus. O indo-europeu sabe-se parente da divindade. As nossas raças são filhas de deuses, do Diaus Piter, ou somos todos primos de Jesus por via de Adão. Júlio César era descendente de Vénus, Platão descendente dos deuses, como todas as famílias reais da Grécia. As famílias reais e aristocráticas europeias fizeram genealogias mostrando que têm sangue de Cristo (quando por ironia há bem mais provas que tenham sangue de Maomé, sendo famílias sagradas para o Islão, mais que as dos meros chefes religiosos).
Só gente que se julga de ascendência divina se pode atrever a dizer tais coisas sobre o divino. E pode mesmo dizer que ele não existe. O semita, ou semitizado pelo Islão, tem uma concepção bem mais distante da divindade, mas que o aterroriza ou o deixa sem graça pelo menos. O temor e o tremor caracterizam-nos bem mais, o que vem desde a Babilónia dos deuses pouco dotados de amor pela humanidade, mais caracterizados pela grandeza e pelo poder que pela ordem benfazeja. Não há Dharma fora da cultura indo-europeia e muito menos Krishna ou Mitra-Varuna.
A possibilidade da blasfémia, igualmente a possibilidade de uma blasfémia sagrada, é facto indo-europeu e marcou a Europa, como a escatologia da divinação do homem na teologia ortodoxa bem mostra.
Revela a consciência do homem ser divino, participar do divino. E de uma associação entre transcendência e intimidade. O homem é companheiro de Deus. Por isso pode blasfemar.
O muçulmano, concentrado na blasfémia, apenas mostra a sua falta de confiança na divindade. Ela está longe e ele tem medo a todo o momento de a perder. O europeu pode-se chocar com a grosseria com o sagrado e mesmo revoltar-se, mas nunca foi base-mestra da sua cultura a perseguição da blasfémia.
É que esta obsessão com a blasfémia mostra o outro lado do muçulmano e do semitizado por ele: a falta de sentido de humor. A intolerância pode manifestar-se pela perseguição da heresia. A falta de sentido de humor, o desconforto de si, pela perseguição da blasfémia.
O que eu disse mais uma vez pode deixar o leitor a pensar que são meras especulações. Mas quando compara as dezenas de histéricos atacando um filme grosseiro e intencionalmente agressivo em relação à Virgem Maria em país de profundo catolicismo com os milhões que se levantam por causa de uma simples caricatura, percebe que estamos a falar de mundos bem diferentes, que vão dos países árabes até aos turcos, persas e indonésios.
Um mundo insatisfeito consigo mesmo, que quer manter a sua presença pela imposição, pela exigência do pedido de desculpas, sem confiança em si, sem intimidade com o divino e, se com uma nobre noção de transcendência, em suma sem nenhuma intimidade com ela. A sua relação com a divindade depende do constrangimento alheio apenas porque sente que esta relação tem bases frágeis. Se Caifás achasse Jesus um tonto não teria destruído as suas ricas vestes. Caifás duvida, tem medo de assentar a sua vida em fracas bases.
E um outro mundo onde alguns políticos europeus querem destruir o sentido de humor da Europa, porque bem sentem que bem podem mais dele ser vitimas que actores.

Comentário
NTC
Humor Negro
Essas caricaturas foram em número exagerado para serem aceites como simples caricaturas de imprensa, houve claramente a intenção de atingir a cultura religiosa dos povos do Médio Oriente, e incentivar o conflito entre as diferentes religiões no mundo.

O Bordallo Pinheiro de França
Daumier: 200 anos em 2008
.
Quando fui à loja da Fábrica Bordallo Pinheiro das Caldas da Rainha adquirir a estatueta de Zé Povinho que os caricaturistas portugueses ofereceram ao Dr. Osvaldo de Sousa para assinalar os seus 25 anos de investigação e dinamização da Caricatura, apareceu por lá, meio perdido (ou nem tanto...), um casal de franceses que me pareceu andar a coscuvilhar questões de cerâmica (perguntaram-me em que zona de Portugal se produz cerâmica de grês). Conversa entabulada, perguntei-lhes se tinham alguma referência acerca do "patrono" da casa, Raphael Bordallo Pinheiro. Que não, disseram eles. Nem sabiam que a loja de cerâmica que estavam a visitar tem o seu nome definitivamente ligado ao maior caricaturista português. Surpreendidos com a novidade, propuseram a comparação: "Como Dumier?" Sim, é o Dumier Português. Quase quarenta anos posterior, mas não é descabida a comparação.
Agora, o JLCabañas mandou-me este endereço:
http://www.honore-daumier.com/actualites/default.asp?arId=1829 que nos leva ao sítio de "Les Amis de Daumier". E foi ao espreitar este sítio, que é iniciativa de uma associação, que me lembrei do episódio do casal de franceses que conheci nas Caldas da Rainha.


Honoré Daumier nasceu em Marselha em 26 de Fevereiro de 1808 e faleceu Valmondois em 1879.
Celebra-se, portanto, já em 2008 o segundo centenário do seu nascimento.
Acalentamos a esperança de que as autoridades francesas da Cultura criem para a efeméride de Honoré Daumier um programa que tenha um pouco mais de dignidade e de visibilidade do que teve o que se (não) fez em Portugal no ano passado, a propósito do centenário da morte de Raphael Bordallo Pinheiro

quinta-feira, setembro 14, 2006

Desde Alcalá de Henares
Carta de Nani Na foto, do arquivo de Buraco da Fechadura, Nani com Onofre Varela

Queridos amigos:

Em resposta à quantidade de mensagens que recebo desde Colômbia (onde actualmente não se publica a minha tira cómica " Magola”), perguntando onde se pode ver o meu trabalho diário, criei o seguinte blog: http://tiracomicamagola.blogspot.com/

Será actualizado todos os dias com a tira que está a ser publicada em Espanha e no México.

Fico à espera dos vossos comentários, que pode fazer na parte inferior de cada tira, assim como das vossas histórias pessoais que gostosamente converterei em tiras cómicas.

Beijos
Nani

Em Guimarães
Licenciatura em BD/Ilustração
Existe em Guimarães a possibilidade de obter uma licenciatura em Banda Desenhada e Iluatração. Para informações, nomeadamente a estrutura curricular, metodologias de ensino e o plano de estudos, consultar: www.esap-gmr.com Outros meios para contacto: Escola Superior Artística do Porto - Guimarães Rua Francisco Agra, 92 (Antiga Rua de Sta Luzia) 4800-157 Guimarães Portugal Tel: +351 253 410235 Fax: +351 253 519681 Direcção dir@esap-gmr.com Serviços Administrativos sadm@esap-gmr.com
De Martirena Cuba
De Marisa Babiano Espanha
De Zé Oliveira Portugal
De Lailson Brasil

terça-feira, setembro 12, 2006



De Zé Oliveira Portugal
De Banegas Honduras
De Martirena Cuba

segunda-feira, setembro 11, 2006

De Lailson Brasil

À especial atenção dos caricaturistas
Acerca do tema da "Muestra" de Alcalá
O humor gráfico é sempre uma actividade de... risco.
Tratando-se de um género de Comunicação Social, mas um género que trabalha com grande carga crítica, equilibrando-se no arame (sem rede!...) entre o ridículo por um lado, e a necessidade do respeito para com todos - até para com o visado - por outro, humor pisa muitas vezes o risco segundo uns, ao mesmo tempo que outros acham que, pelo contrário, estará a ser pouco audacioso.
Ao humorista, a quem todos atribuem a prerrogativa da irreverência, não se deve pedir que seja "politicamente correcto". O seu humor não pode ser conveniente para todos, pois deseja-se que seja inconveniente para alguns. É isso a sua razão de ser. Mas é suposto que o humorista em exercício saberá onde ficam as balizas da ética, da educação, do respeito, do bom e do mau gosto.
Escrevo isto a propósito de um artigo que se publica hoje no periódico espanhol Expansión.com a propósito da Muestra de Humor de Alcalá de Henares.
(Segue o endereço).
http://www.expansion.com/edicion/expansion/economia_y_politica/politica/es/desarrollo/685405.html
Não estou a tomar partido pelo artigo nem a rebatê-lo. Porque sou pelo pluralismo de ideias e porque, sendo eu um participante na "Muestra" (desconheço se o meu desenho esá seleccionado ou não) não deveria perorar em causa própria.

Quem quiser pronunciar-se acerca do artigo de La Expansión, pode mandar o seu comentário. Prometo editá-lo nesta página principal do Buraco da Fechadura.

Zé Oliveira

Para não esquecer Por cortesia de http://humorgrafe.blogspot.com, este testemunho do cartoonista Finha.

domingo, setembro 10, 2006

Ganhei um livro do JAL Estou todo contente! Ganhei um livro do JAL!
Para quem não saiba, trata-se de um conhecido cartoonista brasileiro que já esteve no Festival de Banda Desenhada da Amadora (nos tempos gloriosos da Fábrica da Cultura). Uma personagem interessante que, duranta a sua estadia em Portugal, decidiu alugar um carro por um dia e fazer uma viagem-relâmpago por Sintra, Tomar, Fátima, etc. E fala-nos hoje com entusiasmo acerca do nosso património (que nós tão pouco valorizamos... Que tão pouco fazemos render turisticamente... Que tantas vezes abandonamos criminosamente...)

Mas o caso é que...

Mas o caso é que, ao tomar conhecimento de que o JAL tem uma experiência interessante num blog, experiência essa que consta de um concurso (ele "dá" o desenho e o leitor imagina o balão, com direito a prémio para o melhor), decidi fazer a brincadeira de participar com o cartoon acima. E em boa hora o fiz, porque estou agora ansioso dia após dia, na hora da chegada do carteiro, à espera do livro que ganhei. (Entre os leitores anónimos que habitualmente vencem, já apareceu vencedor o conhecido cartoonista Amorim).

Façam o mesmo! Visitem e participem! é em http://jalcartoon.nafoto.net

Zé Oliveira
De Oki Costa Rica
Clicar sobre a imagem, para ampliar
É uma agradável surpresa para Buraco da Fechadura poder contar de novo com a colaboração de Oki, um colombiano residente na Costa Rica que se tem distinguido pelo seu persistente trabalho na área da investigação e da promoção no âmbito da Caricatura, designadamente o associativismo. A associação La Pluma Sonriente que fundou e continua a dirigir completa este ano um quarto de século de trabalho.

Para além de cartoonista, Oki é igualmente um dedicado defensor do meio ambiente. Por isso, é com naturalidade que o vemos a colaborar num semanário de turismo internacional com as aventuras desta 'rã de olhos vermelhos', espécie que só existe nas selvas da Costa Rica.

Quando o Buraco da Fechadura mudou do Sapo para o Blogger, Oki chegou a pensar que o Buraco tinha fechado. Daí o seu prolongado silêncio, que nós imaginávamos se devsse ao assoberbamento de trabalho (que o tem - e muito - mas a sua dedicação aos amigos continua a contar com a sua disponibilidade.

Obrigado, Óscar! E venham mais 25 anos de La Pluma Sonriente!

Zé Oliveira

De Ché Espanha

Ché (José Maria Varona) será um dos muitos com quem trocarei um forte abraço em Alcalá de Henares, na terceira semana de Outubro.

Z.O.

Dentro de pouco mais de um mês
Caricaturistas reencontram-se em Alcalá

Decorre de 15 a 23 de Outubro o Encontro Iberoamericano de Caricaturistas de Alcalá de Henares (Madrid), organizado pela Fundación General de la Universidad de Alcalá.

Do programa, consta a XIII Muestra Internacional de Humor Gráfico e o já consolidado Congresso de Caricaturistas.

Zé Oliveira, editor do Buraco da Fechadura, participará pessoalmente, como tem acontecido quase todos os anos desde a segunda edição. Quanto a Onofre Varela, também presença regular, ainda não é seguro que ele tenha disponibilidade para poder estar presente. Tanto Zé Oliveira como Onofre Varela, convidados da organização, possuem um desenho cada na referida "Muestra" (que costuma editar um bom catálogo).
.
.

Introdução à Linguagem da BD
No workshop de Iniciação à Linguagem da Banda Desenhada, a realizar no auditório da Bedeteca de Lisboa, são abordados os princípios e processos da bd, sendo analisado alguns trabalhos de vários autores consagrados mas também outras formas de produção contemporâneas. Nas seis sessões deste curso, são realizados seis exercícios, que exploram questões do grafismo, tempo / ritmo e relação texto / imagem. O curso será ministrado por Marcos Farrajota e decorre às 2ª, 4ª e 6ª feiras, entre as 15 e as 18 horas.

Para mais informações, aqui ficam os contactos da Bedeteca de Lisboa:
Palácio do Contador-Mor Rua Cidade de Lobito, Olivais Sul Telefone 21 853 66 76 Fax 21 853 21 68 Email geral@bedeteca.com


17º Festival de BD da Amadora
Concursos de BD e Cartoon
Para visitar entre 20 de Outubro e 5 de Novembro

.

.
O Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem da Amadoraorganiza, anualmente, concursos de banda desenhada e de cartoon com vista a encontrar novos valores, incentivar a produção de BD e proporcionar a sua apresentação pública. O tema para os concursos de BD e cartoon da edição deste ano do Festival Internacional de BD da Amadora (FIBDA) é: 17 Graus Periféricos e o Resto do Mundo. O objectivo da iniciativa é dar a conhecer autores inéditos ou pouco conhecidos na Europa. Quer para o concurso de banda desenhada quer para o de cartoon, o prazo limite de entrega dos trabalhos é o dia 25 deste mês de Setembro. No final do mês, o júri reúne para efectuar a pré-selecção, decidir e ordenar os trabalhos premiados. Para o concurso de BD, as normas de participação definem dois escalões etários: dos 17 aos 30 anos, escalão A e dos 12 aos 16 anos, escalão B. Para o concurso de Cartoon, apenas está definido um escalão, entre os 16 e os 30 anos.
Para obter mais pormenores e a ficha de inscrição, visitar
http://www.amadorabd.com

sexta-feira, setembro 08, 2006

quinta-feira, setembro 07, 2006


VIVA CARLOS ROQUE
Carlos Roque faleceu a 27 de Julho em Lovaina, Bélgica, país onde fez a maior parte da sua brilhante carreira como autor de histórias de BD de linha humorística.
Nascido em Lisboa a 12 de Abril de 1936, Carlos Roque fez o curso da Escola António Arroio, tendo trabalhado como paginador e desenhador em vários títulos portugueses antes de ter emigrado para a Bélgica, onde desenhou para o Tintin e principalmente para o Spirou.
Com o seu simpático pato Wladimir, que aparece nestas imagens, e era desenhado com argumentos de sua esposa Monique, recebeu em 1976 em Bruxelas o Prémio Saint-Michel.
Ates de ter partido de Portugal, trabalhou para O Século, Século Ilustrado, Modas & Bordados, Vida Mundial, O Camarada, etc. E teve participações em Almanaque O Mosquito, PimPamPum, etc.
regrassado a Portugal por motivo da crise do Spirou, realizou para a TV Guia o TV-Guia Júnior em 1996-97.
Cvaleiros do Ribatejo
Lembro-me de uma história interessante desenhada por Carlos Roque com argumento de Ives Duval, criada para Editions Dulombard e publicada salvo erro no Tintim português, que contava as divertidas aventuras de um campino da lezíria ribatejana.
A foto de Carlos Roque que publicamos, é uma cortesia de Dâmaso Afonso e do Diário do Sul, onde mantém a sua página Cuco Informativo, com divulgação regular de notícias do mundo da BD.
Também consultámos o Dicionário dos Autores de BD e Cartoon, de Leonardo de Sá e A. Dias de Deus (Edições Época de Ouro)
Z.O.

terça-feira, setembro 05, 2006

De Zé Oliveira Portugal

De Banegas Honduras
De Marisa Babiano Espanha
Um ano depois, Caricaturas de Maomé ainda são notícia
Caricaturas na origem
do atentado de Colónia
Explosões chegaram a ser planeadas para o Mundial de Futebol

Para o atentado fracassado contra dois comboios alemães no fim de Julho, os dois supostos terroristas tiveram como motivação as caricaturas do profeta Maomé publicadas na Dinamarca em Setembro de 2005 e reproduzidas depois em alguns jornais alemães.

Segundo o chefe do Escritório Federal Criminal, Joerg Ziercke, em declarações à revista "Focus", um dos suspeitos detidos interpretou as caricaturas como "um ataque do mundo ocidental ao Islã". E o investigador adiantou que o atentado estava planeado para o Mundial de Futebol (disputada entre 9 de Junho e 9 de Julho), segundo o jornal "Westdeutsche Allgemeine", que cita fontes dos órgãos de segurança.

Os planos foram adiados, segundo um relatório publicado pelo jornal, porque os seus responsáveis tiveram dúvidas sobre os riscos e as repercussões.

Recordemos que no dia 31 de Julho, dois homens de origem libanesa depositaram malas com bombas em dois comboios, na estação de Colónia, que não explodiram devido a um problema técnico.

Os dois suspeitos foram detidos, o primeiro na Alemanha e o segundo no Líbano.
Em Teerão
Kofi Annan condena caricaturas
Em Teerão, onde decorre neste momento uma exposição de caricaturas inspiradas no Holocausto, Kofi Annan "condenou no passado Domingo estas caricaturas, do mesmo modo que havia condenado as caricaturas de Maomé", adiantando que "a liberdade de expressão é um direito que deve ser exercido com sensibilidade e discernimento", conforme declarou o seu porta-voz, que acrescentou: "Annan não foi ver a exposição, por achar a iniciativa de muito mau gosto. Ele condena estas caricaturas do mesmo modo que também condenou as caricaturas do profeta Maomé".
Em Piracicaba (Brasil)
Lula dá vitória a Turcios

Turcios (Omar Figueroa Turcios) acaba de ganhar o Primeiro Prémio (categoria de Caricatura) no 33º Salão Internacional de Humor de Piracicaba.

Buraco da Fechadura, que se sente honrado com a amizade de Túrcios desde que este se mudou de Colômbia, sua terra, para Alcalá de Henares (Madrid), assinala com gosto mais esta confirmação do extraordiário talento desde jovem (o menos adornado capilarmente da foto abaixo).

A foto, que pertence ao arquivo de Buraco da Fechadura, mostra também Ruz à esquerda (de El Salvador) seguido de Lloyy (de Cuba) e Varela à direita (de Portugal)

Para visitar o Salão de Piracicaba
Todos os prémios do 33º Salão de Piracicaba, que recebeu 1600 desenhos, podem ser vistos em:
http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/index.html

Trata-se do concurso mais antigo e prestigiado do Brasil e um dos mais importantes do mundo, conforme Turcios declarou expressamente a Buraco da Fechadura.

Buraco aconselha também uma visita ao site:
http://www.salaodehumordepiracicaba.com.br/html/historico.html

Mais Turcios (e Nani) dentro de dias

Dentro de pouco tempo daremos mais novidades acerca de Turcios e de sua mulher, a també caricaturista Nani.


De Lailson Brasil





quarta-feira, agosto 16, 2006

De Marisa Babiano (Espanha) Por desorganização no Buraco da Fechadura, este desenho esteve "na gaveta" algumas semanas.
É por isso que se publica quando, afinal... o tempo está fresco.
(Vocês pensavam que que isto era uma casa organizada?!...)
De Lailson Brasil
De Ferreira dos Santos Porto (Portugal)
Em Lleida, Catalunha-Espanha
Engenharia Técnica Industrial é tema de Concurso
O Colegio de Ingenieros Técnicos Industriales de Lleida organiza o primeiro Concurso de Humor Gráfico, cujo regulamento segue:

1 - Pode participar qualquer artista, profissional ou amador.

2 - O tema é a Engenharia ou relacionado (O engenheiro Técnico Industrial e...; Segurança no Trabalho; Qualidade; Meio Ambiente e Sustentabilidade; Instalaçõs (eléctricas, de climatização, frio, industriais em geral; incêndios; construção de naves; maquinaria industrial; Indústria Química; Controles de Processos; Elaboração de Projectos e Direcção de Obra.

3 - Os participantes podem enviar quantas obras desejem, sempre e quando não tenha sido premiadas anteriormente em outro concurso.

4 - As obras (únicamente cartoons) podem ser realizadas em qualquer técnica pictórica, em formato único de tamanho A-4 (210 mm x 297 mm) ou proporcional, na língua catalã ou castelhana.

5 - Enviar as obras, unicamente por correio electrónico, para humoralia@gmail.com, depois de scaneadas a 300 pontos de resolução em formato JPEG ou JPG-6.

6 - O prazo de admissão de originais termina em 15 de Setembro de 2006.

7 - Os trabajos deven ir acompanhados de uma ficha que inclua o nome, apelidos, endereço, telefone endereço de correio electrónico do autor ou autora.

8 - Outorgar-se-á um primeiro prémio à obra ganhadora de 1000€, um segundo prémio de 500€ e um terceirp prémio de 250€. O Júri pode declarar não atribuir prémio.

9. A decisão do Júri será comunicada ao vencedor ou vencedora durante a segunda quinzena de Setembro de 2006 por correio electrónico, e publicar-se-á posteriormente no sítio de Humoràlia (www.humoralia.org) e do CETILL (www.cetill.cat).

10 - A decisão do Júri será inapelável.

11 - As primeiras 50 obras seleccionadas serão expostas na sede do Colegio de Ingenieros Técnicos Industriales de Lleida. E editar-se-á um livro da Mostra.

12 - A versão electrónica das obras podrá ser visitada na galeria virtual que se publicará, após o concurso, no portal web de Humoràlia (www.humoralia.org) e no do Colegio www.cetill.cat).

13 - Os organizadores reservam-se o direito de difundir e reproduzir a obra vencedora sem autorização expressa do autor ou autora, e sem que isto represente nenhuma obrigação com respeito ao artista.

14 - A participação no concurso tem implícita a aceitação íntegra e sem reserva deste regulamento. Qualquer dúvida que possa surgir a resolverá o Júri.