sábado, dezembro 31, 2005
Informam-se os navegadores da rede que o Buraco da Fechadura devolveu a todos os nautas a facilidade de deixarem mensagem sem complicações (basta que a garrafa caiba no Buraco da Fechadura!...)
Mais uma de Carlos Amor
Esta é a terceira etapa da viagem ao passado de um humorista português que deixou por lá (pelo passado) o "atrevimento" do desenho satírico. Não por sua culpa, sim por culpa de um país que teima em ser tristonho, rabujento, pelintra, opressivo, esse país que continua a acreditar que a bênção da nossa vida há-de vir (numa nevoenta madrugada de 23 de Janeiro e provavelmente desde Marrocos ou de lá perto, no mínimo de Boliquei-me) há-de vir do punho vigoroso de ferreiro-espeto-de-pau que nos educará para a economia ensinando-nos a cuspir migalhas de bolo-rei, porque quem come as migalhas todas é porque não sabe que no poupar que está o ganho.Bom Ano, Carlos Amor!
Z.O.
Clicando sobre a imagem, obté-se ampliação. Desta vez é verdade, porque eu já experimentei
Desde Cuba, Martirena desaperta o cinto

...olha, amigo Alfredo Martirena, nós cá por Portugal subscrevemos!
... e estamos na mesma: agora, que somos governados a partir de Bruxelas... todos "fazemos" na sanita. Mas sanita sem aro nem cobertura...
Bom 2006 para ti, companheira e criançada!
Desde as Honduras, a utopia de Dario Banegas
A utopia é o sonho!O sonho é o começo do projecto!
O projecto é o começo da concretização!
(A concretização nem sempre é fácil, nem sempre é linear)
Apetece-me pôr, na tua língua, um título ao teu desenho: "Fidel a la Utopia" (Em português não funcionava!...)
...que também as tuas utopias se concretizem em 2006, Dario Banegas!
Z.O.
Os Corvos, cartoon semanal de Zé Oliveira
...vamos lá a ver se não me descuido muito mais a colocar aqui semanalmente o meu cartoon do Região de Leiria onde se caricatura o "imbiente" cá das redondezas (e, por vezes, de âmbito nacional, quiçá internacional - porrrra, quisto quiça é que é falar bem!!!...)...mas preciso de explicar óós de mais longe que esta paródia não é mais do que um retrato da realidade: o novo estádio de Leiria, que foi construído para o Euro 2004 embora ainda não esteja concluído, afogou o orçamento da Câmara Municipal num buraco sem fundo e tenta desesperadamente diminuir o prejuízo alugando os seus espaços para... casamentos, baptizados e festas (exemplo: está alugado para o reveillon da próxima noite). Recurso tanto mais necessário, quanto é certo que aos espectáculos desportivos o público não aflói, portanto não contribói.
Moral da estória: isto parece um cartoon, mas não é. Não parece uma fotografia, mas é.
Z.O.
Carlos Amor: cartoon e perfil pessoal
Carlos Amor nasceu em África, no Congo ex-Belga, filho de um casal português estabelecido em Koquilhateville, cidade situada mesmo na linha do Equador; actualmente denomina-se Mbandaka. (é só ver no mapa...) Com 4 anos, os pais mandaram-no para Portugal, onde viviam os avós, mas internado em colégios internos, (designadamente no Moderno, fundado pelo pai de Mário Soares).Passaria ao "regime de liberdade" em 1962, dois anos após a independência do Congo, que deu como consequência a vinda de seus pais.
Saíu do ensino liceal, passou pela Machado de Castro e pela António Arroio, mas começou a trabalhar antes de terminar qualquer curso, pois cedo ambicionou independência económica e liberdade da tutela paterna.
Começou na Telecine Moro, produtora de filmes publicitários, no Departamento de Desenho Animado, onde trabalhou como Intercalador, ou seja - e usando as suas próprias palavras: "o gajo que faz os desenhos intermédios para a animação". Os seus mestres foram Artur Correia e Ricardo Neto.
Passou para a Agência Portuguesa de Revistas, onde trabalhei com Carlos Alberto Santos e outros e outros cujo nome não recorda e onde conheceu "um puto da minha idade" - como ele diz, referindo-se ao António Martins (Expresso, Grande Reportagem, etc.)
Cansado de passar o tempo a colar legendas no Mundo de Aventuras e tendo poucos encargos para desenhar, um ano após passou para a publicidade.
A seguir entrava para o serviço militar, embarcando para a guerra colonial de Angola (Nambuangongo) como radiotelegrafista, especialidade que afinal não era usada pelo menos naquela zona. Mas libertou-se da manipulação da G3 passado um mês, porque foi requisitado para Luanda, ingressando na 5ª Repartição da tropa, vulgo Acção Psicológica, fazer cartazes, “flyers” e folhetos. Ocupou o lugar que, duas comissões antes, fora preenchido pelo cartoonista Augusto Cid. Daí a ter começado a colaborar na revista Notícia, foi um passo. Paralelamente, dava uma perninha de Disc-Jockey no Calhambeque, boite então muito voga. Em casa, fazia pequenas animações de filmes publicitários para a Angola Filmes, estando previsto ir fazer um estágio a Itália ou ao Brasil, a fim de se montar um estúdio de cinema a sério em Angola.
Ao terminar o serviço militar continuou em Luanda, entrou para a agência de publicidade Edima, onde fiquou até 1975. "Ali fiz de tudo", conta agora em exclusivo ao Buraco da Fechadura, "desde maquetista, arte-finalista, fotógrafo, enfim, pau para toda a obra".
Retornou e, segundo as suas palavras, "montei uma pequena indústria, muito caseira de peças decorativas em feltro, para bebés, com formas de bichos, (as mamãs guardavam dentro os pijaminhas das criancinhas)...Neste entretanto começou a desenhar ilustração para a Globo (hoje Impala). Entrou para os quadros da empresa e esteve dois anos e meio a paginar a Nova Gente e a fazer uns bonecos para a revista humoristica, Rite-Ri-te, após o que voltou à publicidade (Jotaeme, Abrinício, J.Walter Thompson e Cox).
Há 10 anos estabeleceu-se por conta própria como empresário de serviços no âmbito social.
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Como conheci (a timidez de) Vizcarra
Quem é Vizcarra?
Um dia, o genial e já desaparecido Gin (que ainda tive o prazer de conhecer), que era o director da revista humorística El Jueves (Barcelona), a maior de Espanha, ficou espantado com o talento de um jovem que desenhava com gis de cor no alcatrão das ramblas. E levou-o para a revista, não tardando em colocá-lo em sua própria substituição, com o encargo de desenhar o poster semanal das centrais que é, ainda hoje, uma figura pública do jet-set internacional. Essas brilhantes caricaturas, que continuam a ser de Vizcarra, serão provavelmente os retratos satíricos que mais circulam nos e-mails de todo o mundo.
Como conheci Vizcarra?
Era creio que a segunda vez que eu participava no Encontro Iberoamericano de Caricaturistas de Alcalá de Henares; há, portanto, uma dezena de anos.
Portugueses éramos eu, o Ricardo Galvão (d'a Bola), o FSantos (d'o Jogo), o Varella (do Jornal de Notícias) e o Osvaldo de Sousa (historiador). A tarde ia avançando e, na sala da exposição central do Encontro, estávamos para ali os quatro entregues ao tédio (os colegas latino-americanos teriam ido dar uma espreitadela a Madrid (a 30 Km) e os espanhóis teriam ido provavelmente dormir a inevitavel sesta.
Pela sala desfilava um ou outro visitante jovem universitário em intervalo das aulas ali a dois passos... Para matar o tempo, fiz uma caricatura de um deles (parecia um deles...) e ofereci-lha. O jovem, um tanto tímido, enrolou o desenho, agradeceu e seguiu a via sacra da contemplação dos quadros um por um.
No ano seguinte, a situação repetiu-se quase com a mesma encenação e mais ou menos o mesmo elenco português (desfalcado do Ricardo). E reconheci o jovem do ano anterior a quem oferecera uma caricatura. Meti conversa: "Já no ano passado o vi por cá! Está visto que usted aprecia estas coisas?!" Que sim, disse ele. "Quanto mais não seja, porque é a minha profissão", acrescentou. "Pensava que você fosse estudante". Que não, acrescentou. Que era caricaturista. "Como se chama?" E ele esclareceu: "Vizcarra".
Para os portugueses presentes, a grande surpresa foi que o tão admirado Vizcarra fosse tão novo.
Reparem na foto lá em baixo como ele continua tímido; semi-escondido no segundo plano da imagem...
Zé Oliveira
Valência:Revista de Humor participa em grandes festejos populares
Há dias, e através de www.tebeosfera.blogspot.com de Manuel Barrero, tive conhecimento de que terá ocorrido no passado dia 22 de Novembro a apresentação da maquette de um monumento fallero que vai ser realizado pela Falla Archiduque Carlos-Chiva de Valência, com a colaboracão da revista humorística semanal El Jueves, que se edita a partir de Barcelona para toda a Espanha.
Para os que vivem fora da cidade de Valência, e sobretudo para os que residem em outros países, tenho que dizer que uma falla é um monumento que se fabrica com cartão, madeira e outras matérias combustíveis, que tem por fim ser queimado (juntamente com centos de outras fallas) na noite da cada 19 de Março, último dia das festas que todos os anos se dedicam a São José, na cidade de Valência.
As fallas são monumentos críticos em que se inserem personagens da vida quotidiana, sda vida pública e política, que se pretende criticar.
Dito isto e dado que vivo em Valência, por estar vinculado ao mundo do humorismo gráfico e também ao mundo das fallas, senti-me impelido a deslocar-me ao casal (lugar de reunião) situado na rua do Archiduque Carlos, que encontrei cheia de falleiros, de simpatizantes e de profissionais dos meios de comunicação.
Entre toda esta gente tive a grata surpreza de tropeçar com três representantes de El Jueves, com cuja amizade me honro: José Luis Martin (desenhador e editor da dita revista) e os desenhadores Oscar Nebreda e Juan Vizcarra, este último autor do esboceto da falla (imagem seguinte)

Depois de os saudar entrevistei-me com José Ortiz o presidente, o qual me comentou que havia tido a feliz ideia de fazer uma falla com humoristas gráficos, e que para isso se puseram em contacto em primeiro lugar com Forges que os animou por sua vez a dirigirem-se à direcção de El Jueves que aceitou o repto tendo, sem demora, posto mãos à obra.
A apresentação da maquette (na qual interveio o mestre fallero Santaeulalia), esteve a cargo de Oscar que, passo a passo, foi explicando em que consistia aquele conjunto, baseado na Copa América, a que se juntou a mascote da revista, que aparece junto às embarcações: uma maior com uma vela ostentando as cores da bandeira de Espanha em cuja proa estão ZP e Maragall com um Carod-Rovira tentando subir pendurado nos "pendentes" deste último. Dentro do barco encontram-se sua magestade el-rei e a rainha, o príncipe, a princesa, a infantazita Leonor (todos soprando) e el-rei Jaime I; o outro navio está ocupado por gente do mundo do coração: María Teresa Campos, Jesulín de Ubrique, Pantoja y su Cachuli e a duquesa de Alba. Separados e num bote salvavidas, aparecem o presidente da Comunidad Valenciana, a alcaldesa de Valência e seu gabinete de festas, tentando escapar dos “follones” que vêm sobre si, com o prolongamento de avenidas, a chegada do TGV, a falta de água e saneamento, os campos de golf, as exportações e importações de laranjas, as obras e a habitação social. No conjunto, está também Nen de Buenafuente representado como boneco articulado, junto com algumas personajens de El Jueves.
A falla ostentará o título “The Jueves Cup 2006” (ideia, guião e disenho dos desenhadores da revista); sairá na secção especial da edição de uma das próximas quartas-feiras.
O orçamento [da falla] é de 123.000 euros e o artista que a realizará, es Jordi Fresquet.
O acto encerrou com a presença da fallera mayor de Valência e, como se impunha, houve fogo de artifício e tocou-se o hino da Comunidad Valenciana.
O original e atrevido do tema causou uma grande surpresa, pelo que tudo faz crer que esta será uma falla muito visitada.
Texto: J. M. Varona “Ché” (Tradução: Buraco da Fechadura)
Foto:Josep V. Zaragoza
O caricaturista Oscar Nebreda apresenta a execução volumétrica da falla Archiduque Carlos-Chiva à fallera mayor de Valência.
Em segundo plano, de barba, Juan Vizcarra, autor do esboceto (no início deste post)
Para mais informação acerca das fallas, consultar ARQUIVO do Buraco da Fechadura do Sapo (dias 4 e 5 de Março de 2005) em http://zeoliveira.blogs.sapo.pt
Em post acima, contarei como conheci Juan Vizcarra
Z.O.
Desde a Coreia, Diploma de Mérito para Ché
Não é do conhecimento de Buraco da Fechadura que algum português tenha participado.

Buraco da Fechadura realça a oportunidade do cartoon distinguido, porque estamos em véspera de passagem de ano. É que para muitos, quando chegar a (des)hora de regressar a casa... será preferível passar o volante ao cachorro!...
Parabéns, Ché!!!
Buraco divulga tarde a notícia, mas divulga-a com alegria!!!
Um Bom Ano para ti em 2006!
Zé Oliveira
Problema técnico impede ampliação das imagens
Evitarei colocar imagens com lettring de difícil leitura...
Tenhamos paciência!...
Z. O.
Luis Buñuel segundo Paulo Fernandes
"Uma caricatura bastante negra, como o ano que passou", assim classifica o jovem português Paulo Fernandes esta caricatura de sua autoria que acaba de oferecer aos leitores do Buraco da Fechadura. A personagem caricaturada é Luis Buñuel, "baseada numa cena do filme Um Cão Andaluz (1929), co-realizado com o seu amigo Salvador Dali", acrescenta Paulo Fernandes.
Desejo-te um Bom Ano, Paulo!
Zé Oliveira
quinta-feira, dezembro 29, 2005
"O Cacharro" (ou a redescoberta de Carlos Amor)
...mas não me tem faltado em memória o que me tem minguado em recortes arquivados!... E então, andei anos a perguntar a mim mesmo: "onde se terá metido um tal Carlos Amor, que publicava não sei bem onde?!..."

...comentário no Buraco da Fechadura para cá, e-mail para lá, bla-bla, bla-bla, e pronto! O Carlos Amor está localizado! Na Parede! A vida dele não tem presentemente nada a ver com as andanças humorísticas, porque é necessário almoçar e jantar todos os dias, de modo que a ocupação do seu tempo tomou outros rumos.
Mas perdeu-se um invulgar talento satírico. Como comprova este cartoon que aqui publico (por gentileza do autor), que fez parte de uma série que saíu na revista Notícia em 1972, quando o Carlos Amor tinha apenas 21 anos.
Em Portugal, somos mais dados à choraminguice do fado da desgraçadinha do que ao culto do bom humor. Um fadista, até nem é preciso ser muito bom para ter futuro. Mas um humorista, mesmo sendo bom, está condenado à tristeza de suicidar dentro de si a sua vocação.
Que porra de vida, esta que se vive neste país! (É fado! É fado!...)
Amanhã editarei mais um cartoon de Carlos Amor e desvendarei um pouco da sua biografia.
(Não se esqueçam de clikar sobre o desenho, para o ver ampliado)
Zé Oliveira
Camelovaco bolicou-se com a demora. Ou um fragmento da história de um dos três camelos do Presépio-2005
Nem sob tortura da sede (muito menos do sono!) eu confesso como se chama a pessoa amiga que pariu este camelovaco (cavacomelo, ou lá como raio se chama este aborto).Para já, este animal está a coçar a barriga no banco de um bar. Mas se porventura vier a coçá-la na cadeira, prometo-vos que vou pedir asilo intelectual a Espanha. Eu cá sou muito republicano, mas engasga-me menos ser súbdito de sua alteza real D. Juan de Burbon, do que engolir semelhante pastel de Belém!
Tudo o que suplantar a porcaria dos anúncios televisivos do sapola com exuberâncias intestinais ou dos músicos do peidorap e agora do peidonatal, ultrapassa as marcas da decência com que balizo as minhas capacidades de resistência!
Zé Oliveira
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Martirena (de Cuba) regressa ao Buraco
Lembram-se de ter recentemente aqui dito que não são os humoristas quem inventa o Humor? Porque ele já existe inventado, na realidade da vida? Pois agora vejam este cartoon que o Alfredo Martirena mandou de Cuba há pouco mais de duas horas. E reparem que um cartoon não tem de ter obrigatoriamente um conteúdo de humor, pode ser uma pura e simples (pura! e simples!) cristalização de um pedaço da vida nua e crua (nua! e crua!).terça-feira, dezembro 27, 2005
Quando a realidade ocupa o espaço dos humoristas
Já se sabe: é difícil definir o que é humor.Decorria Setembro passado quando eu, à falta de melhor ideia, recorri a um anúncio dos "classificados" do Público para produzir Os Corvos do Região de Leiria daquela semana.
Acrescentei-lhe um marcador e um traço vermelho para dar mais intensidade plástica à "coisa", forgei um jornal (na realidade não possuía mais do que uma fotocópia em A4), descaracterizei o conteúdo dos anúncios por uma questão de ética e acrescentei-lhe os Corvos inevitáveis a dizerem qualquer coisa que agora até nem vem para o caso (em boa verdade, não encontro o desenho completo em arquivo...).
...e assim nasceu um cartoon que, bem vistas as coisas, não foi mais do que a apropriação de uma realidade tal e qual, consubstanciada num anúncio de jornal.
Não é das melhores ideias, esta de pegar numa peça já de si mordaz e fazer com ela a mordacidade em sede de humor. Mas serviu-me para onfirmar um princípio já clássico: o humor existe na realidade da vida, não é a gente que o inventa.
Zé Oliveira
http://www.cartoonnewsmagazine.com/
É "obrigatório" visitar regularmente
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Natal Negro...
http://www.fanofunny.com/blackchristmas/ita/autori.html
...e ir seleccionando um dos cinco símbolos que aparecem em cima (caveira, saco, estrela, serrote) e de seguida clicar em cada um dos nomes que aparecem à esquerda.
Uma selecção de páginas de humor
Vale a pena espreitar a galeria de favoritos de Miroslaw Hanjos, que o J.L.Cabañas me recomendou. É este o endereço: http://hajnos.miroslaw.w.interia.pl/linki.htm
Conferência "Humor ao serviço da Ciência"
A organização foi da Fundación General de la Universidad de Alcalá dentro da Semana da Ciência.
Banegas de novo no Buraco
Dário Banegas alegra-nos de novo com a sua colaboação.Desejo-te um bom 2006! E a tua esposa! E a teus dois filhos! E a todos habitantes das Honduras! E a todos os habitantes da Terra!
Zé Oliveira
