segunda-feira, agosto 31, 2009

FecoPortugal expõe em França

Este é o cartaz de apresentação da exposição colectiva que a FecoPortugal vai ter no Salão de Humor de Saint-Just-le-Martel:O "Salão de Caricatura, Desenho de Imprensa e Humorístico de Saint-Just" realiza-se naquela localidade, próximo de Limoges, desde há 28 anos.

Já por ali passaram mais de 600 expositores de 80 países e é no decurso daquele certame que decorrem habitualmente as Assembleias Gerais da Feco - FEderation of Cartoonists Organizations.

O total de exposições rondará a dezena e meia.
Haverá também espectáculos, colóquios e encontros vários, prémios, etc.



Ler mais em http://fecoportugal.blogspot.com

Agora em Matosinhos

No próximo dia 5, Sábado, inaugura em Matosinhos a exposição A Liberdade é um Risco.

A iniciativa, que decorre no Cine-Teatro Constantino Nery, é do núcleo local da Amnistia Internacional e da Câmara Municipal.

A inauguração tem início às 17 horas, enriquecida com um recital pelo cantor Manuel Freire.

Um grupo de caricaturistas, associados da Feco, desenhará ao vivo caricaturas dos presentes.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Os Simpsons em Angola

A agência publicitária encarregada de promover a chegada da série de animação "Os Simpsons" a Angola transformou a famosa família amarela num clã tipicamente angolano.


A mudança limita-se à promoção do formato.
A imensa cabeleira azul de Marge é agora uma enorme 'afro'; Lisa e Maggie fizeram rastas; Bart tem uma carapinha bem alisada e Homer já não bebe uma cerveja Duff, antes uma Cuca angolana. Mas a diferença mais notória da família de Springfield à chegada a Luanda é mesmo a cor da pele - "Os Simpsons", bonecos famosos também por serem todos amarelos, surgem agora castanhos.
O director criativo da agência publicitária, António Páscoa, explica, à Reuters, que o objectivo era "adaptar a paródia satírica da típica família de classe média norte-americana para Angola". Sobre as críticas que entretanto se levantaram, o responsável pelo Luanda Executive Center responde de forma directa: "Se as pessoas não gostarem, então julgo que não têm um sentido de humor grande o suficiente para gostar de ver 'Os Simpsons'".
Note-se que esta imagem serve apenas a campanha publicitária da série. Uma vez no ar pela televisão por satélite DStv, mantém- -se o original de Matt Groening.
Sob o 'slogan' "Os Simpsons agora em Angola" há mais adaptações. Todos calçam chinelos típicos, vestem roupas com motivos africanos e usam adereços locais; o quadro com o veleiro na parede da sala deu lugar a uma pintura de uma paisagem africana."Os Simpsons" nasceram em 1989. Chegaram a cerca de 90 países. Foram dobrados em 20 idiomas, aproximadamente. Este ano, celebram 20 anos e reforçam o êxito daquela que é a série animada mais internacional de sempre.
Texto e imagem de www.jn.pt
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sábado, agosto 22, 2009

Humor e Liberdade no El Mundo

O El Mundo publica uma panorâmica humorística acerca do tema "Liberdade de Expressão".
Depois de abrir o endereço abaixo, clicar sucessivamente nas imagens

www.elmundo.es/albumes/2009/07/22/humoristas_libertad_expresion/index.html

sábado, agosto 15, 2009

Zé Carioca, anos 50

Por gentileza do lousanense Joaquim Gomes Miranda, a residir no Brasil, revejo este desenho animado a que tinha perdido o rasto.

Nota curiosa: tem voz de... José Oliveira (o outro, evidentemente!)

sexta-feira, agosto 14, 2009

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Revista Mônica
Quando Maurício foi protagonista
. Por vezes, o inesperado acontece.
Decorria o dia 24 de Outubro de 2005, faltavam portanto três dias para Maurício de Sousa completar 70 anos, quando a surpresa o acometeu: a sua equipa tinha preparado em segredo uma edição especial do nº 232 da revista Mônica, que abria com uma história de 35 páginas cujo protagonista era precisamente... Maurício de Sousa, o criador da Turma da Mônica!
Ziraldo na Mônica
Ziraldo, caricaturista e bandadesenhista brasileiro que em breve receberá em Alcalá de Henares o Prémio Quevedos, também entra na história; o seu nome não é referido, mas a sua fisionomia pontuada por uma cabeleira farta e branca a coroar um rosto escuro e o seu inseparável colete não permitem dúvidas.
Equipa de Maurício
O enredo anda à volta do 70º aniversário de Maurício, com peripécias que ele partilha não só com a Mônica e restante turma, mas também com os elementos dos seus estúdios.
Foi com surpresa que encontrei este exemplar num alfarrabista de rua, em Leiria, pois não me havia apercebido da sua saída em 2005.
Agora, são convenientes duas coisas:
uma - que Maurício venha este ano ao Festival de BD da Amadora. Nos dois últinmos anos veio;
Outra - Que eu não me esqueça de levar este exemplar para que ele mo autografe.

domingo, agosto 09, 2009

Último trabalho de Fernando Relvas


Mensagem de Fernando Relvas:

"Tenho o prazer de vos informar que o livro com as duas primeiras histórias de Li Moonface em CMS webcomics já está disponível em lulu.com (http://www.lulu.com/content/6419039).
Para mais informações por favor consultar http://chinesemasterspy.blogspot.com/
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Percurso de Fernando Relvas
Fernando Relvas, que presentemente vive na Croácia e atravessa período de grande produção, tem repartido a sua intensa vida profissional pelas áreas da banda desenhada, caricatura, ilustração e publicidade.
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Início em 1974
Fernando Carlos Nunes de Melo Relvas nasceu em Lisboa a 20 de Setembro de 1954.
Inicia-se na BD em 1974.
Publica "Chico" na Gazeta da Semana dois anos depois.
Na revista Fungagá publicou "Uki, o Pequeno Esquimó", "Espaço 99 1/2", "Chin Lung" e "O Justiceiro do Rio Amarelo".Tem também histórias publicadas em Fanzines como O Estripador e Gorgulho.
Na versão portuguesa do Tintim, publica "Espião Acácio". E "Rosa Delta Sem Saída", "Cevadilha Speed" e "L123", etc.
No jornal Se7e, publicou, entre 1982 e 1988, "Concerto para Oito Infantes e um Bastardo", "Niuiork", "Sabina", "Herbie de Best", "O Diabo à Beira da Piscina", "Nunca Beijes a Sombra do Teu Destino" e "Karlos Starkiller", primeiro a preto e branco e deopois a cores.
...Rei dos Búzios silenciado
Participou esporadicamente nas revistas de BD Mundo de Aventuras (V serie), O Mosquito (V série), LX Comics e no jornal humorístico O Fiel Inimigo, onde ainda publicou a ultima historia da série "Karlos Starkiller". Outros periódicos onde colaborou: Gazeta da Semana, GrandAmadora, Pão Com Manteiga, TV Mais (com caricaturas), Sábado (I série, onde começou a publicar a história "O Rei dos Búzios", até esta ser interrompida por decisão editorial, em 1989) e Quadrado. "O Rei dos Búzios" acabou por surgir na íntegra em CD-ROM.
"Em Desgraça" vence concurso
Em 1993 é editado o álbum “Em Desgraça”, sob a chancela da ASA, história que fora distinguida em 1990 com o Prémio do Concurso "Navegadores Portugueses". Foram ainda editados As Aventuras do Pirilau - O Nosso Primo em Bruxelas, pelos Livros Horizonte, em 19(?), Çufo, pelo Grupo de Trabalho do Ministério da Educação para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, em 1995, Karlos Starkiller, título inaugural da colecção "Bedeteca"/Baleia Azul, em 1997, e L123 (seguido de Cevadilha Speed), pela Associação Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto, em 1998.
Angoulême
Participou em várias exposições individuais e colectivas de BD em Portugal, França e Belgica. Em 1998, foi um dos autores presentes no 25.º Festival Internacional de BD de Angoulême (França), no ano em que Portugal foi o país convidado pelo maior certame europeu dedicado à BD.
25 anos do 25
Em 1999, por ocasião dos 25 anos da revolução de 1974, participou com uma curta história na exposição Uma Revolução Desenhada: o 25 de Abril e a BD, organizada pela Bedeteca de Lisboa, pelo Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
Das Conferências do Casino à Filosofia de Ponta
Participou, em 2000, na exposição colectiva Das Conferências do Casino à Filosofia de Ponta, presente na Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa e no Centre Belge de la Bande Dessinée em Bruxelas. Fernando Relvas realizou também trabalhos de publicidade, de recordar um anúncio da Lee em 1983, onde aparece uma personagem de BD que criara e diversas ilustrações para manuais escolares da Areal Editores. Em 1986 e 1995 teve exposições dedicadas à sua obra pelo Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto.
Na Bedeteca de Lisboa
"Relvas à queima-roupa", a mais completa exposição que lhe foi dedicada, realizou-se em Março de 1997, na Bedeteca de Lisboa, na mesma altura do lançamento do álbum Karlos Starkiller. Em 2002 casou-se com a artista plástica Anica Govedarica. Presentemente mantém o blog http://hardline-approach.blogspot.com e o único sobrevivente duma sucessão de blogs com apontamentos de viagem e que da conta da evolução do trabalho do autor.
Em print-on-demand
A grande irregularidade da edição em português levou-o a optar em 2007 pelo sistema “print-on-demand” em http://www.lulu.com, desta vez em inglês, com a novela grafica “Palmyra” (http://www.lulu.com/content/702123), e o primeiro fasciculo da série “Costa”, crónica de viagem ficcionada (http://www.lulu.com/content/815170). “O Urso vai a Espanha”, em português, é entretanto a sua primeira experiência na novela literária em edição de autor on-line (http://www.lulu.com/content/841653).
Informações e foto pescadas em http://www.supertuga.com/

sábado, agosto 08, 2009

Viva, Solnado!
A notícia chegou hoje ao fim da manhã: Raul Solnado morreu, pouco faltava para as onze.
Pouco vou acrescentar aqui, por agora. A não ser isto: Há 43 anos, tinha eu 20, procurei Raul Solnado na Figueira da Foz para o entrevistar. Seria a minha primeira entrevista "a sério", e coincidia também com o período em que eu me apresentava publicamente como humorista, tendo por minha conta a última página da revista "Capa e Batina", de Coimbra, que preenchia com desenhos e textos humorísticos (e outras coisas, nas restantes páginas da revista).
Quando o entrevistei, ofereci-lhe um exemplar da edição anterior e pedi-lhe que passasse os olhos pela minha página de humor. O que ele fez de modo interessado, tendo deixado sobre o conteúdo da página, e ocupando mais de metade dela, o autógrafo acima (que me deu, agora, uma trabalheira para isolar do conteúdo gráfico).

O Gila de Portugal
O talento interpretativo de Solnado tornou-se especialmente notado com as traduções dos monólogos do autor, actor e cartoonista espanhol Miguel Gila (Madrid, 12/03/1919 - Barcelona, 14/07/2001), como é o caso da História da Ida à Guerra, o telefonema para o Inimigo, e tantas outras peripécias non-sense ("a sopa já chegava fria..." "não mata mas desmoraliza...").

quarta-feira, agosto 05, 2009

As minhas aulas começam a... "miados" de Setembro

video

Este vídeo ajuda-nos a reflectir acerca dos mecanismos do riso. Designadamente do riso colectivo.

segunda-feira, agosto 03, 2009

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Acabou Um Lugar ao Sul
A Rádio está mais pobre

Depois de uma carreira de mais de 30 anos nas emissões da Antena 1, foi para o ar no passado sábado a derradeira emissão de Um Lugar ao Sul, com realização de Rafael Correia.

Não era um programa de Humor? Era um programa de Alegria. Onde se registava a alegria de se ser português. Onde o Povo era soberano. Onde o saber popular era compêndio.

Fica em lugar de honra na História da Rádio.

De http://www.alquimista.net/:
"O nome de Rafael Correia não dirá provavelmente muito a um bom número de leitores. Se lhe disser que ele é o autor de um programa que dá pelo nome de Lugar ao Sul, que resiste há mais de vinte anos na grelha da Antena Um da RDP, não sei se esse nome lhe dirá mais qualquer coisa. Para mim, é esse programa que há muito pontua e pontifica em parte das minhas manhãs de sábado.
A rádio continua a ser um meio de comunicação fascinante. Tem, apesar de tudo, conseguido resistir com imaginação às mudanças vertiginosas do panorama mediático. O transístor e a miniaturização deram-lhe flexibilidade e levaram-na aos lugares mais inesperados do planeta. Adaptou-se a novas formas de vida e está, agora, a entrar em cheio na era digital. Tenho, contudo, para mim que aquilo que faz o sucesso da rádio é a interioridade que alimenta e promove.
A história ensina que um novo meio de comunicação não elimina o mais antigo, antes conquista e desenha o seu espaço e o seu modo próprio de existir, reconfigurando o conjunto com novas combinações e características. Ora, num universo cultural alicerçado no que é visível e na exterioridade e, portanto, no sentido da visão, o meio rádio permite ao ouvinte a criação de um mundo de ideias, sentimentos e imagens muito particulares, tendo por base o som (música, palavra, ruído) e o silêncio.
E é assim que eu, sem nunca ter visto Rafael Correia, me sinto quase um seu amigo de longa data, imaginando a sua figura e o seu deambular semanal pelas terras do sul de Portugal.
Muito antes de o cidadão comum ter irrompido como grande protagonista nos tablóides impressos e televisivos, já Lugar ao Sul lhe dava destaque e primazia. Só que, neste caso, em lugar do lado sórdido ou exótico, o programa traz-nos as iniciativas, os saberes, as técnicas, as artes e a sabedoria de gente simples. Artista no modo de entrevistar, Rafael Correia entra frequentemente num jogo subtil de cumplicidades, a que não falta a argúcia e o humor, conseguindo documentos magistrais de um país que os holofotes da moda mantêm escandalosamente na sombra. E costura, depois, um programa de duas horas, acompanhado do melhor da nossa música, erudita e popular. Com um resultado "ao qual não se fica indiferente, tal é a beleza e o talento", como se reconhecia, não há muito, num texto editado na Internet (Carnet de Route d'Un Voyageur Solitaire en Algarve et Alentejo).
Rafael Correia é daqueles que, de forma discreta e persistente, acham que mais vale acender uma luz do que maldizer a escuridão"


Em tributo a Rafael Correia, ouçamos a derradeira emissão clicando aqui:

439911_50129-0908031149.mp3